Podemos e devemos estudar e pesquisar para revelar para todo o mundo, qual foi a boa notícia que Jesus, o Nazareno, trouxe aos homens, para nos salvar da ignorância que mata não apenas o corpo físico, mas também o ego psíquico. Temos de fazer isto logo, porque não há tempo a perder. A população da Terra aumenta estupidamente e esse processo que poderá destruir mais uma vez quase toda a humanidade -já aconteceu antes -só pode ser barrado com a luz da informação que acaba com as trevas da ignorância.
Está ficando muito evidente que os famigerados objetos aéreos não identificados, também vulgarmente conhecidos como "discos voadores", surgidos após a segunda guerra mundial, não são nem nunca foram naves vindas de fora da Terra. Depois de muitos anos de estudo, pesquisa e análise, publiquei artigo nos anos 70, no Jornal da Bahia, no qual ficou demonstrado que fora montado um teatro nos Estados Unidos para esconder pesquisas ali realizadas com naves projetadas pelos técnicos/cientistas importados da Alemanha de Hitler, e que apareciam sobretudo nos céus daquele país, onde foram vistas por muita gente que as denominaram de "pires voadores".
Muitos anos após esse meu artigo, matérias de mídia impressa e de televisão têm divulgado com fotos e filmes essa verdade, depois que algumas de tais naves tornaram-se visíveis no cotidiano das atividades militares norte-americanas. Ainda assim, os chamados "caçadores de ovnis" - já não se fala muito em "ufólogos" - insistem na crença da existência de seres extratelúricos em visita aos humanos da Terra, principalmente com propósitos reprodutivos e cada vez mais mergulhados no passado anterior à nossa História, considerando as pesquisas arqueológicas que provam a existência de elevada tecnologia em ruinas e objetos desenterrados, até mais avançada do que a nossa, atual, partindo da premissa de que não poderiam ser de seres humanos, que nesse passado, teriam de ser primitivos.
Essa proposta lançada pelo especulador Erich von Daniken ("Eram os Deuses Astronautas?") há quase meio século, provocou uma onda amadorista de prospecção arqueológica em todo o mundo, logo seguida de arqueologia profissional, que caminha celeremente para provar que a Terra já teve uma civilização mais avançada do que a nossa, atual, quando se tinha aeronáutica e astronáutica - como as temos hoje - e uma medicina avançada, não só na Ásia, como na África e nas Américas, até que o gelo nórdico desceu para o hemisfério Sul e destruiu tudo, por milênios, salvando-se apenas os que conseguiram escapar para uns poucos lugares não atingidos, alguns deles subterrâneos. Enquanto Daniken ainda defende na televisão sua proposta de visitantes extraterrestres que vieram para cá, os verdadeiros cientistas estão namorando a idéia de que foram os homens da Terra que sairam para a Lua e os planetas do Sistema Solar, antes da última Idade do Gelo. Os sobreviventes daquele "fim do mundo", terminada esta, seriam os que ocuparam a superfície para criar novas civilizações, como a olmeca, a maia, a asteca, a egípcia, a grega e a romana, entre outras, também na Ásia, todas, hoje, pesquisadas com trabalhos arqueológicos que escavaram amplamente para encontrar ruínas e objetos que despertam especulações também sobre extraterrestres.
As velocidades necessárias para se navegar no espaço cósmico entre as estrelas não podem ser atingidas por quaisquer naves, pois estas teriam de contrariar todas as leis naturais e sair do domínio da Física, isto é, da realidade. Velocidades acima daquela que dizemos ser a da luz só são possíveis para estruturas de consciência menos complexas que as da matéria. Por outro lado, estruturas materiais como a do corpo humano ou de outros seres vivos são impróprias e inadequadas à sobrevivência no espaço cósmico. Poderemos, algum dia, navegar com muito esforço e sacrifício pelo nosso "quintal" - dentro do sistema solar - mas nunca além disso, com algum senso de obter qualquer benefício.
Assim, resta-nos viajar pelas estrelas sem as limitações da matéria, o que vale dizer, montados em estruturas de consciência da energia, não conversíveis em matéria. Na atualidade, já há quem o faça. São seres mais evoluídos que os intelectuais, cujos egos se ligam a corpos materiais na Terra, como nós nos ligamos aos nossos computadores. Nós poderemos ser, no futuro, um desses seres, graças à evolução do ego de cada indivíduo, que começou com as espécies minerais, depois as vegetais, as animais e até onde já vivemos, as intelectuais. Passaremos, em sequência, às que ainda não têm nome para nós, mas poderiam constituir os egos que poderiamos considerar "iluminados", "anjos", "santos", "avatares", "deuses", entre outros. Egos que não precisam mais de corpos aos quais se ligar, para sofrer as experiências necessárias à sua evolução, justamente porque chegaram ao topo dela.
Viveriam esses seres no "reino de deus". Assim como uma formiga que passeia pelo asfalto de nossa cidade não tem consciência suficiente para imaginar o que é esta, seja ela Salvador ou Paris; nenhum de nós tem consciência suficiente para imaginar o que é o corpo do deus (universo finito formado por células cujos átomos são as galáxias que conhecemos), dentro do Deus (universo infinito).
Podemos agora esclarecer o caput deste texto, dizendo que, se um de nós, como ego eterno, que se liga a egos neurais em corpos materiais, quiser mostrar nossa cidade a uma formiga, de modo que ela a veja e compreenda, terá que ligar o próprio ego ao ego do corpo material dessa formiga no seu nascimento, assim se tornando uma formiga capaz de se comunicar com as outras, num formigueiro, esperando não ser mal compreendido e morto por estas. Claro, nenhum de nós já aprendeu como se faz isso, com o processamento neural de nosso cérebro, mas é possível que o ego eterno de quem vive no "reino de deus" possa se ligar ao ego do cérebro de um homem, ao nascer este, assim se capacitando a conversar com todos os homens e mostrar a eles o que é o reino de "deus", ao tempo em que os orienta para evitar que toda a humanidade desapareça com uma futura Idade do Gelo.
Teria sido isso o que Jesus foi e fez? Um ser humano que, ao nascer, teve o seu ego neural ligado ao ego eterno de um ser mais evoluído que o intelectual, vivendo no "reino de deus"? Assim, como um homem, ligado a este e falando a todos os outros de uma comunidade, ele teria trazido a boa notícia de que o processo da evolução que trouxe cada um de nós, por milênios, desde o mineral até o intelectual, também nos levaria ao reino dos iluminados, isto é, dos anjos, dos santos e dos deuses, não mais precisando voltar a este mundo de experiências e sofrimentos, como matéria.
Assim nos salvaria, aos que O seguissem, do inferno da Terra, para onde voltam todos os egos inferiores, propondo-nos atingir o mais elevado grau da evolução individual.
Num pequeno texto como este, que pode ser considerado apenas como uma notícia, não há como ser científico e nem mesmo filosófico. Neste ano de 2012, estará publicada toda a minha trilogia "Nortada", que colocará este assunto em 1000 páginas. O primeiro livro - "A Cruz dos Mares do Mundo" - já está chegando às boas livrarias. O segundo - "A Noite dos Livros do Mundo" - chegará em julho. O terceiro - "A Trilha dos Santos do Mundo" - chegará exatamente em 21.12.12 (21 de dezembro de 2012), uma bela data para fechar o conjunto, que é resultado de exatos 54 anos de estudo, pesquisa, viagens e análise, com fundamentos científicos e o lançamento da Psíquica, sem a qual a Física é apenas uma ilusão.
Quem fizer uma visita mensal a este blog, terá subsídios valiosos nesse processo. Ao fim de tudo, que será apenas do ano de 2012, os que não gostarem poderão me crucificar. Já terei cumprido minha missão, dada por mim mesmo, pelo meu ego, sem culpa de mais ninguém.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O ERRO DE STEPHEN HAWKING
Chegou a hora da colheita. O fruto maduro, que pode ser doce ou amargo, deve ser retirado da árvore, antes de ser bicado pelos passarinhos e para que não apodreça e caia no chão, alimentando apenas os microrganismos do solo. Há um momento, na pesquisa, no qual não há opção: seu resultado deve ser anunciado, custe o que custar, doa em quem doer.
Sem genialidade, mas com muita paciência, dedicando uma vida inteira a observação, experiência, estudo e análise crítica de resultados, jogando muita coisa fora e guardando apenas as peças que preenchem os vazios do quebra-cabeças, posso dizer que cheguei, em 2011, ao quadro completo do que Albert Einstein entendeu ser a unificação dos campos gravitacional, eletromagnético e quântico e Stephen Hawking ainda persegue como sua teoria unificada do universo, ambos sem sucesso. Antes destes, Isaac Newton, René Descartes, Galileo Galilei, entre outros, fizeram esforços gigantescos no mesmo sentido. Seguiram todos, o rastro de Alguém que há dois mil anos se propôs revelar o que é o Reino de Deus e foi interpretado como aspirante a Rei dos Judeus.
Antes de tudo, recomendo ao visitante deste blog ler os quatro comunicados ao mundo da Ciência, aqui publicados em 25 de julho, 22 de agosto, 25 de agosto e 30 de setembro deste ano, assim como o texto inserido do dia 7 deste mês de dezembro.
O maior físico do momento, o inglês Stephen Hawking, foi colocado na programação de Natal de 2011 do canal Discovery, para negar a existência de Deus. Embora esteja comprovado que o dia de Natal, que era o do solstício, dedicado ao Sol Invicto – deus dos romanos – não é o do nascimento de Jesus, parece-me uma provocação no mínimo deselegante, que isso tenha ocorrido nessa data.
Acontece que Hawking é um excelente físico, mas um cientista limitado e um péssimo filósofo, porque exclui da Ciência os fenômenos que ocorrem com velocidade superior à da luz. Como todos os físicos que comem no prato de Albert Einstein, ele acredita não haver coisa alguma além da energia e da matéria no espaço. Diz que energia e espaço foram criados no Big Bang e a matéria surgiu da energia, conforme a equação E=mC², derivada da equação f=mv², de Isaac Newton. Assim, o Universo seria só isso, criado pela explosão de um buraco negro que ocupava um espaço infinitesimal com uma massa infinita, quando o tempo era igual a zero. Argumenta ele: se o tempo é zero, não há tempo para haver uma causa ou um criador e assim o Big Bang foi uma explosão espontânea. Afirma ele que no tempo zero não havia nada, nem Deus, e assim, este não podia criar o Universo. Mas antes, tinha perguntado: “Foi Deus quem criou as leis quânticas que permitiram que o Big Bang ocorresse?”
Minha proposta é que se chame isto de “O Erro de Stephen Hawking”.
O INÍCIO DO ERRO: Hawking concebe a origem de tudo em um buraco negro com massa infinita em um espaço de tamanho infinitesimal, NADA MAIS HAVENDO EM VOLTA DISSO. Nem espaço...! Segundo ele, o espaço infinito teria sido criado pela explosão do buraco negro, com massa infinita que se espalhou pelo espaço assim criado.
Está claro, que ele só considera espaço, o espaço ocupado por energia e/ou matéria. Assim, em volta do buraco negro infinitesimal, havia o NADA, o VAZIO, sem ESPAÇO. É inacreditável que a mente privilegiada de Hawking não admita o ESPAÇO VAZIO em torno do seu buraco negro. Onde está a sua matemática, com toda a geometria, que enche um conjunto vazio infinito com uma infinidade de posições em três direções ortogonais? Pontos tão próximos um do outro que, se fossem mais próximos seriam um só, separados por intervalos infinitesimais tão pequenos que se fossem menores seriam nulos. Excelente físico e mau cientista.
É evidente que em cada ponto existe a consciência de sua posição, pois se essa consciência não existisse, não existiria a posição e nem o ponto. É indubitável, que O ESPAÇO É CONSCIÊNCIA, ainda que esse espaço seja vazio.
CONTINUAÇÃO DO ERRO: QUEM CRIOU E COMO FOI CRIADA A MASSA INFINITA QUE ESTAVA NO BURACO NEGRO DE DIMENSÃO INFINITESIMAL? COMO ELA FOI PARAR NO BURACO NEGRO?
Evidentemente, para criar essa massa e colocá-la no buraco negro, seria necessário um tempo maior do que zero e assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero.
MAIS ERRO: Pela fórmula de Newton f=mv² , quando o tempo é zero, a massa é zero, como já demonstrei num dos textos acima citados, mas Hawking concebe um espaço zero com um tempo zero (até aí tudo bem), COM MASSA INFINITA!!!!
É necessário deixar claro, que, quando se fala em espaço zero, isto significa o espaço de um ponto, que é posição, mas não tem dimensão qualquer, nem mesmo infinitesimal. Se há uma dimensão qualquer, infinitesimal, o espaço não é zero. Assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero, como afirma Hawking, mas em sequencia, num tempo com duração infinitesimal.
Erros de Einstein, de Hawking; conceitos forçados como o de "singularidade"; são sinais muito claros de que há fundações fracas no edifício da Física, como está sendo erguido. Houve um forte desvio de prumo dela, no século XX. Se o Bóson de Higgs não for encontrado, com todo o dinheirão que se gasta para isso, 2012 certamente não será o ano do fim do mundo, mas poderá ser o fim de como o vemos.
__________________________________________________________________
É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Sem genialidade, mas com muita paciência, dedicando uma vida inteira a observação, experiência, estudo e análise crítica de resultados, jogando muita coisa fora e guardando apenas as peças que preenchem os vazios do quebra-cabeças, posso dizer que cheguei, em 2011, ao quadro completo do que Albert Einstein entendeu ser a unificação dos campos gravitacional, eletromagnético e quântico e Stephen Hawking ainda persegue como sua teoria unificada do universo, ambos sem sucesso. Antes destes, Isaac Newton, René Descartes, Galileo Galilei, entre outros, fizeram esforços gigantescos no mesmo sentido. Seguiram todos, o rastro de Alguém que há dois mil anos se propôs revelar o que é o Reino de Deus e foi interpretado como aspirante a Rei dos Judeus.
Antes de tudo, recomendo ao visitante deste blog ler os quatro comunicados ao mundo da Ciência, aqui publicados em 25 de julho, 22 de agosto, 25 de agosto e 30 de setembro deste ano, assim como o texto inserido do dia 7 deste mês de dezembro.
O maior físico do momento, o inglês Stephen Hawking, foi colocado na programação de Natal de 2011 do canal Discovery, para negar a existência de Deus. Embora esteja comprovado que o dia de Natal, que era o do solstício, dedicado ao Sol Invicto – deus dos romanos – não é o do nascimento de Jesus, parece-me uma provocação no mínimo deselegante, que isso tenha ocorrido nessa data.
Acontece que Hawking é um excelente físico, mas um cientista limitado e um péssimo filósofo, porque exclui da Ciência os fenômenos que ocorrem com velocidade superior à da luz. Como todos os físicos que comem no prato de Albert Einstein, ele acredita não haver coisa alguma além da energia e da matéria no espaço. Diz que energia e espaço foram criados no Big Bang e a matéria surgiu da energia, conforme a equação E=mC², derivada da equação f=mv², de Isaac Newton. Assim, o Universo seria só isso, criado pela explosão de um buraco negro que ocupava um espaço infinitesimal com uma massa infinita, quando o tempo era igual a zero. Argumenta ele: se o tempo é zero, não há tempo para haver uma causa ou um criador e assim o Big Bang foi uma explosão espontânea. Afirma ele que no tempo zero não havia nada, nem Deus, e assim, este não podia criar o Universo. Mas antes, tinha perguntado: “Foi Deus quem criou as leis quânticas que permitiram que o Big Bang ocorresse?”
Minha proposta é que se chame isto de “O Erro de Stephen Hawking”.
O INÍCIO DO ERRO: Hawking concebe a origem de tudo em um buraco negro com massa infinita em um espaço de tamanho infinitesimal, NADA MAIS HAVENDO EM VOLTA DISSO. Nem espaço...! Segundo ele, o espaço infinito teria sido criado pela explosão do buraco negro, com massa infinita que se espalhou pelo espaço assim criado.
Está claro, que ele só considera espaço, o espaço ocupado por energia e/ou matéria. Assim, em volta do buraco negro infinitesimal, havia o NADA, o VAZIO, sem ESPAÇO. É inacreditável que a mente privilegiada de Hawking não admita o ESPAÇO VAZIO em torno do seu buraco negro. Onde está a sua matemática, com toda a geometria, que enche um conjunto vazio infinito com uma infinidade de posições em três direções ortogonais? Pontos tão próximos um do outro que, se fossem mais próximos seriam um só, separados por intervalos infinitesimais tão pequenos que se fossem menores seriam nulos. Excelente físico e mau cientista.
É evidente que em cada ponto existe a consciência de sua posição, pois se essa consciência não existisse, não existiria a posição e nem o ponto. É indubitável, que O ESPAÇO É CONSCIÊNCIA, ainda que esse espaço seja vazio.
CONTINUAÇÃO DO ERRO: QUEM CRIOU E COMO FOI CRIADA A MASSA INFINITA QUE ESTAVA NO BURACO NEGRO DE DIMENSÃO INFINITESIMAL? COMO ELA FOI PARAR NO BURACO NEGRO?
Evidentemente, para criar essa massa e colocá-la no buraco negro, seria necessário um tempo maior do que zero e assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero.
MAIS ERRO: Pela fórmula de Newton f=mv² , quando o tempo é zero, a massa é zero, como já demonstrei num dos textos acima citados, mas Hawking concebe um espaço zero com um tempo zero (até aí tudo bem), COM MASSA INFINITA!!!!
É necessário deixar claro, que, quando se fala em espaço zero, isto significa o espaço de um ponto, que é posição, mas não tem dimensão qualquer, nem mesmo infinitesimal. Se há uma dimensão qualquer, infinitesimal, o espaço não é zero. Assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero, como afirma Hawking, mas em sequencia, num tempo com duração infinitesimal.
Erros de Einstein, de Hawking; conceitos forçados como o de "singularidade"; são sinais muito claros de que há fundações fracas no edifício da Física, como está sendo erguido. Houve um forte desvio de prumo dela, no século XX. Se o Bóson de Higgs não for encontrado, com todo o dinheirão que se gasta para isso, 2012 certamente não será o ano do fim do mundo, mas poderá ser o fim de como o vemos.
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É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Adinoel Motta Maia
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O PAI DA AEROSTÁTICA: BARTHOLOMEU LOURENÇO DE GUSMÃO
Este BLOG tem por objetivo Arquivar e Registrar Textos (BLOGART) de nossa lavra, resultantes de nossos estudos e pesquisas. Hoje, fazemos o registro do texto pronunciado em 2009, mas também, nesta data do aniversário de Bartholomeu Lourenço de Gusmão, o do título de PAI DA AEROSTÁTICA, que estamos lhe dando aqui e agora, por mérito irrecusável.
Em 2009, chegamos à conclusão de que o luso-brasileiro (nascido em 1685, em Santos, São Paulo) Bartholomeu Lourenço de Gusmão, ao observar fenômenos naturais e sob a orientação de seus professores jesuítas do Seminário de Belém da Cachoeira, na Bahia, descobriu que poderia fazer o transporte vertical ascendente, de água, sem limite de altura, utilizando o processo da destilação, até então só conhecido para fazer a separação de líquidos com pontos de evaporação diferentes. Assim são formadas as nuvens, com vapor dágua a subir, com liquefação posterior e precipitação em chuva.
Podemos imaginar o jovem adolescente a ver no fogão da cozinha do seminário, a água a ferver numa panela, fazendo sua tampa elevar-se e observando as gotas dágua, nela. Deve ter verificado que, retirada a tampa, essas gotas se precipitavam no chão. Até para uma criança, era evidente que captando-se a água em um riacho e levando-se ela para uma fogueira, seu vapor poderia subir por um cano, mantendo-se elevada a temperatura por fora desse cano apoiado no solo, com fogueiras intermediárias, até o tanque, no teto do seminário, deixando as gotas ali se precipitarem para dentro da caixa de água, de onde se distribuiria esta por outros canos até as torneiras dentro do prédio.
Levei, então, esta conclusão para uma conferência que pronunciei na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16 de outubro de 2009. Registro, hoje, aqui neste blog, com a data de sua publicação, este texto, conforme abaixo se lê. Essa conferência provocou uma expedição realizada em 17 de dezembro do mesmo ano, a Belém da Cachoeira, para levantamento topográfico plani-altimétrico da área em que teria sido montado na terra íngreme, o referido cano. Com a parceria do Prof. Artur Caldas Brandão, também da Politécnica, que instalou os aparelhos topográficos, fez as devidas leituras e os cálculos, e lançou os resultados em carta, estamos agora em condições de anunciar e o faremos em artigo por ambos assinado, situando a obra no terreno e confirmando o seu segredo, revelado em 2009., conforme se lê abaixo.
CONFERÊNCIA PROFERIDA NO DIA 16 DE OUTUBRO DE 2009, ABRINDO A III SEMANA DE AVIAÇÃO, ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA, NA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, PELO PROF. ADINOEL MOTTA MAIA, NAS COMEMORAÇÕES PELO TRICENTENÁRIO DO AERÓSTATO.
Bartholomeu Lourenço de Gusmão – 1º Cientista das Américas
(a revelação do segredo de sua tecnologia aerostática)
Entre as palestras que já fizemos e ainda faremos neste ano do tricentenário do aeróstato, esta nos parece a mais importante, pela sua contribuição com uma proposta nova, razão porque solicitamos ao Prof. Artur Caldas Brandão, Chefe do Departamento dos Transportes da Escola Politécnica e coordenador deste evento, trazer outros professores de matérias correlatas ao que aqui será revelado para um debate que esperamos se prolongue, até a solução do mistério que há três séculos se mantém, no que se refere à tecnologia empregada pelo jovem seminarista Bartholomeu Lourenço ao realizar os seus dois primeiros inventos.
A verdade é que, até o mês de junho passado, quando entregamos um artigo sobre este tricentenário ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, para a sua revista, fazíamos coro com todos os demais pesquisadores dedicados à vida e obra do Bartholomeu Lourenço de Gusmão, em dois pontos principais: 1) seu primeiro invento teria sido um aparelho capaz de bombear água de um rio para um seminário no topo de um morro, cem metros acima, em Belém da Cachoeira, invento esse cujo privilégio foi concedido pela Câmara da Bahia em 1705; 2) seu segundo invento seria um outro aparelho capaz de elevar-se na atmosfera em Lisboa, cujo privilégio foi concedido pelo Rei D. João V de Portugal, em 1709.
O maior biógrafo desse inventor, o Prof. Eng. Affonso de Escragnolle Taunay, tinha conquistado a cátedra na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo nos anos 30 do século XX com uma tese que provava ser ele o primeiro cientista das Américas, graças sobretudo, a essas duas invenções, comprovadas por importantes documentos fornecidos por conceituadas testemunhas, mas no seu livro definitivo, de 1942, Bartholomeu de Gusmão – O Inventor do Aeróstato (Editora Leia - SP), já punha em dúvida e praticamente recusava a idéia de que o tal aparelho elevatório de água fosse um carneiro hidráulico ou outra bomba qualquer, como se costuma dizer e publicar até hoje, introduzindo, assim, mais que uma dúvida a aumentar o mistério acima referido.
Já sabem todos que Bartholomeu Lourenço nasceu em 1685 em Santos, Brasil, então território português, tendo sido levado provavelmente ainda aos 10 anos para o seminário jesuíta fundado pelo padre Alexandre de Gusmão em Belém da Cachoeira, na Bahia, onde teria realizado aqueles dois eventos. Sabem também que em 5 de agosto de 1709, aos 24 anos, já ordenado padre, fez subir 4 metros na Sala das Embaixadas da Casa das Índias, em Lisboa, um pequeno globo de papel com fonte ignea a provocar o aquecimento do ar no seu interior, demonstrando assim ter inventado o aeróstato, que mais tarde seria chamado de balão. Ainda sabem que vem sendo citado erradamente até nas enciclopédias mais importantes como tendo voado numa aeronave chamada Passarola, o que lhe gerou o apelido de “Padre Voador”. Finalmente, sabem de sua morte terrível em Toledo, Espanha, em 1724, em fuga de Portugal, onde o queriam preso e provavelmente morto, por motivos ainda não esclarecidos, mas tais que o teriam levado a queimar os seus papéis, em seu quarto, antes de partir, mergulhando assim nas trevas todos os episódios de sua vida e todos os documentos da sua obra, restando apenas o que estava em poder de outros, tais como os seus pedidos de privilégio, pelos seus inventos; alguns sermões publicados e registros de escolas onde estudou; além daquilo que foi escrito sobre ele por seus contemporâneos.
Neste pronunciamento, diferentemente dos anteriores acima já referidos, não nos deteremos nos detalhes dessa vida e obra, das mais ricas e paradoxalmente, das mais desconhecidas, mergulhadas em mistérios e maldições. Trouxe para a escola dos engenheiros o desafio da revelação do que poderemos chamar de “o segredo de Bartholomeu”.
Assim, vamos diretamente ao seu pedido de privilégio, feito à Câmara da Bahia em 1705, com o apoio de uma certidão fornecida pelo Reitor do Seminário de Belém da Cachoeira, o Padre Alexandre de Gusmão.
O que sabemos da sua petição é o que se encontra no “Termo de Veriação e Rezolução” da sessão de 12 de dezembro de 1705 na Câmara da Bahia, que a analisou e registrou nas folhas 250 (linhas 12 a 25) a 251v (linhas 1 a 5) do livro onde eram lavradas as decisões daquela Casa[2], conferindo-lhe o privilégio da sua alegada invenção no campo da hidráulica.
Termo de Veriação / eRezolução sobre huma peti- / cão do Seminarista Bartho- / lomeo Lourenço
Aos doze di/ - as do mez de Dezembro demil / setecentos ecinco annos, nesta / Cidade do Salvador Bahia de / todos os Santos nas Cazas da Ca- / Mara, estando em Meza de Ve- / riação oDoutor Juiz de Fora / Fernando Pereira de Vascon- / cellos, Veriadores, eProcurador a- / baixo assognados, tratarão sobem / commum despachando todas as pe- / tições, ediferirão atodos os requerimê- / tos, deque mandarão fazer este Ter- / mo que assignarão; eeu Manoel / Pessoa de Vasconcellos que oescrevi, / Enadita Veriação sendo vista hu- / ma petição de Bartolomeo Louren- / co emque propoem que elle commui- / (Fls. 250V) com muito particular cuida- / do digo particular estudo, eex- / periencia, que fez do Segre- / do defazer subir agoa, toda a / distancia ealtura aque sequi- / zer Levar, eque com effeito a fez / oSuplicante subir no Simina- / rio, digo Siminario de Belém / quatrocentos esecenta palmos / como mostrou por uma Certi- / dão que junta aSobredita peti- / ção offereceo, passada pelo mui- / to Reverendo Padre Alexandre / deGosmão, Reitor do dito Simi- / nario, eque com omesmo invento / sepodera fazer moer os Engenhos / deBeira mar com a agoa del- / lê, eaeste respeito todos os Enge- / nhos que tiveram Tanque, Fon- / te ou Rio, ainda que esteja em / parte muito inferior; epelo con- / seguinte trazer agoas para Cha- / farizes, eFontes para utilidade / econveniencia do Serviço dos Po- / vos, e grandeza desta Cidade, eas / (Fls.251) eassim, respeitando atão u- / til proposta, pedia, que desco- / brindo o Supplicante o Segredo / do dito invento, emsinando pa- / ra que sepossa usar delle, onão / podesse fazer nenhuma Pessoa / nem lograr asua utilidade, sê / pagar ao Supplicante quetro / centos milreis porcada Enge- / nho, ouobra que fizer naforma / sobredita, visto dever-selhe re- / munerar o trabalho de seus Estu- / dos; oque visto poreste Senado, e / considerando não rezultar nen- / hum prejuízo em se lhe admitir / adita proposta authori- / zada eapprovada pela Certidão / deque atraz se faz menção, Con- / sedemos Licença ao Suplican- / te paradar execução ao Sobredi- / to invento, com as condições que / (Fls. 251V) que propoem epede na sua / petição enenhuma pessoa de / qualquer qualidade que seja / poderá num por si, nem por ou- / trem usar do dito invento, sempa- / gar ao Supplicante o Donativo / que pede, premio tam merecido / ao seo trabalho, no caso que tenha / effeito, edetudo mandarão fazer / este Termo que assignarão; Eeu / Manoel Pessoa de Vasconcellos / Escrivão da Câmara oescrevi.
(As.) Pereira de Vasconcellos, Pa- / lhares, Franca, Aranha.
Chamamos a atenção de todos para os dados contidos no trecho por nós sombreado, onde se tem a declaração preliminar de se considerar o conhecimento do ali referido invento como um “segredo”, quer pelo suplicante, quer pelos membros da Câmara. Fica claro, na frase “descobrindo o suplicante o segredo do dito invento”, que Bartholomeu considerava seu invento nada mais que isso, um segredo, isto é, algo que só existia na sua cabeça e que fora por ele descoberto, talvez um processo, um método, uma técnica e não qualquer aparelho ou instrumento físico, que, uma vez exposto, poderia ser copiado, reproduzido. Está dito que ele chegou a tal segredo, “com muito particular estudo e experiência” e o mais importante, que aquele era um “segredo de fazer subir água a toda a distância e altura a que se quiser levar”, tendo ele feito, de fato, “subir (...) quatrocentos e sessenta palmos” (exatos 100,20 metros), podendo, no entanto, ser mais, sem limite, se assim fosse necessário. É dito em seguida que tudo isso era confirmado por certidão passada pelo Reitor do Seminário, anexada à petição.
Eis o teor dessa certidão:
“Certifico eu, P. Alexandre de Gusmão, da Companhia de Jesus, Reitor do Seminário de Belém, como é verdade que Bartolomeu Lourenço, seminarista que foi[3] do dito Seminário, fez com sua indústria subir a água de um brejo do dito Seminário, que fica sobre um monte, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, obra de grande admiração e utilidade para o dito seminário; a qual eu vi correr e todos os mais do dito Seminário, assim religiosos como Seminaristas. E por passar assim na verdade, e me ser pedida esta, a fiz, por mim assinada e selada com o selo de meu ofício. No mesmo Seminário de Belém, aos 18 de janeiro de 1706.[4]”
Sem perda de tempo, vamos aos fatos e números:
01. A confirmação de que Bartholomeu era seminarista, quando descobriu o segredo, o que significa, antes de 1701, quando foi demitido dali, com 15 anos, conforme registro da Companhia de Jesus.
02. A confirmação da altura, subindo a água, de um brejo para o seminário, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, pela indústria dele e de ninguém mais, fazendo obra de grande admiração.
03. A confirmação de que o reitor e os demais habitantes do seminário, religiosos e seminaristas, viram a água correr no prédio, levada pelo cano, encosta acima.
Por tudo isso, a conclusão é óbvia. O segredo não estava ligado a qualquer máquina, aparelho, instrumento, mas tão somente a estudo e experimentação com a realização de uma obra, que utilizou um único cano de cem metros apoiado na encosta do morro, entre o brejo (rio das Pitangas) e o seminário no topo desse morro.
Na busca desse segredo, tivemos um insight numa tarde de julho, preparando a palestra para ser proferida em 5 de agosto deste ano na igreja daquele seminário. Pensávamos no que poderia levar os neurônios de um adolescente, praticamente no meio do mato, estudando o que sabiam e transmitiam os jesuítas, a olhar os procedimentos cotidianos no seminário e a natureza à sua volta, que lhe revelasse como a água de um riacho ali represada poderia subir até as nuvens (ele disse até onde se quiser levar). Possivelmente já sabia da evaporação da água a formar nuvens e teria visto várias vezes a fervura dela sobre o fogão, em alguma panela, assim como as gotas depositadas na parte interna da tampa desta e o escapamento do vapor parecendo fumaça. Com tal insight, desenvolvemos uma idéia ainda puramente especulativa, mas nos pareceu que a hipótese merecia estudo: a de se fazer subir por um cano o vapor da água fervente, mantendo a temperatura elevada nesse cano até a altura em que se quisesse esfriar o vapor e deixá-lo liquefazer-se em gotas.
Isto não era novidade. Desde a antiguidade se destilou a água para separar líquidos de ponto de evaporação diferentes, fazendo-os justamente virar vapor e transportar este até um recipiente onde seria liquefeito.naturalmente. O que nunca fora feito e aí mora a invenção, foi usar esse processo unicamente para transportar água de baixo para cima, sem uso de qualquer mecanismo, apenas com uma obra, simplesmente por um cano hermeticamente fechado e devidamente aquecido para manter o vapor em seu interior a subir “a toda a distância e altura a que se quiser levar”.
Pareceu-nos ter encontrado o segredo de Bartholomeu e de imediato nos veio a idéia de que a descoberta, por ele, do vapor a subir o teria levado também ao ar quente que elevaria algo nele ou a contê-lo, como um saco (e por que não, um pequeno globo?).
Já sabíamos do padre jesuíta italiano Francesco Lana Terzi (1631-1687), que, em 1670, na Italia, concebera e publicara uma obra tratando de suas invenções, inclusive uma nave volante[5], ou seja, uma barca sustentada por esferas ocas, fazendo-se o vácuo nestas.
Teriam de ser metálicas e muito grandes (quase oito metros de diâmetro) para que o peso delas fosse menor do que o do volume de ar retirado do seu interior, o que tornava inviável essa idéia.
Essa obra escrita e publicada por um jesuíta deveria ser do conhecimento de padres educadores do seminário jesuíta em qualquer lugar do mundo, pois Lana era famoso no século XVII[6].
A verdade é que o desenho da Passarola, atribuído a Bartholomeu, é muito parecido com o da barca voadora de Lana, não sendo improvável que aquele tivesse sofrido influência deste.
Estávamos assim, quando resolvemos pesquisar mais sobre equipamentos e processos de destilação, buscando encontrar talvez um cano cerâmico ou outro, como poderia ser o do seminário de Belém, em algum deles. Onde chegamos, a finalidade maior da destilação era a química dos medicamentos ou particularmente de um destes, em tempos antigos, assim considerado, o velho vinho, a bebida alcoólica em suas mais variadas motivações, o destilado que sobe à cabeça.
Surpreendentemente, encontrei num trabalho inteiramente direcionado para outro tipo de conhecimento[7], a seguinte frase de Adriana Emilia Paulinich:
“A poderosa Companhia de Jesus, por volta de 1600, também dedicou uma especial atenção à ‘água ardente, utilizando essa bebida para consolar os que sofrem’, e, como conseqüência lógica, os jesuítas dedicaram uma boa parte de seus conhecimentos para descobrir novas matérias alcoólicas e novas técnicas de destilação”.
Depois de dizer que o agrônomo eclesiástico catalão Miguel Agusti (1617) e o religioso alemão Attanasio Kircher (1663) publicaram trabalhos sobre a obtenção do álcool a partir do bagaço da uva e da destilação, acrescentou aquela pesquisadora:
“No âmbito da Companhia de Jesus, as idéias e descobertas circulavam livremente e parece certa a colaboração entre aquele alemão (Kircher) e o jesuita italiano Francesco Terzi Lana”.
A aparente coincidência de Bartholomeu, seminarista jesuíta, e Francesco, padre jesuíta, estarem estudando a destilação e a ascenção de naves voadoras, obriga-nos como estudiosos e pesquisadores a investigar como o padre jesuíta Francesco Lana teria influenciado o adolescente Bartholomeu Lourenço num seminário jesuíta no lado oposto do mundo.
É nossa obrigação fazê-lo e chamar outros a se agregarem nesse trabalho, dessa forma passando da hipótese à tese de que a invenção do aeróstato está ligada à concepção da obra elevatória de água, cabendo ao nosso Bartholomeu o privilégio de realizar pela primeira vez a elevação da água por esse processo e a ascenção de um artefato na atmosfera por meios próprios, o ar quente[8].
Aos engenheiros e professores da termodinâmica, da hidráulica, da mecânica dos fluidos e consequentemente da aerostática, fica o desafio de comprovar com a construção de obra elevatória de água conforme apresentamos aqui, a teoria assim exposta. Não nos parece difícil nem oneroso fazê-lo, pois não há outro “segredo” que se ajuste aos dados acima apresentados. Com o nosso modesto conhecimento tecnológico – não tão abrangente como necessitaríamos agora – salvo melhor juízo, portanto, não vemos outra explicação científica ou tecnológica para o feito elevatório do qual estamos tratando, naquela época.
Quanto ao aeróstato, mais importante que um segredo, que assim já não existiria, é a resposta à questão que envolve a Passarola, que confirma a nave volante de Lana, de desenho semelhante e proposta idêntica, conforme se lê no pedido de privilégio do Padre Bartholomeu Lourenço, concedido pelo Rei D. João V, de Portugal, em abril de 1709:
Senhor,
Diz o licenciado Bartholomeu Lourenço, que elle tem discuberto hum instrumento para andar pello ar, da mesma Sorte do que pella terra, e pello mar, e Com muito mais brevidade, fazendo se muitas Vezes duzentas, e mais leguas por dia nos quaes instrumentos, Se poderão levar os avvizos de mais importância aos exercitos, e as terras mais Remotas, quazi no mesmo tempo em que se resolverem, por que enteressa a Vossa Magestade muito mais do que nenhum dos outros Príncipes, pella Mayor distancia dos Seus domínios, evitandose desta Sorte, os desgovernos das Conquistas que provem em grande parte de chegar muito tarde as noticias dellas.
Além do que poderá Vossa Magestade mandar Vir o precioso dellas, muito mais brevemente e mais Seguro poderão os homens de negocio passar letras, e Cabedaes e todas as praças Citiadas poderão ser Soccorridas, tanto de Gente, como de munições, e viveres a todo o tempo e tirarem se dellas, todas as pessoas que quizerem. Sem que o inimigo o possa impedir; Discubrir Se hão as Regiões que ficarão mais vizinhas aos Pollos do Mundo.
Sendo da Nação Portugueza a gloria deste descobrimento além de infinitas Convivencias que Mostrará o tempo. E porque deste invento tão Vtil Se podem Seguir Muytas desordens commettendo se com seu uso muitos crimes e facilitandosse Muitos na confiança de Se poder passar a outro reino o que se evita estando reduzido o dito Vso a huma Só pessoa, a quem se mandem a todo o tempo as ordens que forem Convenientes, a Respeito do dito transporte, a prohibindo a todas as mais, sob graves penas e he bem se Remunere ao Supplicante um invento de tanta importancia.
Pede a Vossa Magestade Seja Servido Conceder ao Supplicante o privilegio de que pondo por obra o dito invento, nenhuma pessoa de qualquer qualidade que for possa Vzar delle em nenhum tempo neste Reyno, e Suas Conquistas, Sem licença do Supplicante ou de Seus Herdeiros Sob pena de perdimento de todos Seus bens.
Este texto, que reproduz a descrição de Bartholomeu sobre seu “instrumento para andar pelo ar, da mesma sorte do que pela terra e pelo mar” nos permitirá, como brinde extra, apontar uma solução para outro mistério na vida do padre inventor: o de ter pedido privilégio para um invento – uma barca para transportar cargas e homens – e ter feito a demonstração apenas do princípio básico desse invento – a esfera de ar quente. O fato é que seu pedido ao Rei está realmente tão próximo do desenho da Passarola, como do desenho da nave volante de Lana, mas igualmente muito distante do pequeno globo de papel cuja ascenção foi realizada no salão das embaixadas da Casa das Indias, em Lisboa, em 5 de agosto de 1709, na presença de nobres e religiosos, entre os quais o Cardeal Michelângelo Conti, Núncio Apóstólico ali e então futuro Papa Inocêncio XIII, cujo testemunho em documento escrito é a maior prova da primazia de Bartholomeu Lourenço, setenta e três anos antes dos irmão Montgolfier, que, na França, apenas construíram um globo maior, capaz de transportar homens e cargas, somente aumentando em tamanho o aeróstato inventado pelo padre luso-brasileiro.
Esta é a razão pela qual, não só o povo de Lisboa como os poetas daqueles dias, naquela cidade, sentindo-se enganados por esperarem uma nave a transportar homens e carga e verem apenas a demonstração de uma descoberta científica, dedicaram-se a clamar contra o “Padre Voador”, ridicularizando-o com esse título e transformando o desenho da Passarola no símbolo de uma frustração, pregando-o nos postes de Lisboa com frases e versos destruidores, como os do poeta Tomás Pinto Brandão, não imaginando este estar, assim, oferecendo ao mundo a peça comprobatória de que, embora a demonstração pública fosse feita naquela metrópole em 1709, o invento fora realizado antes de 1701 na pequena Belém da Cachoeira, na Bahia.
Aqui estão quatro desses versos:
“Os seus vôos na Bahia
Algum princípio tiveram
Que por isto não o quiseram
Os Padres da Companhia”
Declarou assim o poeta Pinto Brandão, há trezentos anos, terem sido justamente as experiências de Bartholomeu Lourenço, antes de 1701, no seminário de Belém, fazendo subir suas esferas de ar quente, que teriam levado a Companhia de Jesus a demiti-lo daquele colégio, não para puní-lo, mas, ao contrário, para liberá-lo, indo ele naquele mesmo ano a Portugal, onde mais tarde se iniciaria na Universidade de Coimbra, numa prova de sabedoria dos jesuitas como educadores para a Razão.
Nossa proposta, portanto, é que este momento seja o da retomada da figura do primeiro cientista das Américas, o Padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, não só para discussão da sua biografia e colocação do seu real lugar na História, mas sobretudo para estudo da sua obra, mormente aquela inovadora, da elevação da água, que ainda não foi reproduzida como já o foi, seguidamente, o aeróstato, sem o qual o nosso Alberto Santos Dumont, que o tornou dirigível, não teria chegado ao avião.
Está muito claro para nós, que os dois inventos são resultantes de uma mesma observação e experiência, de fenômeno da natureza milenarmente conhecido, de que a água aquecida se transforma em vapor e pode assim subir até o céu, onde se esfria e de onde se precipita como gotas de água. Ao mesmo tempo em que Bartholomeu reproduziu esse ciclo conduzindo o vapor por um cano, deve ter percebido que aquele ar quente poderia levar o homem ao ar e conseqüentemente, a voar, conforme previra Francesco Lana Terzi, numa barca aérea, sem, contudo, pensar no ar quente.
Provocamos a toda a comunidade tecnológica, a começar pela desta Escola Politécnica, a investigar como isto teria sido feito em Belém da Cachoeira, ali reconstruindo a obra de Bartholomeu Lourenço. Nosso conhecimento teórico é bastante para afirmar que isso é possível e viável, desde que se mantenha o aquecimento do ar, dentro do cano, que ainda não se sabe do que era feito.
Não poderíamos concluir esta conferência, sem fazer o elogio da Companhia de Jesus, pela sua elevada contribuição na formação de intelectos altamente desenvolvidos. Mais que isso: intelectos livres, autônomos. Embora o Bartholomeu não fosse um padre jesuíta, foi como seminarista jesuíta, noviço, que despertou para a filosofia, a ciência e a tecnologia dominantes em toda a sua vida, único motivo da sua existência e paradoxalmente, também, ao que tudo indica, o motivo do seu fim.
Salão Nobre da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16.10.2009
Adinoel Motta Maia
[1] O professor Adinoel Motta Maia fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”, no Departamento de Transportes da UFBa, onde há três décadas começou a estudar e pesquisar sobre Bartholomeu Lourenço de Gusmão para o ensino da segunda disciplina acima referida. Aposentando-se em 1996, publicou em 1997 um artigo no jornal A Tarde, provocando outras matérias na mídia nacional no sentido de se lutar pelo reconhecimento da primazia do jovem inventor luso-brasileiro, na aerostação.
[2] Ver “Documentos Históricos do Arquivo Municipal – Atas da Câmara – 1700/1718” – 7º volume – Prefeitura Municipal de Salvador – Bahia/1984.
[3] Notar o verbo no passado, declarando a condição de ex-seminarista, de Bartholomeu Lourenço, naquela data.
[4] Serafim Leite, citando Affonso de E. Taunay (Bartholomeu de Gusmão e sua prioridade aerostática. S. Paulo, 1938. pág 542). Note-se ser a data da certidão posterior à da sessão de 12.12.1705 que concede o privilégio do “segredo” de Bartholomeu, que nós entendemos ser o de transportar a água em forma de vapor, do rio até o seminário. É necessário investigar a provável falha de anotação referente à data ao fim desse documento.
[5] Com mastro, verga, vela e escota, sustentada por quatro esferas metálicas, com vácuo no seu interior, feito pela recentemente inventada (1650) “máquina pneumática” do alemão Otto von Güricke.
[6] Graças ao seu livro Prodromo Ovvero Saggio di Invanzioni Nuove.
[7] O Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro na Região Noroeste Paulista e o Aumento da Morbidade Respiratória Devido à Queima da Palha de Cana”, trabalho apresentado pela Mestranda (PUC-SP) Adriana Emilia Paulinich no 1º Simpósio de Pós-Graduação em Geografia do Estado de São Paulo e XVIII Seminário de Pós-Graduação em Geografia da Unesp – Rio Claro (em 2006).
[8] Chamemos a atenção para o fato de que Arquimedes, ao descobrir a hidrostática, deixou de lado o ar, que não teria imaginado ser também um fluido, de modo que poderíamos verificar na História a real posição de Bartholomeu Lourenço na descoberta e confirmação da aerostática e não apenas no que diz respeito à invenção do aeróstato.
Em 2009, chegamos à conclusão de que o luso-brasileiro (nascido em 1685, em Santos, São Paulo) Bartholomeu Lourenço de Gusmão, ao observar fenômenos naturais e sob a orientação de seus professores jesuítas do Seminário de Belém da Cachoeira, na Bahia, descobriu que poderia fazer o transporte vertical ascendente, de água, sem limite de altura, utilizando o processo da destilação, até então só conhecido para fazer a separação de líquidos com pontos de evaporação diferentes. Assim são formadas as nuvens, com vapor dágua a subir, com liquefação posterior e precipitação em chuva.
Podemos imaginar o jovem adolescente a ver no fogão da cozinha do seminário, a água a ferver numa panela, fazendo sua tampa elevar-se e observando as gotas dágua, nela. Deve ter verificado que, retirada a tampa, essas gotas se precipitavam no chão. Até para uma criança, era evidente que captando-se a água em um riacho e levando-se ela para uma fogueira, seu vapor poderia subir por um cano, mantendo-se elevada a temperatura por fora desse cano apoiado no solo, com fogueiras intermediárias, até o tanque, no teto do seminário, deixando as gotas ali se precipitarem para dentro da caixa de água, de onde se distribuiria esta por outros canos até as torneiras dentro do prédio.
Levei, então, esta conclusão para uma conferência que pronunciei na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16 de outubro de 2009. Registro, hoje, aqui neste blog, com a data de sua publicação, este texto, conforme abaixo se lê. Essa conferência provocou uma expedição realizada em 17 de dezembro do mesmo ano, a Belém da Cachoeira, para levantamento topográfico plani-altimétrico da área em que teria sido montado na terra íngreme, o referido cano. Com a parceria do Prof. Artur Caldas Brandão, também da Politécnica, que instalou os aparelhos topográficos, fez as devidas leituras e os cálculos, e lançou os resultados em carta, estamos agora em condições de anunciar e o faremos em artigo por ambos assinado, situando a obra no terreno e confirmando o seu segredo, revelado em 2009., conforme se lê abaixo.
CONFERÊNCIA PROFERIDA NO DIA 16 DE OUTUBRO DE 2009, ABRINDO A III SEMANA DE AVIAÇÃO, ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA, NA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, PELO PROF. ADINOEL MOTTA MAIA, NAS COMEMORAÇÕES PELO TRICENTENÁRIO DO AERÓSTATO.
Bartholomeu Lourenço de Gusmão – 1º Cientista das Américas
(a revelação do segredo de sua tecnologia aerostática)
Entre as palestras que já fizemos e ainda faremos neste ano do tricentenário do aeróstato, esta nos parece a mais importante, pela sua contribuição com uma proposta nova, razão porque solicitamos ao Prof. Artur Caldas Brandão, Chefe do Departamento dos Transportes da Escola Politécnica e coordenador deste evento, trazer outros professores de matérias correlatas ao que aqui será revelado para um debate que esperamos se prolongue, até a solução do mistério que há três séculos se mantém, no que se refere à tecnologia empregada pelo jovem seminarista Bartholomeu Lourenço ao realizar os seus dois primeiros inventos.
A verdade é que, até o mês de junho passado, quando entregamos um artigo sobre este tricentenário ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, para a sua revista, fazíamos coro com todos os demais pesquisadores dedicados à vida e obra do Bartholomeu Lourenço de Gusmão, em dois pontos principais: 1) seu primeiro invento teria sido um aparelho capaz de bombear água de um rio para um seminário no topo de um morro, cem metros acima, em Belém da Cachoeira, invento esse cujo privilégio foi concedido pela Câmara da Bahia em 1705; 2) seu segundo invento seria um outro aparelho capaz de elevar-se na atmosfera em Lisboa, cujo privilégio foi concedido pelo Rei D. João V de Portugal, em 1709.
O maior biógrafo desse inventor, o Prof. Eng. Affonso de Escragnolle Taunay, tinha conquistado a cátedra na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo nos anos 30 do século XX com uma tese que provava ser ele o primeiro cientista das Américas, graças sobretudo, a essas duas invenções, comprovadas por importantes documentos fornecidos por conceituadas testemunhas, mas no seu livro definitivo, de 1942, Bartholomeu de Gusmão – O Inventor do Aeróstato (Editora Leia - SP), já punha em dúvida e praticamente recusava a idéia de que o tal aparelho elevatório de água fosse um carneiro hidráulico ou outra bomba qualquer, como se costuma dizer e publicar até hoje, introduzindo, assim, mais que uma dúvida a aumentar o mistério acima referido.
Já sabem todos que Bartholomeu Lourenço nasceu em 1685 em Santos, Brasil, então território português, tendo sido levado provavelmente ainda aos 10 anos para o seminário jesuíta fundado pelo padre Alexandre de Gusmão em Belém da Cachoeira, na Bahia, onde teria realizado aqueles dois eventos. Sabem também que em 5 de agosto de 1709, aos 24 anos, já ordenado padre, fez subir 4 metros na Sala das Embaixadas da Casa das Índias, em Lisboa, um pequeno globo de papel com fonte ignea a provocar o aquecimento do ar no seu interior, demonstrando assim ter inventado o aeróstato, que mais tarde seria chamado de balão. Ainda sabem que vem sendo citado erradamente até nas enciclopédias mais importantes como tendo voado numa aeronave chamada Passarola, o que lhe gerou o apelido de “Padre Voador”. Finalmente, sabem de sua morte terrível em Toledo, Espanha, em 1724, em fuga de Portugal, onde o queriam preso e provavelmente morto, por motivos ainda não esclarecidos, mas tais que o teriam levado a queimar os seus papéis, em seu quarto, antes de partir, mergulhando assim nas trevas todos os episódios de sua vida e todos os documentos da sua obra, restando apenas o que estava em poder de outros, tais como os seus pedidos de privilégio, pelos seus inventos; alguns sermões publicados e registros de escolas onde estudou; além daquilo que foi escrito sobre ele por seus contemporâneos.
Neste pronunciamento, diferentemente dos anteriores acima já referidos, não nos deteremos nos detalhes dessa vida e obra, das mais ricas e paradoxalmente, das mais desconhecidas, mergulhadas em mistérios e maldições. Trouxe para a escola dos engenheiros o desafio da revelação do que poderemos chamar de “o segredo de Bartholomeu”.
Assim, vamos diretamente ao seu pedido de privilégio, feito à Câmara da Bahia em 1705, com o apoio de uma certidão fornecida pelo Reitor do Seminário de Belém da Cachoeira, o Padre Alexandre de Gusmão.
O que sabemos da sua petição é o que se encontra no “Termo de Veriação e Rezolução” da sessão de 12 de dezembro de 1705 na Câmara da Bahia, que a analisou e registrou nas folhas 250 (linhas 12 a 25) a 251v (linhas 1 a 5) do livro onde eram lavradas as decisões daquela Casa[2], conferindo-lhe o privilégio da sua alegada invenção no campo da hidráulica.
Termo de Veriação / eRezolução sobre huma peti- / cão do Seminarista Bartho- / lomeo Lourenço
Aos doze di/ - as do mez de Dezembro demil / setecentos ecinco annos, nesta / Cidade do Salvador Bahia de / todos os Santos nas Cazas da Ca- / Mara, estando em Meza de Ve- / riação oDoutor Juiz de Fora / Fernando Pereira de Vascon- / cellos, Veriadores, eProcurador a- / baixo assognados, tratarão sobem / commum despachando todas as pe- / tições, ediferirão atodos os requerimê- / tos, deque mandarão fazer este Ter- / mo que assignarão; eeu Manoel / Pessoa de Vasconcellos que oescrevi, / Enadita Veriação sendo vista hu- / ma petição de Bartolomeo Louren- / co emque propoem que elle commui- / (Fls. 250V) com muito particular cuida- / do digo particular estudo, eex- / periencia, que fez do Segre- / do defazer subir agoa, toda a / distancia ealtura aque sequi- / zer Levar, eque com effeito a fez / oSuplicante subir no Simina- / rio, digo Siminario de Belém / quatrocentos esecenta palmos / como mostrou por uma Certi- / dão que junta aSobredita peti- / ção offereceo, passada pelo mui- / to Reverendo Padre Alexandre / deGosmão, Reitor do dito Simi- / nario, eque com omesmo invento / sepodera fazer moer os Engenhos / deBeira mar com a agoa del- / lê, eaeste respeito todos os Enge- / nhos que tiveram Tanque, Fon- / te ou Rio, ainda que esteja em / parte muito inferior; epelo con- / seguinte trazer agoas para Cha- / farizes, eFontes para utilidade / econveniencia do Serviço dos Po- / vos, e grandeza desta Cidade, eas / (Fls.251) eassim, respeitando atão u- / til proposta, pedia, que desco- / brindo o Supplicante o Segredo / do dito invento, emsinando pa- / ra que sepossa usar delle, onão / podesse fazer nenhuma Pessoa / nem lograr asua utilidade, sê / pagar ao Supplicante quetro / centos milreis porcada Enge- / nho, ouobra que fizer naforma / sobredita, visto dever-selhe re- / munerar o trabalho de seus Estu- / dos; oque visto poreste Senado, e / considerando não rezultar nen- / hum prejuízo em se lhe admitir / adita proposta authori- / zada eapprovada pela Certidão / deque atraz se faz menção, Con- / sedemos Licença ao Suplican- / te paradar execução ao Sobredi- / to invento, com as condições que / (Fls. 251V) que propoem epede na sua / petição enenhuma pessoa de / qualquer qualidade que seja / poderá num por si, nem por ou- / trem usar do dito invento, sempa- / gar ao Supplicante o Donativo / que pede, premio tam merecido / ao seo trabalho, no caso que tenha / effeito, edetudo mandarão fazer / este Termo que assignarão; Eeu / Manoel Pessoa de Vasconcellos / Escrivão da Câmara oescrevi.
(As.) Pereira de Vasconcellos, Pa- / lhares, Franca, Aranha.
Chamamos a atenção de todos para os dados contidos no trecho por nós sombreado, onde se tem a declaração preliminar de se considerar o conhecimento do ali referido invento como um “segredo”, quer pelo suplicante, quer pelos membros da Câmara. Fica claro, na frase “descobrindo o suplicante o segredo do dito invento”, que Bartholomeu considerava seu invento nada mais que isso, um segredo, isto é, algo que só existia na sua cabeça e que fora por ele descoberto, talvez um processo, um método, uma técnica e não qualquer aparelho ou instrumento físico, que, uma vez exposto, poderia ser copiado, reproduzido. Está dito que ele chegou a tal segredo, “com muito particular estudo e experiência” e o mais importante, que aquele era um “segredo de fazer subir água a toda a distância e altura a que se quiser levar”, tendo ele feito, de fato, “subir (...) quatrocentos e sessenta palmos” (exatos 100,20 metros), podendo, no entanto, ser mais, sem limite, se assim fosse necessário. É dito em seguida que tudo isso era confirmado por certidão passada pelo Reitor do Seminário, anexada à petição.
Eis o teor dessa certidão:
“Certifico eu, P. Alexandre de Gusmão, da Companhia de Jesus, Reitor do Seminário de Belém, como é verdade que Bartolomeu Lourenço, seminarista que foi[3] do dito Seminário, fez com sua indústria subir a água de um brejo do dito Seminário, que fica sobre um monte, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, obra de grande admiração e utilidade para o dito seminário; a qual eu vi correr e todos os mais do dito Seminário, assim religiosos como Seminaristas. E por passar assim na verdade, e me ser pedida esta, a fiz, por mim assinada e selada com o selo de meu ofício. No mesmo Seminário de Belém, aos 18 de janeiro de 1706.[4]”
Sem perda de tempo, vamos aos fatos e números:
01. A confirmação de que Bartholomeu era seminarista, quando descobriu o segredo, o que significa, antes de 1701, quando foi demitido dali, com 15 anos, conforme registro da Companhia de Jesus.
02. A confirmação da altura, subindo a água, de um brejo para o seminário, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, pela indústria dele e de ninguém mais, fazendo obra de grande admiração.
03. A confirmação de que o reitor e os demais habitantes do seminário, religiosos e seminaristas, viram a água correr no prédio, levada pelo cano, encosta acima.
Por tudo isso, a conclusão é óbvia. O segredo não estava ligado a qualquer máquina, aparelho, instrumento, mas tão somente a estudo e experimentação com a realização de uma obra, que utilizou um único cano de cem metros apoiado na encosta do morro, entre o brejo (rio das Pitangas) e o seminário no topo desse morro.
Na busca desse segredo, tivemos um insight numa tarde de julho, preparando a palestra para ser proferida em 5 de agosto deste ano na igreja daquele seminário. Pensávamos no que poderia levar os neurônios de um adolescente, praticamente no meio do mato, estudando o que sabiam e transmitiam os jesuítas, a olhar os procedimentos cotidianos no seminário e a natureza à sua volta, que lhe revelasse como a água de um riacho ali represada poderia subir até as nuvens (ele disse até onde se quiser levar). Possivelmente já sabia da evaporação da água a formar nuvens e teria visto várias vezes a fervura dela sobre o fogão, em alguma panela, assim como as gotas depositadas na parte interna da tampa desta e o escapamento do vapor parecendo fumaça. Com tal insight, desenvolvemos uma idéia ainda puramente especulativa, mas nos pareceu que a hipótese merecia estudo: a de se fazer subir por um cano o vapor da água fervente, mantendo a temperatura elevada nesse cano até a altura em que se quisesse esfriar o vapor e deixá-lo liquefazer-se em gotas.
Isto não era novidade. Desde a antiguidade se destilou a água para separar líquidos de ponto de evaporação diferentes, fazendo-os justamente virar vapor e transportar este até um recipiente onde seria liquefeito.naturalmente. O que nunca fora feito e aí mora a invenção, foi usar esse processo unicamente para transportar água de baixo para cima, sem uso de qualquer mecanismo, apenas com uma obra, simplesmente por um cano hermeticamente fechado e devidamente aquecido para manter o vapor em seu interior a subir “a toda a distância e altura a que se quiser levar”.
Pareceu-nos ter encontrado o segredo de Bartholomeu e de imediato nos veio a idéia de que a descoberta, por ele, do vapor a subir o teria levado também ao ar quente que elevaria algo nele ou a contê-lo, como um saco (e por que não, um pequeno globo?).
Já sabíamos do padre jesuíta italiano Francesco Lana Terzi (1631-1687), que, em 1670, na Italia, concebera e publicara uma obra tratando de suas invenções, inclusive uma nave volante[5], ou seja, uma barca sustentada por esferas ocas, fazendo-se o vácuo nestas.
Teriam de ser metálicas e muito grandes (quase oito metros de diâmetro) para que o peso delas fosse menor do que o do volume de ar retirado do seu interior, o que tornava inviável essa idéia.
Essa obra escrita e publicada por um jesuíta deveria ser do conhecimento de padres educadores do seminário jesuíta em qualquer lugar do mundo, pois Lana era famoso no século XVII[6].
A verdade é que o desenho da Passarola, atribuído a Bartholomeu, é muito parecido com o da barca voadora de Lana, não sendo improvável que aquele tivesse sofrido influência deste.
Estávamos assim, quando resolvemos pesquisar mais sobre equipamentos e processos de destilação, buscando encontrar talvez um cano cerâmico ou outro, como poderia ser o do seminário de Belém, em algum deles. Onde chegamos, a finalidade maior da destilação era a química dos medicamentos ou particularmente de um destes, em tempos antigos, assim considerado, o velho vinho, a bebida alcoólica em suas mais variadas motivações, o destilado que sobe à cabeça.
Surpreendentemente, encontrei num trabalho inteiramente direcionado para outro tipo de conhecimento[7], a seguinte frase de Adriana Emilia Paulinich:
“A poderosa Companhia de Jesus, por volta de 1600, também dedicou uma especial atenção à ‘água ardente, utilizando essa bebida para consolar os que sofrem’, e, como conseqüência lógica, os jesuítas dedicaram uma boa parte de seus conhecimentos para descobrir novas matérias alcoólicas e novas técnicas de destilação”.
Depois de dizer que o agrônomo eclesiástico catalão Miguel Agusti (1617) e o religioso alemão Attanasio Kircher (1663) publicaram trabalhos sobre a obtenção do álcool a partir do bagaço da uva e da destilação, acrescentou aquela pesquisadora:
“No âmbito da Companhia de Jesus, as idéias e descobertas circulavam livremente e parece certa a colaboração entre aquele alemão (Kircher) e o jesuita italiano Francesco Terzi Lana”.
A aparente coincidência de Bartholomeu, seminarista jesuíta, e Francesco, padre jesuíta, estarem estudando a destilação e a ascenção de naves voadoras, obriga-nos como estudiosos e pesquisadores a investigar como o padre jesuíta Francesco Lana teria influenciado o adolescente Bartholomeu Lourenço num seminário jesuíta no lado oposto do mundo.
É nossa obrigação fazê-lo e chamar outros a se agregarem nesse trabalho, dessa forma passando da hipótese à tese de que a invenção do aeróstato está ligada à concepção da obra elevatória de água, cabendo ao nosso Bartholomeu o privilégio de realizar pela primeira vez a elevação da água por esse processo e a ascenção de um artefato na atmosfera por meios próprios, o ar quente[8].
Aos engenheiros e professores da termodinâmica, da hidráulica, da mecânica dos fluidos e consequentemente da aerostática, fica o desafio de comprovar com a construção de obra elevatória de água conforme apresentamos aqui, a teoria assim exposta. Não nos parece difícil nem oneroso fazê-lo, pois não há outro “segredo” que se ajuste aos dados acima apresentados. Com o nosso modesto conhecimento tecnológico – não tão abrangente como necessitaríamos agora – salvo melhor juízo, portanto, não vemos outra explicação científica ou tecnológica para o feito elevatório do qual estamos tratando, naquela época.
Quanto ao aeróstato, mais importante que um segredo, que assim já não existiria, é a resposta à questão que envolve a Passarola, que confirma a nave volante de Lana, de desenho semelhante e proposta idêntica, conforme se lê no pedido de privilégio do Padre Bartholomeu Lourenço, concedido pelo Rei D. João V, de Portugal, em abril de 1709:
Senhor,
Diz o licenciado Bartholomeu Lourenço, que elle tem discuberto hum instrumento para andar pello ar, da mesma Sorte do que pella terra, e pello mar, e Com muito mais brevidade, fazendo se muitas Vezes duzentas, e mais leguas por dia nos quaes instrumentos, Se poderão levar os avvizos de mais importância aos exercitos, e as terras mais Remotas, quazi no mesmo tempo em que se resolverem, por que enteressa a Vossa Magestade muito mais do que nenhum dos outros Príncipes, pella Mayor distancia dos Seus domínios, evitandose desta Sorte, os desgovernos das Conquistas que provem em grande parte de chegar muito tarde as noticias dellas.
Além do que poderá Vossa Magestade mandar Vir o precioso dellas, muito mais brevemente e mais Seguro poderão os homens de negocio passar letras, e Cabedaes e todas as praças Citiadas poderão ser Soccorridas, tanto de Gente, como de munições, e viveres a todo o tempo e tirarem se dellas, todas as pessoas que quizerem. Sem que o inimigo o possa impedir; Discubrir Se hão as Regiões que ficarão mais vizinhas aos Pollos do Mundo.
Sendo da Nação Portugueza a gloria deste descobrimento além de infinitas Convivencias que Mostrará o tempo. E porque deste invento tão Vtil Se podem Seguir Muytas desordens commettendo se com seu uso muitos crimes e facilitandosse Muitos na confiança de Se poder passar a outro reino o que se evita estando reduzido o dito Vso a huma Só pessoa, a quem se mandem a todo o tempo as ordens que forem Convenientes, a Respeito do dito transporte, a prohibindo a todas as mais, sob graves penas e he bem se Remunere ao Supplicante um invento de tanta importancia.
Pede a Vossa Magestade Seja Servido Conceder ao Supplicante o privilegio de que pondo por obra o dito invento, nenhuma pessoa de qualquer qualidade que for possa Vzar delle em nenhum tempo neste Reyno, e Suas Conquistas, Sem licença do Supplicante ou de Seus Herdeiros Sob pena de perdimento de todos Seus bens.
Este texto, que reproduz a descrição de Bartholomeu sobre seu “instrumento para andar pelo ar, da mesma sorte do que pela terra e pelo mar” nos permitirá, como brinde extra, apontar uma solução para outro mistério na vida do padre inventor: o de ter pedido privilégio para um invento – uma barca para transportar cargas e homens – e ter feito a demonstração apenas do princípio básico desse invento – a esfera de ar quente. O fato é que seu pedido ao Rei está realmente tão próximo do desenho da Passarola, como do desenho da nave volante de Lana, mas igualmente muito distante do pequeno globo de papel cuja ascenção foi realizada no salão das embaixadas da Casa das Indias, em Lisboa, em 5 de agosto de 1709, na presença de nobres e religiosos, entre os quais o Cardeal Michelângelo Conti, Núncio Apóstólico ali e então futuro Papa Inocêncio XIII, cujo testemunho em documento escrito é a maior prova da primazia de Bartholomeu Lourenço, setenta e três anos antes dos irmão Montgolfier, que, na França, apenas construíram um globo maior, capaz de transportar homens e cargas, somente aumentando em tamanho o aeróstato inventado pelo padre luso-brasileiro.
Esta é a razão pela qual, não só o povo de Lisboa como os poetas daqueles dias, naquela cidade, sentindo-se enganados por esperarem uma nave a transportar homens e carga e verem apenas a demonstração de uma descoberta científica, dedicaram-se a clamar contra o “Padre Voador”, ridicularizando-o com esse título e transformando o desenho da Passarola no símbolo de uma frustração, pregando-o nos postes de Lisboa com frases e versos destruidores, como os do poeta Tomás Pinto Brandão, não imaginando este estar, assim, oferecendo ao mundo a peça comprobatória de que, embora a demonstração pública fosse feita naquela metrópole em 1709, o invento fora realizado antes de 1701 na pequena Belém da Cachoeira, na Bahia.
Aqui estão quatro desses versos:
“Os seus vôos na Bahia
Algum princípio tiveram
Que por isto não o quiseram
Os Padres da Companhia”
Declarou assim o poeta Pinto Brandão, há trezentos anos, terem sido justamente as experiências de Bartholomeu Lourenço, antes de 1701, no seminário de Belém, fazendo subir suas esferas de ar quente, que teriam levado a Companhia de Jesus a demiti-lo daquele colégio, não para puní-lo, mas, ao contrário, para liberá-lo, indo ele naquele mesmo ano a Portugal, onde mais tarde se iniciaria na Universidade de Coimbra, numa prova de sabedoria dos jesuitas como educadores para a Razão.
Nossa proposta, portanto, é que este momento seja o da retomada da figura do primeiro cientista das Américas, o Padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, não só para discussão da sua biografia e colocação do seu real lugar na História, mas sobretudo para estudo da sua obra, mormente aquela inovadora, da elevação da água, que ainda não foi reproduzida como já o foi, seguidamente, o aeróstato, sem o qual o nosso Alberto Santos Dumont, que o tornou dirigível, não teria chegado ao avião.
Está muito claro para nós, que os dois inventos são resultantes de uma mesma observação e experiência, de fenômeno da natureza milenarmente conhecido, de que a água aquecida se transforma em vapor e pode assim subir até o céu, onde se esfria e de onde se precipita como gotas de água. Ao mesmo tempo em que Bartholomeu reproduziu esse ciclo conduzindo o vapor por um cano, deve ter percebido que aquele ar quente poderia levar o homem ao ar e conseqüentemente, a voar, conforme previra Francesco Lana Terzi, numa barca aérea, sem, contudo, pensar no ar quente.
Provocamos a toda a comunidade tecnológica, a começar pela desta Escola Politécnica, a investigar como isto teria sido feito em Belém da Cachoeira, ali reconstruindo a obra de Bartholomeu Lourenço. Nosso conhecimento teórico é bastante para afirmar que isso é possível e viável, desde que se mantenha o aquecimento do ar, dentro do cano, que ainda não se sabe do que era feito.
Não poderíamos concluir esta conferência, sem fazer o elogio da Companhia de Jesus, pela sua elevada contribuição na formação de intelectos altamente desenvolvidos. Mais que isso: intelectos livres, autônomos. Embora o Bartholomeu não fosse um padre jesuíta, foi como seminarista jesuíta, noviço, que despertou para a filosofia, a ciência e a tecnologia dominantes em toda a sua vida, único motivo da sua existência e paradoxalmente, também, ao que tudo indica, o motivo do seu fim.
Salão Nobre da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16.10.2009
Adinoel Motta Maia
[1] O professor Adinoel Motta Maia fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”, no Departamento de Transportes da UFBa, onde há três décadas começou a estudar e pesquisar sobre Bartholomeu Lourenço de Gusmão para o ensino da segunda disciplina acima referida. Aposentando-se em 1996, publicou em 1997 um artigo no jornal A Tarde, provocando outras matérias na mídia nacional no sentido de se lutar pelo reconhecimento da primazia do jovem inventor luso-brasileiro, na aerostação.
[2] Ver “Documentos Históricos do Arquivo Municipal – Atas da Câmara – 1700/1718” – 7º volume – Prefeitura Municipal de Salvador – Bahia/1984.
[3] Notar o verbo no passado, declarando a condição de ex-seminarista, de Bartholomeu Lourenço, naquela data.
[4] Serafim Leite, citando Affonso de E. Taunay (Bartholomeu de Gusmão e sua prioridade aerostática. S. Paulo, 1938. pág 542). Note-se ser a data da certidão posterior à da sessão de 12.12.1705 que concede o privilégio do “segredo” de Bartholomeu, que nós entendemos ser o de transportar a água em forma de vapor, do rio até o seminário. É necessário investigar a provável falha de anotação referente à data ao fim desse documento.
[5] Com mastro, verga, vela e escota, sustentada por quatro esferas metálicas, com vácuo no seu interior, feito pela recentemente inventada (1650) “máquina pneumática” do alemão Otto von Güricke.
[6] Graças ao seu livro Prodromo Ovvero Saggio di Invanzioni Nuove.
[7] O Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro na Região Noroeste Paulista e o Aumento da Morbidade Respiratória Devido à Queima da Palha de Cana”, trabalho apresentado pela Mestranda (PUC-SP) Adriana Emilia Paulinich no 1º Simpósio de Pós-Graduação em Geografia do Estado de São Paulo e XVIII Seminário de Pós-Graduação em Geografia da Unesp – Rio Claro (em 2006).
[8] Chamemos a atenção para o fato de que Arquimedes, ao descobrir a hidrostática, deixou de lado o ar, que não teria imaginado ser também um fluido, de modo que poderíamos verificar na História a real posição de Bartholomeu Lourenço na descoberta e confirmação da aerostática e não apenas no que diz respeito à invenção do aeróstato.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A PALAVRA TEMPO OU A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Nestes três últimos meses, envolvido pelo trabalho de realização da II Semana da Baía de Todos os Santos (ver em http://adinoel-adinoelmottamaia-adinoel.blogspot.com ), suspendi um pouco a edição deste Blogart.
Depois dos últimos quatro comunicados, vejo a necessidade de detalhar o que já foi dito e assim atingir quem ainda não venceu condicionamentos pautados em afirmativas e negativas apressadas, de quem quer fazer ciência sem filosofia, ou seja, tese sem hipótese, ou o que me parece pior: sem conhecer o significado das palavras.
Assim, por exemplo, quando se fala em "ponto", trata-se apenas de posição, sem dimensão. Então, uma infinidade de pontos juntos nos dá a dimensão exata da soma dos seus intervalos, que evidentemente é de valor infinito. Um número finito de pontos em linha reta determina intervalos, que, somados, nos dão um valor finito, correspondendo, este, à distância entre os pontos extremos. Nada mais elementar do que isto, mas há dificuldade quando se diz que o intervalo entre dois pontos pode ser tão pequeno, que se fosse menor não existiria e consequentemente os dois pontos seriam um só. A dificuldade é obter uma resposta para: que valor seria este? O que a matemática nos permite dizer é: infinitesimal. Evidentemente, uma distância qualquer de valor finito corresponde à soma de um número desconhecido de infinitésimos. Há toda uma análise matemática, um cálculo infinitesimal, para se trabalhar com tais valores, mas a dificuldade permanece. O que temos a dizer, contudo, é que podemos ter certeza de que, seja qual for esse número desconhecido de infinitésimos, ele determina uma quantidade finita e é ela que conhecemos como distância, comprimento, largura, espessura, altura, etc.
Atenção, agora!
Tomemos a distância de um metro, por exemplo. Podemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos (intervalos infinitesimais entre pontos de dimensão zero). Não importa quantos sejam esses infinitésimos, mas tão somente, que a sua soma nos dá um metro. Se dermos a cada ponto ou posição o nome AQUI, diremos que o espaço entre os "aquís" extremos é uma distância de valor um metro. O espaço, neste caso, é a soma de todos os infinitésimos existentes entre os "aquís", seja isso numa só direção (reta), em duas direções (plano) ou em três direções (sólido).
Façamos, agora, o mesmo raciocínio para uma distância que não seja medida numa direção, mas numa duração, entre dois instantes ou momentos, no mesmo espaço. Igualmente, poderemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos, cuja soma nos dá um minuto. Se dermos a cada ponto (entre dois infinitésimos) o nome AGORA (dimensão zero), diremos que o espaço entre os "agoras" extremos é uma distância de valor um minuto, medida não mais numa direção, mas numa duração.
Mais atenção, agora!
Assim como uma distância qualquer é uma sucessão de aquís ou agoras no espaço assim com quatro dimensões (três direções e uma duração), a escolha dessas posições é determinada por uma decisão, isto é, por um pensamento consciente. Entre que pontos se mede um metro ou um minuto, no espaço? O que determina essa medida é a consciência dessas posições. Essa consciência do ser, do estar e do fazer tem algo indispensável a ela: suas posições no espaço. À sua duração, deu-se o nome "tempo".
A palavra "tempo", portanto, significa "a duração da consciência" que se tem de um espaço, de uma existência, de uma ação. Assim, como o AGORA tem duração zero, a duração mínima da consciência é o intervalo entre dois "agoras" tão próximos que, se fossem mais próximos seriam um só. Assim, quando dizemos que o valor do tempo "t" é zero, numa fórmula, estamos falando desse "agora", no qual a duração da consciência é zero.
A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ENTRE DOIS "AGORAS" , NUM INTERVALO INFINITESIMAL, JÁ É MAIOR DO QUE ZERO.
MAS, DE QUEM É A CONSCIÊNCIA?
Evidentemente, do ESPAÇO. O espaço é consciente de si mesmo, quando no início, só existe ele, seus pontos, suas distâncias, pois quando o tempo é zero, a massa é zero, a velocidade é infinita (a consciência está em todos os lugares ao mesmo tempo) e a energia está também, infinita, em todos os pontos.
NO INÍCIO, NO ESPAÇO VAZIO, SÓ EXISTIA A CONSCIÊNCIA DO SER, DO VERBO SER.
NO INÍCIO ERA O VERBO SER QUE TOMOU A CONSCIÊNCIA DO OUTRO (PONTO) E TORNOU-SE ESTAR. A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (TEMPO) AUMENTOU, AUMENTANDO A MASSA E DIMINUINDO A ENERGIA E A VELOCIDADE , ATÉ QUE ESTA CHEGOU À 300 MIL QUILÔMETROS POR SEGUNDO E FEZ-SE A LUZ. SURGIU ASSIM O VERBO FAZER E COM ELE, A MATÉRIA.
Que saibam todos, portanto: o tempo é a duração da consciência.
É a dimensão com a qual se cria e controla o Universo.
Depois dos últimos quatro comunicados, vejo a necessidade de detalhar o que já foi dito e assim atingir quem ainda não venceu condicionamentos pautados em afirmativas e negativas apressadas, de quem quer fazer ciência sem filosofia, ou seja, tese sem hipótese, ou o que me parece pior: sem conhecer o significado das palavras.
Assim, por exemplo, quando se fala em "ponto", trata-se apenas de posição, sem dimensão. Então, uma infinidade de pontos juntos nos dá a dimensão exata da soma dos seus intervalos, que evidentemente é de valor infinito. Um número finito de pontos em linha reta determina intervalos, que, somados, nos dão um valor finito, correspondendo, este, à distância entre os pontos extremos. Nada mais elementar do que isto, mas há dificuldade quando se diz que o intervalo entre dois pontos pode ser tão pequeno, que se fosse menor não existiria e consequentemente os dois pontos seriam um só. A dificuldade é obter uma resposta para: que valor seria este? O que a matemática nos permite dizer é: infinitesimal. Evidentemente, uma distância qualquer de valor finito corresponde à soma de um número desconhecido de infinitésimos. Há toda uma análise matemática, um cálculo infinitesimal, para se trabalhar com tais valores, mas a dificuldade permanece. O que temos a dizer, contudo, é que podemos ter certeza de que, seja qual for esse número desconhecido de infinitésimos, ele determina uma quantidade finita e é ela que conhecemos como distância, comprimento, largura, espessura, altura, etc.
Atenção, agora!
Tomemos a distância de um metro, por exemplo. Podemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos (intervalos infinitesimais entre pontos de dimensão zero). Não importa quantos sejam esses infinitésimos, mas tão somente, que a sua soma nos dá um metro. Se dermos a cada ponto ou posição o nome AQUI, diremos que o espaço entre os "aquís" extremos é uma distância de valor um metro. O espaço, neste caso, é a soma de todos os infinitésimos existentes entre os "aquís", seja isso numa só direção (reta), em duas direções (plano) ou em três direções (sólido).
Façamos, agora, o mesmo raciocínio para uma distância que não seja medida numa direção, mas numa duração, entre dois instantes ou momentos, no mesmo espaço. Igualmente, poderemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos, cuja soma nos dá um minuto. Se dermos a cada ponto (entre dois infinitésimos) o nome AGORA (dimensão zero), diremos que o espaço entre os "agoras" extremos é uma distância de valor um minuto, medida não mais numa direção, mas numa duração.
Mais atenção, agora!
Assim como uma distância qualquer é uma sucessão de aquís ou agoras no espaço assim com quatro dimensões (três direções e uma duração), a escolha dessas posições é determinada por uma decisão, isto é, por um pensamento consciente. Entre que pontos se mede um metro ou um minuto, no espaço? O que determina essa medida é a consciência dessas posições. Essa consciência do ser, do estar e do fazer tem algo indispensável a ela: suas posições no espaço. À sua duração, deu-se o nome "tempo".
A palavra "tempo", portanto, significa "a duração da consciência" que se tem de um espaço, de uma existência, de uma ação. Assim, como o AGORA tem duração zero, a duração mínima da consciência é o intervalo entre dois "agoras" tão próximos que, se fossem mais próximos seriam um só. Assim, quando dizemos que o valor do tempo "t" é zero, numa fórmula, estamos falando desse "agora", no qual a duração da consciência é zero.
A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ENTRE DOIS "AGORAS" , NUM INTERVALO INFINITESIMAL, JÁ É MAIOR DO QUE ZERO.
MAS, DE QUEM É A CONSCIÊNCIA?
Evidentemente, do ESPAÇO. O espaço é consciente de si mesmo, quando no início, só existe ele, seus pontos, suas distâncias, pois quando o tempo é zero, a massa é zero, a velocidade é infinita (a consciência está em todos os lugares ao mesmo tempo) e a energia está também, infinita, em todos os pontos.
NO INÍCIO, NO ESPAÇO VAZIO, SÓ EXISTIA A CONSCIÊNCIA DO SER, DO VERBO SER.
NO INÍCIO ERA O VERBO SER QUE TOMOU A CONSCIÊNCIA DO OUTRO (PONTO) E TORNOU-SE ESTAR. A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (TEMPO) AUMENTOU, AUMENTANDO A MASSA E DIMINUINDO A ENERGIA E A VELOCIDADE , ATÉ QUE ESTA CHEGOU À 300 MIL QUILÔMETROS POR SEGUNDO E FEZ-SE A LUZ. SURGIU ASSIM O VERBO FAZER E COM ELE, A MATÉRIA.
Que saibam todos, portanto: o tempo é a duração da consciência.
É a dimensão com a qual se cria e controla o Universo.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
CONSCIÊNCIA E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Quarto comunicado ao mundo da ciência
Há décadas, venho, isoladamente, vendo algo que "está na cara" - como se diz - mas a epistemologia teima em esconder. Pior: cria regras para impedir que algumas coisas sejam mostradas. É claro que há o reino da intuição e um outro, mais apurado, da comprovação, mas também há uma prática danosa de se impedir que a intuição seja sequer considerada, quando bate de frente com a comprovação já estabelecida e consagrada. Isto ocorre porque as estruturas que se cria em torno de um "conhecimento científico", seja para sua aplicação econômica, seja para a manutenção do poder político ou ainda para a exploração social, recusam-se a ser substituídas ou simplesmente demolidas.
Assim, há cerca de uma semana, caiu como uma bomba a comunicação meramente jornalística de que um grupo de cientistas do CERN, na Suiça, mandara um feixe de neutrinos para a Itália (Laboratório de Gran Sasso) e se registrara que essas partículas se deslocaram em velocidade superluzense, assim contrariando o limite imposto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade, estabelecendo uma crença de que há um limite de velocidade no Universo, assim, com "U" maiúsculo - o do espaço infinito.
Essa ocorrência, algumas semanas depois do registro datado neste blog, de mais uma afirmação, agora com demonstração matemática singela, de que a velocidade da luz apenas separa os fenômenos da Física daqueles outros, da Psíquica - disciplina já anunciada oficialmente em artigo publicado por mim na edição de 2007 da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - vem ao encontro de proposta ainda mais antiga, publicada no meu livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, São Paulo. 1981), onde registrei dados antes passados aos meus alunos em sala de aula e aos meus leitores em periódicos jornalísticos.
Certamente, mais uma vez, a epistemologia oficial será obrigada a uma revisão, inclusive de método, porque não só a matéria e a energia merecem inclusão no campo do conhecimento científico. Demonstrando-se que o tempo é realmente a duração da consciência, não se pode entrar em laboratório - seja este qual for - sem considerar a consciência como o componente fundamental da existência e a Psíquica como a disciplina onde se deita para ser estudada. Para se evitar desvio ou confusão qualquer, que fique claro estar a Psicologia, para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Há uma tendência em associar o psi apenas ao ser humano, o animal intelectual, quando é evidente encontrar-se em toda a existência, condição que é, para esta. O que não se deve confundir é "consciência" com "conhecimento". Assim, por exemplo, o grão de areia tem consciência, mas não sabe disso.
É, portanto, fundamental, voltar a Newton, injustamente desprezado no século XX, quando a festa relativista induziu a se valorizar os pavimentos superiores de um edifício ao ponto de se propor o esquecimento de suas fundações. Lá, em Newton, com suas leis detonadoras de expressões como F = mv², Einstein foi buscar a sua E = mc² e temos, agora, de fazer
F = m(e/t)², dando valores muito pequenos a "t", sem esquecer do zero que faz a consciência estar em todos os lugares ao mesmo tempo, dando ao pensamento uma velocidade infinita, explodindo a idéia de limitação da velocidade no Universo.
Difícil, mesmo, será comprovar isso em laboratório, sem ser Deus. É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Como é vaidoso (e ignorante), o ser humano!
Felizmente - isto é uma certeza - estamos evoluindo para alguma coisa acima da simples intelectualidade. Este, no entanto, é um outro departamento, que pertence à disciplina Psíquica, com suas duas leis fundamentais: as de que tudo se atrai e de que tudo evolui.
A minha "Teoria Unificada do Universo", de 2007, está assim, com aspas, no Google.
Já, já, será hora de mexer em alguns detalhes dela, porque nada é imutável, tudo se transforma.
Há décadas, venho, isoladamente, vendo algo que "está na cara" - como se diz - mas a epistemologia teima em esconder. Pior: cria regras para impedir que algumas coisas sejam mostradas. É claro que há o reino da intuição e um outro, mais apurado, da comprovação, mas também há uma prática danosa de se impedir que a intuição seja sequer considerada, quando bate de frente com a comprovação já estabelecida e consagrada. Isto ocorre porque as estruturas que se cria em torno de um "conhecimento científico", seja para sua aplicação econômica, seja para a manutenção do poder político ou ainda para a exploração social, recusam-se a ser substituídas ou simplesmente demolidas.
Assim, há cerca de uma semana, caiu como uma bomba a comunicação meramente jornalística de que um grupo de cientistas do CERN, na Suiça, mandara um feixe de neutrinos para a Itália (Laboratório de Gran Sasso) e se registrara que essas partículas se deslocaram em velocidade superluzense, assim contrariando o limite imposto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade, estabelecendo uma crença de que há um limite de velocidade no Universo, assim, com "U" maiúsculo - o do espaço infinito.
Essa ocorrência, algumas semanas depois do registro datado neste blog, de mais uma afirmação, agora com demonstração matemática singela, de que a velocidade da luz apenas separa os fenômenos da Física daqueles outros, da Psíquica - disciplina já anunciada oficialmente em artigo publicado por mim na edição de 2007 da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - vem ao encontro de proposta ainda mais antiga, publicada no meu livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, São Paulo. 1981), onde registrei dados antes passados aos meus alunos em sala de aula e aos meus leitores em periódicos jornalísticos.
Certamente, mais uma vez, a epistemologia oficial será obrigada a uma revisão, inclusive de método, porque não só a matéria e a energia merecem inclusão no campo do conhecimento científico. Demonstrando-se que o tempo é realmente a duração da consciência, não se pode entrar em laboratório - seja este qual for - sem considerar a consciência como o componente fundamental da existência e a Psíquica como a disciplina onde se deita para ser estudada. Para se evitar desvio ou confusão qualquer, que fique claro estar a Psicologia, para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Há uma tendência em associar o psi apenas ao ser humano, o animal intelectual, quando é evidente encontrar-se em toda a existência, condição que é, para esta. O que não se deve confundir é "consciência" com "conhecimento". Assim, por exemplo, o grão de areia tem consciência, mas não sabe disso.
É, portanto, fundamental, voltar a Newton, injustamente desprezado no século XX, quando a festa relativista induziu a se valorizar os pavimentos superiores de um edifício ao ponto de se propor o esquecimento de suas fundações. Lá, em Newton, com suas leis detonadoras de expressões como F = mv², Einstein foi buscar a sua E = mc² e temos, agora, de fazer
F = m(e/t)², dando valores muito pequenos a "t", sem esquecer do zero que faz a consciência estar em todos os lugares ao mesmo tempo, dando ao pensamento uma velocidade infinita, explodindo a idéia de limitação da velocidade no Universo.
Difícil, mesmo, será comprovar isso em laboratório, sem ser Deus. É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Como é vaidoso (e ignorante), o ser humano!
Felizmente - isto é uma certeza - estamos evoluindo para alguma coisa acima da simples intelectualidade. Este, no entanto, é um outro departamento, que pertence à disciplina Psíquica, com suas duas leis fundamentais: as de que tudo se atrai e de que tudo evolui.
A minha "Teoria Unificada do Universo", de 2007, está assim, com aspas, no Google.
Já, já, será hora de mexer em alguns detalhes dela, porque nada é imutável, tudo se transforma.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
BIG BANG - UMA EXPLOSÃO DE LUZ
Terceiro comunicado ao mundo da Ciência
Entre 11 de fevereiro e 7 de junho deste ano, publiquei neste blog cinco textos com o título genérico Teoria Universal da Evolução, que reproduzem o capítulo I do meu livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos - Série Enigmas do Universo, São Paulo, 1981), um estudo cosmológico escrito em três meses (agosto a outubro de 1980) para atender o pedido do editor; capítulo este, que, no livro, com a pressa, ficou com algumas expressões sem as devidas explicações, finalmente incluídas agora, nessas cinco reproduções, acima referidas, neste blog. Foi, esta, a primeira vez em que juntei, alinhavando, conhecimentos e ideias adquiridos e concebidos desde que, em 1957, comecei a juntar estudos escolares do momento a pesquisas independentes em fontes antigas.
Para o que estou a anunciar, aqui, neste mês, recomendo, também ler esses cinco textos, isto é, todo o primeiro capítulo do referido livro, com os novos comentários, que esclarecem pontos até então não muito claros, mas chamo especial atenção para o parágrafo abaixo, republicado num deles, em 24 de abril:
A teoria do big-bang, a explosão que teria dado origem ao Universo, me parece muito forçada, por astrônomos que querem tocar fogo no vácuo, sem mostrar o palito de fósforo nem o ar necessário à queima. Para que algo seja explodido é necessário que exista. Se já existe, não é essa sua origem.
A Física embarcou na canoa furada do "átomo primordial" do padre astrônomo belga Georges Lamaitre, que, para Gamow, seria constituído por uma massa de nêutrons, prótons e elétrons, que teria explodido há então considerados 10 bilhões de anos (hoje se fala em 15), daí resultando a expansão do Universo. A "comprovação" do fato por uma radiação de fundo detectada anos depois levou a tal euforia que se tem perseguido essa ideia como verdadeira.
Construiu-se o maior acelerador de partículas de todos os tempos, na Suíça, para gastar fortunas, provavelmente em troca de nada, ou de muito pouco.
Depois de cinco décadas de investigação, concentrei-me nas leis de Newton, especialmente na segunda, que gerou a fórmula f=ma, ou seja, f=mv², para demonstrar matematicamente que a explosão com a qual se iniciou o universo da energia e da matéria, ou seja, o universo da realidade física - apenas este - foi originada com a criação do fóton, sim, numa explosão, mas de luz. Fiat lux. Onde só havia estruturas de consciência do espaço infinito sem o tempo, numa atualidade tridimensional, em três direções ortogonais, puramente geométrica (matemática, lógica), surgiu o tempo, num valor dt tão infinitamente pequeno, quão infinitamente pequeno sempre foram os intervalos entre os infinitos pontos do espaço tridimensional. Como os pontos não têm dimensão, o que marca as dimensões no Universo é a soma dos intervalos infinitamente pequenos, entre eles. Não só os gênios, mas também Deus, é paciente.
Einstein tomou a fórmula de Newton, dando a v o valor da velocidade da luz, que chamou de C. Assim surgiu a chamada equação que transforma massa em energia e produz a bomba atômica.
Para o que estou a anunciar, aqui, neste mês, recomendo, também ler esses cinco textos, isto é, todo o primeiro capítulo do referido livro, com os novos comentários, que esclarecem pontos até então não muito claros, mas chamo especial atenção para o parágrafo abaixo, republicado num deles, em 24 de abril:
A teoria do big-bang, a explosão que teria dado origem ao Universo, me parece muito forçada, por astrônomos que querem tocar fogo no vácuo, sem mostrar o palito de fósforo nem o ar necessário à queima. Para que algo seja explodido é necessário que exista. Se já existe, não é essa sua origem.
A Física embarcou na canoa furada do "átomo primordial" do padre astrônomo belga Georges Lamaitre, que, para Gamow, seria constituído por uma massa de nêutrons, prótons e elétrons, que teria explodido há então considerados 10 bilhões de anos (hoje se fala em 15), daí resultando a expansão do Universo. A "comprovação" do fato por uma radiação de fundo detectada anos depois levou a tal euforia que se tem perseguido essa ideia como verdadeira.
Construiu-se o maior acelerador de partículas de todos os tempos, na Suíça, para gastar fortunas, provavelmente em troca de nada, ou de muito pouco.
Depois de cinco décadas de investigação, concentrei-me nas leis de Newton, especialmente na segunda, que gerou a fórmula f=ma, ou seja, f=mv², para demonstrar matematicamente que a explosão com a qual se iniciou o universo da energia e da matéria, ou seja, o universo da realidade física - apenas este - foi originada com a criação do fóton, sim, numa explosão, mas de luz. Fiat lux. Onde só havia estruturas de consciência do espaço infinito sem o tempo, numa atualidade tridimensional, em três direções ortogonais, puramente geométrica (matemática, lógica), surgiu o tempo, num valor dt tão infinitamente pequeno, quão infinitamente pequeno sempre foram os intervalos entre os infinitos pontos do espaço tridimensional. Como os pontos não têm dimensão, o que marca as dimensões no Universo é a soma dos intervalos infinitamente pequenos, entre eles. Não só os gênios, mas também Deus, é paciente.
Einstein tomou a fórmula de Newton, dando a v o valor da velocidade da luz, que chamou de C. Assim surgiu a chamada equação que transforma massa em energia e produz a bomba atômica.
E = mC²
Se tivesse substituído v por e/t, poderia dar valores decrescentes a t, até chegar a zero.
Simples assim. Nada que Newton já não soubesse. O toque de gênio de Einstein foi apenas o de considerar e analisar a fórmula de Newton para a velocidade da luz. O que Einstein, no entanto, sequer percebeu, foi o fato de que para velocidades acima da velocidade da luz também há fenômenos. Apenas não são fenômenos físicos, materiais. Quanto mais próximo de zero for o tempo t, maiores serão os valores da velocidade e menores, os da massa, até que, quando o tempo for igual a zero, a massa também será zero.
Simples assim. Nada que Newton já não soubesse. O toque de gênio de Einstein foi apenas o de considerar e analisar a fórmula de Newton para a velocidade da luz. O que Einstein, no entanto, sequer percebeu, foi o fato de que para velocidades acima da velocidade da luz também há fenômenos. Apenas não são fenômenos físicos, materiais. Quanto mais próximo de zero for o tempo t, maiores serão os valores da velocidade e menores, os da massa, até que, quando o tempo for igual a zero, a massa também será zero.
Em outras palavras: sem a (duração da) consciência, não há massa.
Aqui está a demonstração matemática:
f=mv² f=m(e/t)² para t=zero, f=m.infinito
donde m = f/infinito, ou seja, m= zero
Fica assim demonstrado, que no início, no tempo zero, o Universo era o espaço tridimensional (três dimensões infinitas em três direções ortogonais), constituído apenas por pontos separados por intervalos tão pequenos, que, se fossem menores não existiriam. Evidentemente, para que haja cada um desses pontos, há uma posição dele e o que determina essa posição, é a sua consciência dela.
Então, no Universo, havia apenas a consciência dele próprio, que era a consciência do conjunto de todos os seus infinitos pontos. Um conjunto vazio em três dimensões. O NADA. Apenas o (Verbo) SER. Estático, numa atualidade, um agora, o que significa ESTAR em todos os lugares ao mesmo tempo, como se prova que acontece no campo quântico (não físico, mas psíquico). Aí não se trata de velocidade de partículas, mas de pensamento, infinita.
Assim como nas três direções, em todos os pontos separados por intervalos infinitesimais (de), formou-se o espaço tridimensional infinito; também na única duração da consciência dessa existência, formou-se uma sucessão de intervalos (dt), numa sucessão de agoras, acumulando-se na dimensão que chamamos tempo.
Está matematicamente demonstrado que a quantidade de consciência, isto é, de posições conscientes de si próprias, cresce com a duração dessa consciência (tempo), e a tal quantidade chama-se massa. Cresce o tempo, cresce a massa, decresce a velocidade com que esta se desloca.
Essa consciência se estrutura com a união de quatro pontos formando a consciência de tetraedros e da ligação desses tetraedros em linha, formando ondas de consciência (ou consciência de ondas), assim como em blocos, formando corpúsculos, partículas de consciência (ou consciência de partículas). Quão mais complexas e volumosas são essas ondas e partículas, maior sua massa e menor sua velocidade, até que chegam à velocidade e massa de uma onda-partícula que conhecemos como fóton.
Cada vez que isso acontece numa porção do Universo infinito, isto é, em um universo que pode ser um macróbio, ocorre uma explosão de luz e o processo continua, com a evolução das partículas livres de quase-matéria (quamas), até que estas se aprisionam por atração mútua para formar o átomo, a matéria.
Esta é uma explicação apressada, feita apenas para mostrar que não houve explosão de um “átomo primordial” que teria em si toda a matéria do Universo, agora em expansão, um macróbio em crescimento. O que ocorreu foi apenas um processo de evolução da consciência em estruturas cada vez mais complexas, volumes cada vez maiores e velocidades cada vez menores.
Esse processo ainda continua e nós próprios, egos humanos, estamos evoluindo, vida após vida, geração após geração, dando continuidade a ele.
Em verdade, não existe matéria, energia, nenhum desses corpos ou ondas, mas apenas a consciência que cada conjunto tem do outro, na realidade, podendo tudo ser reduzido a uma atualidade... sem aviso prévio. Até outro nascimento...
Que esta data seja a de cada um cair em todos os campos (gravitacionais, eletromagnéticos e quânticos), encontrando a sua teoria unificada (dos campos e) do Universo. Einstein e Hawking só não chegaram a ela, porque aplicaram Newton apenas pela metade. Quiseram fazer tudo dentro da Física, quando é necessário considerar também a Psíquica, cujo parâmetro básico é a duração da consciência, isto é, o tempo não apenas real, mas igualmente atual, igual a zero e a infinito, nos seus limites. Sim, porque quando o tempo (a duração da consciência) é infinita, a massa também o é. Para lá estamos indo, mas este é um lugar onde nunca chegaremos...
Com estes três comunicados, faço uma homenagem ao meu pai, Manoel de Azevedo Maia, que, se vivo fosse, estaria completando hoje – 25 de agosto de 2011 – cem anos de vida. Um homem que nasceu para sofrer e trabalhar até o momento em que deixou de trabalhar, para sofrer. Com ele, nunca me faltou o alimento para o corpo e a liberdade para escolher o que fazer e pensar, isto é, tudo aquilo que um ser humano precisa...
Com estes três comunicados, faço uma homenagem ao meu pai, Manoel de Azevedo Maia, que, se vivo fosse, estaria completando hoje – 25 de agosto de 2011 – cem anos de vida. Um homem que nasceu para sofrer e trabalhar até o momento em que deixou de trabalhar, para sofrer. Com ele, nunca me faltou o alimento para o corpo e a liberdade para escolher o que fazer e pensar, isto é, tudo aquilo que um ser humano precisa...
Adinoel Motta Maia
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
QUANDO O TEMPO É ZERO
Segundo comunicado ao mundo da Ciência
Vamos repetir o último trecho do “primeiro comunicado”:
Einstein ignorou a consciência, na sua concepção do tempo. Não levou em conta um conhecimento milenar: o tempo é a duração da consciência. Faltou a ele, dizer que o espaço sem o tempo é o da Psíquica, onde só há três dimensões que determinam apenas posições [uma infinidade de pontos tão próximos uns dos outros, que, se fossem mais próximos seriam um só, mas com intervalos entre eles, que os individualizam, sendo o espaço - infinito em três direções - uma sucessão infinita de agoras, de infinitas posições conscientes de si próprios (se não fossem conscientes, não existiriam e não existiria o espaço)], que alguém chamou de "O NADA". Só se chega a esse conhecimento com muita paciência para juntar os "agoras" numa duração qualquer.
A segunda lei de Newton
Nesta série de comunicados, é necessário advertir: a ignorância é fruto apenas da decisão de rebater a informação sem analisá-la, com coragem, doa em quem doer. Sabe-se que muita gente recusa a informação científica para não prejudicar sua fé, isto é, sua crença em promessas e afirmações não comprováveis. Foge-se, assim, da verdade, para viver no sonho, na ilusão, que suaviza a vida, mas também a abrevia. Pior: prejudica a evolução do ego.
Einstein, o gênio, como físico, tomou Newton como referencial e trabalhou com extrema paciência e dedicação exclusiva para expandir o pensamento newtoniano e tratá-lo matematicamente, na busca de conhecimento novo.
Na realidade – isto é, na Física – sua maior contribuição à ciência é a expressão matemática E=mC², nada mais do que uma aplicação da fórmula de Newton F = mv², onde a força genérica F torna-se a energia E de uma partícula de massa m deslocando-se no vácuo, com a velocidade v tomando o valor particular da velocidade da luz C.
Quanto à fórmula, nada além do que Newton teria proposto. O que Einstein acrescentou foi o cálculo do que seria essa força F, manifestada pela alteração que provocaria em um corpo de massa m se a velocidade tomasse o valor de 300 mil quilômetros por segundo no vácuo, isto é, de C. Estava assim aberto o caminho para se transformar matéria em energia e isso mudaria o mundo, jogando-o no perigoso processo da autodestruição nuclear.
Nada além do que Newton tenha dito, com Einstein apenas considerando um valor particular, que, levado à fórmula newtoniana, permitiria ao gênio concluir por uma relação entre a matéria e a energia, aquela sendo reduzida a esta, na velocidade da luz.
Aí, no entanto, parou Einstein, considerando que nada poderia haver além da velocidade da luz, assim estabelecida por ele como limite das manifestações no Universo. Deteve-se na realidade da Física, porque ignorou a consciência. Para ele e consequentemente, para todos os físicos que o seguiram, nada mais havia no Universo, além de energia e matéria. Assim como ele não sabia que o tempo é a duração da consciência, nunca imaginou que massa é volume ou quantidade de consciência.
Voltemos à fórmula F = mv² . Se substituirmos v (velocidade) por e/t (espaço dividido pelo tempo) e dermos a t o valor zero, saindo da realidade para a atualidade, o valor de m (massa) será zero, porque qualquer valor de F dividido por "infinito" é zero. Nós sabemos que infinito não é um número, mas é uma quantidade, de modo que se tomamos um valor da velocidade (e/t) “quase infinito”, chegamos a um valor da força “quase zero”. Assim, podemos considerar que no espaço infinito, a velocidade (distância dividida pelo tempo zero) "quase infinita" nos levaria a uma massa “quase zero”. Isso significa que na atualidade (tempo igual a zero), não haveria massa. A velocidade do pensamento (consciência) SOU (ESTOU) do ponto, seria infinita, o que significaria que ele estaria em todos os lugares ao mesmo tempo e a massa do total infinito de pontos – quantidade de consciência - seria igual a zero, porque não haveria uma infinidade de consciências, mas a consciência sem duração numa infinidade de pontos, no mesmo tempo zero. A partir daí, surgindo o tempo (duração da consciência) e tomando, este, valores crescentes, teríamos valores decrescentes para a velocidade e crescentes para a massa, até atingir, esta, a massa do fóton, na velocidade da luz.
Acima da velocidade da luz, estão os fenômenos da Psíquica.
Abaixo dela, os da Física.
O que Einstein fez, dando valor C para o v na fórmula de Newton; estamos fazendo agora, substituindo v por e/t e considerando o tempo igual a zero. Ninguém fez isso, antes, na Física, porque não há Física sem o tempo. Se alguém pensou no assunto, não levou adiante, porque sempre houve o medo de se acabar com a Física, dando valor zero ao tempo. Quando se propôs uma “Física Quântica” e se considerou “absurdo” uma partícula estar em dois lugares ao mesmo tempo, ficou impossível encontrar uma teoria única para todos os campos, dentro da Física. O que está errado é situar o campo quântico na Física. O seu campo está na Psíquica, onde não há o tempo e o que se tem é uma atualidade. A da consciência universal, em todos os lugares ao mesmo tempo. A Psíquica não acaba com a Física, mas, ao contrário, a explica, a confirma, introduzindo a consciência como a essência de toda a existência, ou ainda melhor, a única entidade que existe, formando tudo o que se percebe... quando o tempo tem valor maior do que zero, isto é, a consciência tem duração.
Na atualidade – tempo igual a zero – a massa é igual a zero e a velocidade é “infinita”, isto é, a consciência está em todos os lugares ao mesmo tempo, o que explica cientificamente o que a religião afirma e o misticismo desenvolve: Deus (a consciência cósmica) está em todos os lugares ao mesmo tempo. O que nem a religião nem o misticismo dizem, contudo, é que essa consciência “divina” DURA nada, não tem duração alguma, porque não existe o tempo, cujo valor é zero. Para se estar em todos os lugares ao mesmo tempo, este tem de ser igual a zero.
Esta simples aplicação da fórmula de Newton só tem valor, se associada a este fato: a consciência infinita é atual, num agora que se repete, intermitente. Entre dois “agoras” quaisquer, há um intervalo infinitamente pequeno, tão pequeno que, se fosse menor, não existiria. É exatamente esse intervalo, que podemos considerar como uma duração infinitesimal, um dt, que corresponde ao menor valor do tempo. Com essa linguagem matemática, podemos propor uma sequência de dt+dt+dt+dt... que qualquer estudante de engenharia entende e aceita, assim surgindo o tempo, que cresce com a massa (quantidade de consciência), decrescendo a velocidade.
Tudo isso acontece no espaço infinito, em três direções ortogonais, nas quais se mede o comprimento, a largura e a altura. Essas direções são determinadas por uma sequencia de pontos, que são posições, sem dimensões, mas estão separados, um do outro, por intervalos tão pequenos, que, se fossem menores, não existiriam, assim, também infinitamente pequenos. A consciência universal em cada um desses pontos (se não fossem conscientes não existiriam) é a do SOU, do verbo SER. A consciência em um ponto, sem dimensão, relacionando-se com a consciência em outro ponto, infinitesimamente próximo, é a do ESTOU, do verbo ESTAR...
Podemos, agora, compreender a frase bíblica (primeiras palavras do evangelho de São João), que atesta a antiguidade desse conhecimento:
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Quando começamos a trabalhar com a consciência – este é o campo da Psíquica – com a simples consideração de que o tempo é a medida da sua duração, facilmente podemos chegar à Física, onde o tempo estabelece todas as relações (não é assim, Einstein?). A visão geral da atualidade e da realidade unifica todos os campos.
ESTES COMUNICADOS VISAM CHAMAR A ATENÇÃO DO MUNDO CIENTÍFICO PARA A PSÍQUICA, QUE ESTAMOS PROPONDO COMO COMPANHEIRA DA FÍSICA, PORQUE SEM A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (TEMPO) NÃO HÁ FÍSICA. ESTÃO SENDO LANÇADOS AGORA NA INTERNET PARA QUE ATINJAM TODAS AS PESSOAS CAPAZES DE ESTUDAR E PESQUISAR, LIVREMENTE, MAS É EVIDENTE QUE, QUEM TEM MELHORES FERRAMENTAS, TRABALHA MAIS RAPIDAMENTE COM MELHORES RESULTADOS.
A PARTIR DE SETEMBRO, ESTARÁ NAS LIVRARIAS O ROMANCE "A CRUZ DOS MARES DO MUNDO", PRIMEIRO DE UMA TRILOGIA QUE LANÇA A PSÍQUICA, A CIÊNCIA QUE ESTÁ PARA A PSICOLOGIA, COMO A FÍSICA ESTÁ PARA A FISIOLOGIA.
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