A salvação de cada indivíduo que sai do
Reino do Homem para o Reino de Deus
Hoje, 29 de março de 2012 chegamos aos 463 anos após o momento em que Tomé de Souza desembarcava na praia do Porto da Barra, nesta Cidade do Salvador, para fundar uma cidadela destinada a defender Vila Velha, o aglomerado humano que por-tugueses e tupinambás construíam na margem ocidental da já então denominada Bahia de Todos os Santos.
Resolveram, os historiadores, considerar esse momento como o da fundação da Cidade do Salvador, mas este nome só seria dado depois, inspirado pela Igreja, ao mandar para cá o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha, que só chegaria aqui três anos após, em junho de 1552, para implantar a Diocese de São Salvador da Bahia.
Sardinha trouxe com ele uma imagem de Nossa Senhora das Maravilhas, mais conheci-da por nós, pelo fato (ou lenda?) de que, em frente a ela, o Padre António Vieira, ainda adolescente, no século XVIII, teria alterado sua atitude intelectual e atingido um brilho que marcaria sua vida na Bahia e na Europa.
Ora, São Salvador é simplesmente O Salvador, isto é, Jesus, considerado pela Igreja Católica como o salvador da humanidade, condutor dos homens para o Reino de Deus, mas vindo à Terra, aqui se incorporando como homem, nascendo da Virgem Maria, à qual os portugueses davam tanta importância que, por determinação do Rei, todas as expedições marítimas eram obrigadas a ter uma imagem dela a bordo, razão esta da Nossa Senhora das Maravilhas e não o próprio Jesus, ter vindo em escultura, com o bispo fundador da primeira diocese do Brasil, para ser entronizada na Sé, da Bahia..
Também por isso, Tomé de Souza trouxe com ele uma imagem da Virgem Maria. Hoje, a Nossa Senhora das Maravilhas que o bispo Sardinha colocou na Praça da Sé está no Museu de Arte Sacra, a poucos metros da Nossa Senhora da Conceição, que Tomé de Souza colocou numa igrejinha, atual Igreja da Conceição da Praia. Após anos de pesquisa e análise, cheguei à conclusão que ambas tiveram origem no livro do Apoca-lipse, de João , o Presbítero, sendo imagens diferentes com uma mesma concepção.
Como presente para os soteropolitanos (cidadãos de Salvador), no aniversário de sua cidade, transcrevo a seguir, dois trechos do romance “A Cruz dos Mares do Mundo” , que faz uma abordagem da descoberta da Baía de Todos os Santos, relacionada com fenômenos psíquicos associados à evolução da consciência na criação das espécies, estando os humanos telúricos no topo intelectual da animalidade, já evoluindo individualmente para uma espécie sapiencial, de iluminados, que estariam no que Jesus anunciou como o Reino de Deus, fora da matéria. Eis os pequenos trechos:
“Professor Alves da Rocha exibia sua erudição(...):
-- O Cabral, por exemplo, trouxe uma escultura de Nossa Senhora da Boa Esperança, retirada da igrejinha do castelo da família, em Belmonte. Com o Tomé de Souza, veio outra, de Nossa Senhora da Conceição, logo colocada numa capela de palha que man-dou fazer aí abaixo, próxima ao local onde se construiria em 1623 a matriz da nova freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Praia.
Nelson ouviu e consultou suas próprias anotações, passando seus estudos sobre Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem fora criada pela visão de João, o presbítero de Éfeso – não o evangelista – abrindo a Bíblia e lendo parte do capítulo 12 do Livro do Apocalipse.
-- Pode-se dizer que João, referindo-se apenas a uma mulher, concebeu a imagem original de Nossa Senhora, fazendo-a grávida, já em trabalho de parto, seguindo o mo-delo das deusas da fertilidade, entre as quais Inana, da Suméria; Ishtar, da Babilônia; Ísis, do Egito e Ártemis, da Grécia, para a qual foi construído ali mesmo, em Éfeso, um templo considerado uma das sete maravilhas do mundo. Nesse sentido, essa Nossa Senhora, com o Menino Jesus, já nascido, portanto, poderia ser associada a esse templo, assim citada como a Nossa Senhora de uma das maravilhas do mundo. A Nossa Senhora das Maravilhas.
Nelson leu uma nota por ele escrita sobre Santo Ambrósio, que vivera entre 340 e 397, na qual este lançava Maria, mãe de Jesus, como modelo para a Igreja, considerando-a a própria Ecclesia, substituindo seu caráter de simples concepção para imaculada concepção, ela própria concebida sem pecado. Ao invés de estar sobre uma Lua Nova, com um dragão no céu, idealizada por João, sua imagem passava a ser em pé, sobre o planeta Terra, pisando numa serpente.”
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“Muitas imagens foram trazidas pelos navegadores, por determinação explícita do Rei D. Manuel I e sua esposa Dona Maria, seguida pelo seu sucessor, o Rei D. João III e Dona Catherina. Cada frei, padre, monge era obrigado a trazer para as terras recém descobertas uma imagem de Nossa Senhora. Por que justamente de Nossa Senhora e não a do próprio Jesus? Por que não o Cristo Crucificado, que é colocado nos altares maiores das igrejas?
Nessa questão da escolha das imagens, naquele momento me perguntava por que D. Pero Sardinha, vindo implantar uma diocese, a de São Salvador da Bahia, traria para a sua Sé, a igreja primacial, uma Nossa Senhora das Maravilhas, tão raramente assim referida, se nisso não houvesse um objetivo claro, uma intenção bem determinada, associada às navegações, à sua missão ou ao seu caráter, por algum motivo conflitante com o dos demais jesuítas”.
“Levei naquela noite para o travesseiro o que dissera Nelson, sobre a deusa Ártemis, com o seu maravilhoso templo em Éfeso, o lugar exato onde João, banido para a ilha de Patmos, escreveu o seu livro do Apocalipse, falando de uma mulher grávida revestida pelo sol e com a Lua sob os pés, tendo na cabeça uma coroa com doze estrelas, criando assim uma figura que a Igreja Católica tomaria para representar a Virgem Maria”.
A trilogia à qual pertence este primeiro romance tem como proposta central mostrar exatamente o que há por trás de todas as religiões e escolas místicas, mostrando que nós, seres humanos, cujos egos estão no topo da evolução das espécies, temos o privilégio de após cada morte, renascer, ressuscitar, na Terra, tantas vezes quantas necessárias – como um aluno que se matricula ano após ano, na mesma escola – com o objetivo maior de aprender com as experiências (sofrimento) e evoluir intelectualmente, até que nosso ego esteja pronto, individualmente, para não mais voltar à Terra (ou à escola), passando para uma espécie superior à humana, num estado além da matéria, no Reino de Deus.
Jesus, um ego superior, vivendo nesse reino “de Deus”, teria recebido a missão de nascer com um corpo humano, do ventre de uma mulher escolhida entre as virgens do templo dos essênios – as meninas de 14 e até de 12 anos já não costumavam ser virgens, então – para falar aos homens que cada um poderia salvar-se daquela condição de sofrimento – vida após vida – para um reino de luz, fora da Terra.
Podemos imaginar um de nós a fazer o mesmo, nascendo no corpo de um cão ou um gato, para comunicar a esses animais que seus egos poderiam evoluir psiquicamente e nascer posteriormente num corpo humano, assim os estimulando a buscar a intelectualidade, ainda na Terra, salvando-os, assim da sua vida canina ou felina.
É este o Salvador, que temos de encarar, como o do nome de nossa cidade: o do ego que se sacrificou por nós, para nos falar – teria de estar num corpo humano para isso – e dizer que há algo além da animalidade, da intelectualidade e que este é um estádio de luz na evolução da consciência.
Minha trilogia apresenta a Psíquica como a disciplina científica que estuda o campo das manifestações em que as velocidades são superiores à da luz, assim como o Campo da Física é o daquelas em que são inferiores a esta.
Para saber mais sobre a Psíquica, basta clicar em
http://adinoel-blogart.blogspot.com.
A trilogia Nortada compreende os livros;
"A Cruz dos Mares do Mundo" (já nas livrarias)
"A Noite dos Livros do Mundo" (publicação em julho)
"A Trilha dos Santos do Mundo" (publicação em dezembro)
quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
2012: O APOCALIPSE É A REVELAÇÃO
TUDO É CONSCIÊNCIA
AMOR OU GRAVIDADE + ENERGIA OU MATÉRIA
No dia 21 de dezembro de 2012, a Terra estará completando mais uma órbita em volta do Sol. Esta data está no centro de uma polêmica provocada pelo último calendário feito pelos maias – uma das maiores civilizações do mundo, na antiguidade – assim marcada por encerrar mais um ciclo cósmico. A ignorância leva a especulações sobre o fim do mundo.
Este assunto, na verdade, acompanha-me desde os primeiros anos 50, quando retirei da sessão circulante da Biblioteca Pública, o livro “O Enigma da Atlântida”, de Alexandre Braghine, que me levou a outras leituras sobre o tema, inclusive Platão (“Timeu” e “Crítias”) e em seguida o fundamental “Deuses, Túmulos e Sábios”, de C. W. Ceram. Este livro científico revelou-me o mundo antigo, motivando-me em 1957 a filiar-me à Ordem Rosacruz (AMORC), curioso por sua origem no Egito das Pirâmides.
Nela permaneci até completar os graus exotéricos. Para que não se faça qualquer especulação, devo dizer que ao interromper, muitos anos depois, essa minha filiação, estava plenamente realizado e satisfeito com os altos degraus da escada que consegui atingir, só me afastando perante uma exigência de segredo, que teria de cumprir para começar a receber conhecimentos que, como determinadas ferramentas e armas, só devem ser entregues a quem sabe usá-los.
Assim, optei por continuar a divulgar minhas pesquisas livremente, o que fiz através do Jornal da Bahia, de A Tarde, da Tribuna da Bahia, do livro Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, S.Paulo, 1981) e conclusivamente, em 2007, da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual sou membro, na qual publiquei um primeiro artigo propondo uma Teoria Unificada do Universo, que, no entanto, neste ano de 2012, espero ver comprovada e aceita pela comunidade científica.
Neste texto, nesta data, apresento notícias complementares às já publicadas neste blog, que anunciam a trilogia Nortada em alguns tópicos¹.
I
A permanente disputa, até agora, entre a Fé e a Razão, entre a Religião e a Ciência, nada mais tem sido do que uma luta de interesses e a cultura da vaidade entre intelectuais de muitos níveis. São Tomás de Aquino, um iluminado, já deixou claro que ambas são lados de uma mesma moeda, entre outros que têm defendido essa verdade, mas os cientistas, isto é, os físicos, sempre declaram ser esta uma verdade apenas filosófica, sem experimentação que a comprove. Isto porque, até hoje, o único laboratório reconhecido é o da Física, que trabalha (apenas) no campo da energia e da matéria, que se transformam – uma em outra – conforme proposto por Einstein, aplicando uma fórmula de Newton e chegando à equação E = mc² . Um campo incompleto de discussão, temos de dizer, porque válido apenas para velocidades igual ou inferiores à da luz, considerado como o da realidade. Por um sofisma dominante, contudo, diz-se que só existe o que pertence à realidade. O outro lado desta moeda é a atualidade, quando o tempo é zero e a velocidade é infinita, que Einstein não considerou na mesma fórmula de Newton talvez por achar isso um absurdo. Já demonstrei neste blog, que partindo de e=vt, a fórmula básica da cinemática: quando o “tempo t” é zero, o “espaço e” é zero. Em outras palavras: quando a duração da consciência (“tempo”) é nenhuma, mas existindo a consciência, embora sem duração alguma, sem qualquer percepção desta, temos um AGORA. Com o mesmo raciocínio, quando a direção da consciência (“espaço”) é nenhuma, existindo a consciência, mas sem direção alguma, sem qualquer percepção desta, temos um AQUI. A este conjunto matemático vazio, chama-se de PONTO, que existe porque há a consciência de sua posição, mas sem qualquer dimensão.
Primeira conclusão: sem consciência não há existência, ainda que seja a do NADA, que é o princípio de tudo, isto é, A POSIÇÃO DE TODOS E CADA UM DOS PONTOS DO UNIVERSO, em número infinito, tão próximos um dos outros, que, se fossem mais próximos seriam um só, assim individualizados por intervalos infinitesimais, tão pequenos, que, se fossem menores não existiriam.
II
Assim, no início existia apenas a CONSCIÊNCIA do espaço infinito, constituído por uma infinidade de pontos individualizados por intervalos infinitesimais, que somados, determinaram dimensões. Quatro dimensões. Uma delas é a duração da consciência (o tempo) que permite a percepção das outras três, as três direções da consciência, em três distâncias igualmente mensuráveis. Em cada ATUALIDADE, isto é, quando o tempo é zero, há uma consciência do espaço infinito apenas num AGORA, isto é, o espaço cósmico universal com a consciência de si mesmo, mas essa consciência sem durar mais que zero, um instante sem duração alguma, sem possibilidade de percepção. Assim, o que existe são os pontos, mas o que se percebe são os intervalos entre eles, quer na duração, quer nas direções da consciência. Evidentemente, na ATUALIDADE, há existência, mas não há percepção desta. Para se perceber a existência em cada atualidade, é necessário, portanto, haver uma sequência de atualidades, quando se tem a consciência dos seus intervalos, isto é, da sua duração, ou seja, do tempo. Até aí, estamos trabalhando com a consciência do SER. A primeira frase do Evangelho de São João diz: No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O verbo SER. Podemos dizer que Deus É consciência cósmica universal, infinita, em quatro dimensões: uma duração e três direções. No princípio, o Universo era apenas ESPAÇO consciente de si mesmo em cada ponto e no conjunto infinito. Isto é científico porque é geométrico, é matemático, mas não é Física, porque é Psíquica. Está no campo da atualidade, que se demonstra no laboratório do pensamento e não no laboratório da energia ou da matéria, que é o da realidade. Se admitirmos que a consciência (humana) se manifesta também como Fé, é evidente que já nesse raciocínio, a Fé e a Razão (matemáticas) se encontram e concordam.
Segunda conclusão: a duração da consciência permite a percepção do SER, ou seja, de si mesmo, da sua posição, da sua ação; assim como do ESTAR, definido por sua posição em relação à do outro (ponto), porque a consciência está em todo o Universo infinito e assim, em cada ponto, como na totalidade deles, podendo-se, sempre, relacionar cada posição com as demais. Esta consciência universal, cósmica, já pode ser considerada como Deus, não havendo como negar sua existência, ainda que se negue sua percepção.
III
Esta é a questão fundamental da Consciência Cósmica: quem a percebe; e onde, quando e como é perceptível. No Gênesis bíblico, a primeira frase é: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. No original hebraico, esse “Deus” não é JHVH (JaHVeH), o Senhor Deus dos hebreus, mas uma palavra – Elohim – que não se encontra no vocabulário hebraico, sabendo-se contudo que o prefixo “El” significa “Deus” e o sufixo “im” é indicativo do plural. Por muitos anos, os proponentes da ideia da presença de deuses na Terra (seres extra telúricos) optaram por “No princípio, os deuses criaram o céu e a terra”, mas os filólogos, após décadas de discussão, chegaram a algo como “No princípio, os atributos de Deus criaram o céu e a Terra”. Filosoficamente, o atributo è o “caráter essencial de uma substância”. Assim, a consciência é a essência na qual se estrutura a existência. Em qual laboratório se prova isto? No da Psíquica, a disciplina que estou propondo e introduzindo para o estudo científico dos fenômenos que se realizam ou manifestam em velocidades superiores à da luz, como o pensamento, por exemplo. Qualquer pensamento e não apenas o do homem. Para este, já há a Psicologia, que está para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Fica, agora, a sugestão para a consulta aos textos anteriores, neste blog, onde se encontra a abordagem que introduz os conceitos de atração e aceleração, com a fórmula de Newton f = mv². A força é igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade, isto é, pela aceleração. Já estamos aí, na Física, como sabem todas as pessoas de educação mediana. Na Física, força é o que modifica a velocidade de qualquer coisa (na Psíquica, também de qualquer pensamento). Ela nos dá ideia de ação, de movimento. A força ou ação básica e geral no Universo é a da atração. Na Física, ela é Gravitacional, Nuclear (fraca ou forte), etc., quando aplicada aos corpos em velocidades inferiores ou igual à da luz. Na Psíquica, evidentemente, é aplicada naquelas velocidades superiores à da luz, inclusive a de valor infinito. Também já vimos neste blog, que quando o tempo é zero, nessa fórmula, a velocidade é infinita, o que demonstra matematicamente que Deus (Consciência Cósmica Universal) está em todos os lugares ao mesmo tempo (isto é ATUALIDADE), mas quando aumentamos o valor de “t” na fórmula, a velocidade cai até a da partícula fóton, que produz luz. Enquanto isso ocorre, a massa também aumenta. Na Física, massa é a “quantidade de matéria contida num corpo”; na Psíquica, é a quantidade de consciência numa estrutura espacial definida. Assim, a partir do tempo igual a zero, conforme a expressão matemática acima, quando ele cresce, a massa cresce e a velocidade diminui. Assim, quando se diz que a massa do fóton é nula, está se considerando massa como quantidade de matéria, na realidade física. Na atualidade da Psíquica, como quantidade de consciência, ela cresce com o tempo e com o decréscimo da velocidade até chegar a velocidade da luz. Como já vimos em outros textos neste blog, a quantidade de consciência aumenta com o número de tetraedros fundamentais formados por quatro pontos (vértices) de consciência no espaço, que se juntam em estruturas de consciência que se deslocam no campo fixo dos pontos inarredáveis, com velocidades crescentes com a massa dessas estruturas, assim, cada vez mais complexas, juntando-se os tetraedros em linha, como ondas; ou em blocos, como poliedros ou corpúsculos (partículas) tão mais próximos da forma esferica quanto maior sua massa. Isso ocorre, porque há uma força de atração acima já referida e que na Psíquica, conhecemos como um fenômeno ao qual damos o nome de “amor”. É o amor entre as consciências pontuais, que as mantém unidas, em estruturas de complexidade crescente, quando decresce a velocidade desses conjuntos.
Terceira conclusão: Na atualidade da Psíquica, as consciências pontuais se atraem e formam estruturas de complexidade crescente – evolução – com velocidade decrescente, até atingir a velocidade do fóton, partícula do campo eletromagnético que se criou e se manifesta de modo a inundar o espaço com uma explosão de luz, radiação que constitui um campo magnético oscilante, a partir do qual foram diversificadas as frequências ondulatórias e criadas todas as partículas livres de quase matéria no espaço, que se atraíram para formar complexos conscientes de matéria, a começar pelos leptons (elétrons) e hadrions (quarks).
IV
Na sua ignorância e com muita fantasia, o ser humano ainda acredita que houve um Big Bang como início de tudo, resultante da explosão de toda a matéria contida em um átomo primordial que ninguém explica como surgiu. Uma obra de ficção científica, cujo nome foi dado risonhamente por um célebre escritor dessa linha literária. A Física já descobriu quase tudo que precisa, no processo da expansão do universo onde vivemos, dentro do Universo Infinito, desde essa “explosão”. Antes dela, nada sabe. A realidade física deve, de agora em diante, aceitar que nunca houve uma explosão criadora, mas uma evolução da consciência cósmica desde sua estrutura meramente geométrica (uma infinidade de pontos justapostos no espaço infinito) a se estruturar em figuras geométricas, por uma força de atração (amor), em contínua evolução para formas mais complexas e volumosas, com massa crescente e velocidade decrescente, para realizar funções mais complexas, até que o fóton se formou e inundou o céu com radiação eletromagnética, sendo esta radiação assim criada, a que se mede e se considera hoje como radiação de fundo do chamado Big Bang. Neste ponto, temos de perguntar se o pequeno e novo universo que conhecemos ainda muito pouco e onde vivemos, com cerca de 13 bilhões de anos, é o Universo Infinito ou apenas um ser vivo dentro dele: um macróbio, talvez uma célula viva dentro de um Ser muito maior, como nosso corpo é muito maior que qualquer célula viva dentro dele. Aí, estaríamos habitando um planeta, a Terra, que seria como o satélite de um elétron (o Sol), em órbita do núcleo de um átomo (a Via Láctea), que, com outras galáxias, formaria uma molécula (a Astrofísica a chama de “Grande Muralha”) de uma macrocélula viva que seria resultante de uma mitose, na divisão de outra célula em duas, sendo então, essa separação responsável por uma explosão que também poderia explicar uma radiação de fundo que se mede, vinda de todos os lados. Com a reprodução e o crescimento dessas macrocélulas, seus “átomos”, isto é, suas galáxias se afastariam uma das outras e de um centro, seu núcleo celular, sendo uma delas a nossa Via Láctea.
Quarta conclusão: criadas todas as partículas da matéria que se organiza com átomos, a força de atração tomaria o nome de Gravidade, mas continuaria sendo ação de consciência (amor) em intensidade maior, responsável pela transformação de nuvens de hidrogênio em estrelas de hélio, das quais saíram os planetas com seus núcleos de massa estelar e uma superfície cada vez mais fria, com os componentes necessários à instalação da vida em contínua evolução dos corpos minerais, vegetais, animais e intelectuais, este com dois egos, sendo um neural, dentro do próprio cérebro e outro eterno, fora do corpo, religando-se a cada corpo após a morte do anterior e assim acumulando conhecimento em direção ao surgimento de uma nova espécie, mais evoluída, na Terra ou em outro planeta.
V
Nesse processo, neste momento, a Terra ainda está na sua juventude, mas superpovoada, mais uma vez em crise na sua superfície, onde a ignorância dos homens, ditos intelectuais, se apresenta nas mais diversas posições, numa escala de consciência. Já se sabe que a Terra sofre impactos de meteoros, tem uma atividade vulcânica e uma mobilidade de placas tectônicas, entre muitos outros fatores que podem provocar o fim do mundo. No seu movimento em volta do Sol, a Terra é por este arrastada na sua órbita em torno do núcleo galáctico, o que significa que passa periodicamente por regiões diferentes do espaço cósmico, algumas tranquilas, outras agressivas. Há ainda a considerar a precessão dos equinócios, com o eixo do planeta a fazer um movimento de pião que se completa em quase 25 mil anos, formando 12 eras de cerca de 2.150 anos. Este é o exato momento dessa mudança de era, da de Peixes para a de Aquarius. Por tudo isso, é possível que à luz da Astrofísica, estejamos chegando a mais um fim de mundo. Parece que o último aconteceu com uma Idade do Gelo, ao fim do qual teria havido o degelo que elevou o nível das águas, na Terra, em 70 metros, abrindo passagem do oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo, destruindo a Atlântida e outras grandes civilizações, numa ocorrência que entrou na Bíblia como o Dilúvio Universal. As águas subiram tanto, que os povos remanescentes encontraram apenas os topos das montanhas como ilhas, nas quais construíram as cidades de pedra que nos espanta pela alta tecnologia das suas juntas perfeitas entre blocos enormes. Sobre isso, pode-se ler texto anterior neste blog. Ao longo dos últimos 54 anos, consegui criar uma estrutura cosmológica que se baseia na evolução da complexidade das estruturas de consciência que são eternas. Assim, no campo da Psíquica, as quantidades de consciência que podemos considerar como EGOS teriam de evoluir até os átomos, mantendo-se eternos, no espaço cósmico. O Universo Material, formado por átomos – elétrons girando em torno de núcleos – surgiu das estruturas de consciência cada vez mais complexas, que se manifestam, assim, em solidez ilusória, como corpos materiais, que evoluem desde os minerais até os intelectuais, cujo cérebro tem um ego consciente neural que se desestrutura com a morte do corpo. A morte que é a interrupção da vida. Os seres vivos, contudo, têm duas estruturas de consciência paralelas, com evoluções independentes, que chegam ao homem com um cérebro que alterna períodos de consciência (acordado) e de inconsciência (dormindo), como ocorre com os nossos computadores, ora ligados, ora desligados. Os estudos, pesquisas e experiências que fiz, me conduziram a uma pergunta fundamental: por que precisamos dormir, sem o que não sobrevivemos? A alternância dos estados de consciência e inconsciência neurais, parte dos estádios de complexidade da consciência universal, implica num processo de ligar e desligar permanente e assim, de religação, que criou a palavra “religião”. Num determinado momento de sua evolução, o homem se perdeu e esqueceu que seu verdadeiro ego é o eterno, psíquico, que se religa e manifesta em sucessivos corpos de carne e osso, que tem um cérebro onde guarda os dados de sua observação e suas experiências e os processa para evoluir em consciência e criar novas espécies.
Quinta conclusão: os maias criaram um calendário até o fim de um ciclo – e não o fim do mundo – que determina o surgimento de um ser mais evoluído que o intelectual, na Terra. Assim como o intelectual não acabou com o animal e este não extinguiu o vegetal nem o mineral, este novo ser conviverá, em minoria, com o homem. Não foi, não é e não será compreendido e pode ser admoestado por este. Há dois mil anos, já tivemos a presença de um deles a se manifestar abertamente para revelar o Reino de Deus, que é o reino desses seres iluminados que atingem a plena consciência cósmica e têm a visão e o domínio da realidade e da atualidade cósmicas. Até hoje, os homens não compreenderam sua boa notícia e a têm subvertido, disso resultando muitos ângulos de visão, muitas interpretações de um mesmo fenômeno, confusão, orgia. Isto, no entanto, é outro assunto. Neste momento, devemos nos concentrar no fato de que 2012 entrará na história como o Ano da Revelação, na passagem de Peixes para Aquários. É o ano do Apocalipse, palavra grega que significa Revelação e só é o fim de uma coisa: a ignorância. Não há motivo para medo, pois somos todos eternos e após um degrau, há sempre outro, mais elevado... para quem vai na direção certa.
Adinoel Motta Maia²
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¹ A trilogia NORTADA é constituída pelos romances “A Cruz dos Mares do Mundo” (nas livrarias a partir de março/2012), “A Noite dos Livros do Mundo” (em julho/2012) e “A Trilha dos Santos do Mundo (em 21 de dezembro de 2012). Com apêndices que fundamentam a narrativa ficcional, os três livros são independentes, mas no seu conjunto fazem o encontro da Física com a Psíquica, para revelar o Universo desde o Nada até as mais complexas estruturas de consciência, contidas nas duas fórmulas de Newton (e = vt * f = mv²) que o autor chama de “Equações de Deus”. Para outras notícias sobre sua teoria deve-se entrar no blog: http://adinoel-blogart.blogspot.com .
² Adinoel Motta Maia (74 anos) é engenheiro civil, professor e pesquisador aposentado da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”; autor de uma cosmologia (Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus), três livros históricos (A Era Ford, Yacht Clube da Bahia 60 Anos e Yacht 75 Anos), um romance policial de mistério (Morte na Politécnica), um romance de aventura (O Alienígena Intratelúrico), duas centenas de contos em revistas e jornais e quase mil textos diversos no Jornal da Bahia, em A Tarde e na Tribuna da Bahia. Está lançando agora os fundamentos da disciplina científica Psíquica. Foi Diretor do Serviço Aeroviário da Secretaria dos Transportes e Comunicações do Estado da Bahia, engenheiro de projeto geométrico de estradas e aeroportos, consultor de planejamento de obras e coordenador de projetos diversos em diversas empresas e entidades. Suas experiências místicas começaram com sua filiação à Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz na segunda metade do século XX, da qual se desligou para continuar com independência suas pesquisas em toda a Europa Ocidental (notadamente em Portugal, Espanha e Alemanha, fazendo a pé e sozinho o Caminho de Santiago em 2004) e na Ásia (notadamente em Istambul, Ankara e Éfeso) para escrever sua trilogia. Na Bíblia, dedicou-se mais ao estudo do Evangelho de São João e ao Livro do Apocalipse, escrito por João, o Presbítero. Leu e anotou dados em dezenas de obras consultadas em toda a sua vida, devidamente processados por seus neurônios, gerando novas idéias e estruturas reveladoras.
AMOR OU GRAVIDADE + ENERGIA OU MATÉRIA
No dia 21 de dezembro de 2012, a Terra estará completando mais uma órbita em volta do Sol. Esta data está no centro de uma polêmica provocada pelo último calendário feito pelos maias – uma das maiores civilizações do mundo, na antiguidade – assim marcada por encerrar mais um ciclo cósmico. A ignorância leva a especulações sobre o fim do mundo.
Este assunto, na verdade, acompanha-me desde os primeiros anos 50, quando retirei da sessão circulante da Biblioteca Pública, o livro “O Enigma da Atlântida”, de Alexandre Braghine, que me levou a outras leituras sobre o tema, inclusive Platão (“Timeu” e “Crítias”) e em seguida o fundamental “Deuses, Túmulos e Sábios”, de C. W. Ceram. Este livro científico revelou-me o mundo antigo, motivando-me em 1957 a filiar-me à Ordem Rosacruz (AMORC), curioso por sua origem no Egito das Pirâmides.
Nela permaneci até completar os graus exotéricos. Para que não se faça qualquer especulação, devo dizer que ao interromper, muitos anos depois, essa minha filiação, estava plenamente realizado e satisfeito com os altos degraus da escada que consegui atingir, só me afastando perante uma exigência de segredo, que teria de cumprir para começar a receber conhecimentos que, como determinadas ferramentas e armas, só devem ser entregues a quem sabe usá-los.
Assim, optei por continuar a divulgar minhas pesquisas livremente, o que fiz através do Jornal da Bahia, de A Tarde, da Tribuna da Bahia, do livro Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, S.Paulo, 1981) e conclusivamente, em 2007, da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual sou membro, na qual publiquei um primeiro artigo propondo uma Teoria Unificada do Universo, que, no entanto, neste ano de 2012, espero ver comprovada e aceita pela comunidade científica.
Neste texto, nesta data, apresento notícias complementares às já publicadas neste blog, que anunciam a trilogia Nortada em alguns tópicos¹.
I
A permanente disputa, até agora, entre a Fé e a Razão, entre a Religião e a Ciência, nada mais tem sido do que uma luta de interesses e a cultura da vaidade entre intelectuais de muitos níveis. São Tomás de Aquino, um iluminado, já deixou claro que ambas são lados de uma mesma moeda, entre outros que têm defendido essa verdade, mas os cientistas, isto é, os físicos, sempre declaram ser esta uma verdade apenas filosófica, sem experimentação que a comprove. Isto porque, até hoje, o único laboratório reconhecido é o da Física, que trabalha (apenas) no campo da energia e da matéria, que se transformam – uma em outra – conforme proposto por Einstein, aplicando uma fórmula de Newton e chegando à equação E = mc² . Um campo incompleto de discussão, temos de dizer, porque válido apenas para velocidades igual ou inferiores à da luz, considerado como o da realidade. Por um sofisma dominante, contudo, diz-se que só existe o que pertence à realidade. O outro lado desta moeda é a atualidade, quando o tempo é zero e a velocidade é infinita, que Einstein não considerou na mesma fórmula de Newton talvez por achar isso um absurdo. Já demonstrei neste blog, que partindo de e=vt, a fórmula básica da cinemática: quando o “tempo t” é zero, o “espaço e” é zero. Em outras palavras: quando a duração da consciência (“tempo”) é nenhuma, mas existindo a consciência, embora sem duração alguma, sem qualquer percepção desta, temos um AGORA. Com o mesmo raciocínio, quando a direção da consciência (“espaço”) é nenhuma, existindo a consciência, mas sem direção alguma, sem qualquer percepção desta, temos um AQUI. A este conjunto matemático vazio, chama-se de PONTO, que existe porque há a consciência de sua posição, mas sem qualquer dimensão.
Primeira conclusão: sem consciência não há existência, ainda que seja a do NADA, que é o princípio de tudo, isto é, A POSIÇÃO DE TODOS E CADA UM DOS PONTOS DO UNIVERSO, em número infinito, tão próximos um dos outros, que, se fossem mais próximos seriam um só, assim individualizados por intervalos infinitesimais, tão pequenos, que, se fossem menores não existiriam.
II
Assim, no início existia apenas a CONSCIÊNCIA do espaço infinito, constituído por uma infinidade de pontos individualizados por intervalos infinitesimais, que somados, determinaram dimensões. Quatro dimensões. Uma delas é a duração da consciência (o tempo) que permite a percepção das outras três, as três direções da consciência, em três distâncias igualmente mensuráveis. Em cada ATUALIDADE, isto é, quando o tempo é zero, há uma consciência do espaço infinito apenas num AGORA, isto é, o espaço cósmico universal com a consciência de si mesmo, mas essa consciência sem durar mais que zero, um instante sem duração alguma, sem possibilidade de percepção. Assim, o que existe são os pontos, mas o que se percebe são os intervalos entre eles, quer na duração, quer nas direções da consciência. Evidentemente, na ATUALIDADE, há existência, mas não há percepção desta. Para se perceber a existência em cada atualidade, é necessário, portanto, haver uma sequência de atualidades, quando se tem a consciência dos seus intervalos, isto é, da sua duração, ou seja, do tempo. Até aí, estamos trabalhando com a consciência do SER. A primeira frase do Evangelho de São João diz: No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O verbo SER. Podemos dizer que Deus É consciência cósmica universal, infinita, em quatro dimensões: uma duração e três direções. No princípio, o Universo era apenas ESPAÇO consciente de si mesmo em cada ponto e no conjunto infinito. Isto é científico porque é geométrico, é matemático, mas não é Física, porque é Psíquica. Está no campo da atualidade, que se demonstra no laboratório do pensamento e não no laboratório da energia ou da matéria, que é o da realidade. Se admitirmos que a consciência (humana) se manifesta também como Fé, é evidente que já nesse raciocínio, a Fé e a Razão (matemáticas) se encontram e concordam.
Segunda conclusão: a duração da consciência permite a percepção do SER, ou seja, de si mesmo, da sua posição, da sua ação; assim como do ESTAR, definido por sua posição em relação à do outro (ponto), porque a consciência está em todo o Universo infinito e assim, em cada ponto, como na totalidade deles, podendo-se, sempre, relacionar cada posição com as demais. Esta consciência universal, cósmica, já pode ser considerada como Deus, não havendo como negar sua existência, ainda que se negue sua percepção.
III
Esta é a questão fundamental da Consciência Cósmica: quem a percebe; e onde, quando e como é perceptível. No Gênesis bíblico, a primeira frase é: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. No original hebraico, esse “Deus” não é JHVH (JaHVeH), o Senhor Deus dos hebreus, mas uma palavra – Elohim – que não se encontra no vocabulário hebraico, sabendo-se contudo que o prefixo “El” significa “Deus” e o sufixo “im” é indicativo do plural. Por muitos anos, os proponentes da ideia da presença de deuses na Terra (seres extra telúricos) optaram por “No princípio, os deuses criaram o céu e a terra”, mas os filólogos, após décadas de discussão, chegaram a algo como “No princípio, os atributos de Deus criaram o céu e a Terra”. Filosoficamente, o atributo è o “caráter essencial de uma substância”. Assim, a consciência é a essência na qual se estrutura a existência. Em qual laboratório se prova isto? No da Psíquica, a disciplina que estou propondo e introduzindo para o estudo científico dos fenômenos que se realizam ou manifestam em velocidades superiores à da luz, como o pensamento, por exemplo. Qualquer pensamento e não apenas o do homem. Para este, já há a Psicologia, que está para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Fica, agora, a sugestão para a consulta aos textos anteriores, neste blog, onde se encontra a abordagem que introduz os conceitos de atração e aceleração, com a fórmula de Newton f = mv². A força é igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade, isto é, pela aceleração. Já estamos aí, na Física, como sabem todas as pessoas de educação mediana. Na Física, força é o que modifica a velocidade de qualquer coisa (na Psíquica, também de qualquer pensamento). Ela nos dá ideia de ação, de movimento. A força ou ação básica e geral no Universo é a da atração. Na Física, ela é Gravitacional, Nuclear (fraca ou forte), etc., quando aplicada aos corpos em velocidades inferiores ou igual à da luz. Na Psíquica, evidentemente, é aplicada naquelas velocidades superiores à da luz, inclusive a de valor infinito. Também já vimos neste blog, que quando o tempo é zero, nessa fórmula, a velocidade é infinita, o que demonstra matematicamente que Deus (Consciência Cósmica Universal) está em todos os lugares ao mesmo tempo (isto é ATUALIDADE), mas quando aumentamos o valor de “t” na fórmula, a velocidade cai até a da partícula fóton, que produz luz. Enquanto isso ocorre, a massa também aumenta. Na Física, massa é a “quantidade de matéria contida num corpo”; na Psíquica, é a quantidade de consciência numa estrutura espacial definida. Assim, a partir do tempo igual a zero, conforme a expressão matemática acima, quando ele cresce, a massa cresce e a velocidade diminui. Assim, quando se diz que a massa do fóton é nula, está se considerando massa como quantidade de matéria, na realidade física. Na atualidade da Psíquica, como quantidade de consciência, ela cresce com o tempo e com o decréscimo da velocidade até chegar a velocidade da luz. Como já vimos em outros textos neste blog, a quantidade de consciência aumenta com o número de tetraedros fundamentais formados por quatro pontos (vértices) de consciência no espaço, que se juntam em estruturas de consciência que se deslocam no campo fixo dos pontos inarredáveis, com velocidades crescentes com a massa dessas estruturas, assim, cada vez mais complexas, juntando-se os tetraedros em linha, como ondas; ou em blocos, como poliedros ou corpúsculos (partículas) tão mais próximos da forma esferica quanto maior sua massa. Isso ocorre, porque há uma força de atração acima já referida e que na Psíquica, conhecemos como um fenômeno ao qual damos o nome de “amor”. É o amor entre as consciências pontuais, que as mantém unidas, em estruturas de complexidade crescente, quando decresce a velocidade desses conjuntos.
Terceira conclusão: Na atualidade da Psíquica, as consciências pontuais se atraem e formam estruturas de complexidade crescente – evolução – com velocidade decrescente, até atingir a velocidade do fóton, partícula do campo eletromagnético que se criou e se manifesta de modo a inundar o espaço com uma explosão de luz, radiação que constitui um campo magnético oscilante, a partir do qual foram diversificadas as frequências ondulatórias e criadas todas as partículas livres de quase matéria no espaço, que se atraíram para formar complexos conscientes de matéria, a começar pelos leptons (elétrons) e hadrions (quarks).
IV
Na sua ignorância e com muita fantasia, o ser humano ainda acredita que houve um Big Bang como início de tudo, resultante da explosão de toda a matéria contida em um átomo primordial que ninguém explica como surgiu. Uma obra de ficção científica, cujo nome foi dado risonhamente por um célebre escritor dessa linha literária. A Física já descobriu quase tudo que precisa, no processo da expansão do universo onde vivemos, dentro do Universo Infinito, desde essa “explosão”. Antes dela, nada sabe. A realidade física deve, de agora em diante, aceitar que nunca houve uma explosão criadora, mas uma evolução da consciência cósmica desde sua estrutura meramente geométrica (uma infinidade de pontos justapostos no espaço infinito) a se estruturar em figuras geométricas, por uma força de atração (amor), em contínua evolução para formas mais complexas e volumosas, com massa crescente e velocidade decrescente, para realizar funções mais complexas, até que o fóton se formou e inundou o céu com radiação eletromagnética, sendo esta radiação assim criada, a que se mede e se considera hoje como radiação de fundo do chamado Big Bang. Neste ponto, temos de perguntar se o pequeno e novo universo que conhecemos ainda muito pouco e onde vivemos, com cerca de 13 bilhões de anos, é o Universo Infinito ou apenas um ser vivo dentro dele: um macróbio, talvez uma célula viva dentro de um Ser muito maior, como nosso corpo é muito maior que qualquer célula viva dentro dele. Aí, estaríamos habitando um planeta, a Terra, que seria como o satélite de um elétron (o Sol), em órbita do núcleo de um átomo (a Via Láctea), que, com outras galáxias, formaria uma molécula (a Astrofísica a chama de “Grande Muralha”) de uma macrocélula viva que seria resultante de uma mitose, na divisão de outra célula em duas, sendo então, essa separação responsável por uma explosão que também poderia explicar uma radiação de fundo que se mede, vinda de todos os lados. Com a reprodução e o crescimento dessas macrocélulas, seus “átomos”, isto é, suas galáxias se afastariam uma das outras e de um centro, seu núcleo celular, sendo uma delas a nossa Via Láctea.
Quarta conclusão: criadas todas as partículas da matéria que se organiza com átomos, a força de atração tomaria o nome de Gravidade, mas continuaria sendo ação de consciência (amor) em intensidade maior, responsável pela transformação de nuvens de hidrogênio em estrelas de hélio, das quais saíram os planetas com seus núcleos de massa estelar e uma superfície cada vez mais fria, com os componentes necessários à instalação da vida em contínua evolução dos corpos minerais, vegetais, animais e intelectuais, este com dois egos, sendo um neural, dentro do próprio cérebro e outro eterno, fora do corpo, religando-se a cada corpo após a morte do anterior e assim acumulando conhecimento em direção ao surgimento de uma nova espécie, mais evoluída, na Terra ou em outro planeta.
V
Nesse processo, neste momento, a Terra ainda está na sua juventude, mas superpovoada, mais uma vez em crise na sua superfície, onde a ignorância dos homens, ditos intelectuais, se apresenta nas mais diversas posições, numa escala de consciência. Já se sabe que a Terra sofre impactos de meteoros, tem uma atividade vulcânica e uma mobilidade de placas tectônicas, entre muitos outros fatores que podem provocar o fim do mundo. No seu movimento em volta do Sol, a Terra é por este arrastada na sua órbita em torno do núcleo galáctico, o que significa que passa periodicamente por regiões diferentes do espaço cósmico, algumas tranquilas, outras agressivas. Há ainda a considerar a precessão dos equinócios, com o eixo do planeta a fazer um movimento de pião que se completa em quase 25 mil anos, formando 12 eras de cerca de 2.150 anos. Este é o exato momento dessa mudança de era, da de Peixes para a de Aquarius. Por tudo isso, é possível que à luz da Astrofísica, estejamos chegando a mais um fim de mundo. Parece que o último aconteceu com uma Idade do Gelo, ao fim do qual teria havido o degelo que elevou o nível das águas, na Terra, em 70 metros, abrindo passagem do oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo, destruindo a Atlântida e outras grandes civilizações, numa ocorrência que entrou na Bíblia como o Dilúvio Universal. As águas subiram tanto, que os povos remanescentes encontraram apenas os topos das montanhas como ilhas, nas quais construíram as cidades de pedra que nos espanta pela alta tecnologia das suas juntas perfeitas entre blocos enormes. Sobre isso, pode-se ler texto anterior neste blog. Ao longo dos últimos 54 anos, consegui criar uma estrutura cosmológica que se baseia na evolução da complexidade das estruturas de consciência que são eternas. Assim, no campo da Psíquica, as quantidades de consciência que podemos considerar como EGOS teriam de evoluir até os átomos, mantendo-se eternos, no espaço cósmico. O Universo Material, formado por átomos – elétrons girando em torno de núcleos – surgiu das estruturas de consciência cada vez mais complexas, que se manifestam, assim, em solidez ilusória, como corpos materiais, que evoluem desde os minerais até os intelectuais, cujo cérebro tem um ego consciente neural que se desestrutura com a morte do corpo. A morte que é a interrupção da vida. Os seres vivos, contudo, têm duas estruturas de consciência paralelas, com evoluções independentes, que chegam ao homem com um cérebro que alterna períodos de consciência (acordado) e de inconsciência (dormindo), como ocorre com os nossos computadores, ora ligados, ora desligados. Os estudos, pesquisas e experiências que fiz, me conduziram a uma pergunta fundamental: por que precisamos dormir, sem o que não sobrevivemos? A alternância dos estados de consciência e inconsciência neurais, parte dos estádios de complexidade da consciência universal, implica num processo de ligar e desligar permanente e assim, de religação, que criou a palavra “religião”. Num determinado momento de sua evolução, o homem se perdeu e esqueceu que seu verdadeiro ego é o eterno, psíquico, que se religa e manifesta em sucessivos corpos de carne e osso, que tem um cérebro onde guarda os dados de sua observação e suas experiências e os processa para evoluir em consciência e criar novas espécies.
Quinta conclusão: os maias criaram um calendário até o fim de um ciclo – e não o fim do mundo – que determina o surgimento de um ser mais evoluído que o intelectual, na Terra. Assim como o intelectual não acabou com o animal e este não extinguiu o vegetal nem o mineral, este novo ser conviverá, em minoria, com o homem. Não foi, não é e não será compreendido e pode ser admoestado por este. Há dois mil anos, já tivemos a presença de um deles a se manifestar abertamente para revelar o Reino de Deus, que é o reino desses seres iluminados que atingem a plena consciência cósmica e têm a visão e o domínio da realidade e da atualidade cósmicas. Até hoje, os homens não compreenderam sua boa notícia e a têm subvertido, disso resultando muitos ângulos de visão, muitas interpretações de um mesmo fenômeno, confusão, orgia. Isto, no entanto, é outro assunto. Neste momento, devemos nos concentrar no fato de que 2012 entrará na história como o Ano da Revelação, na passagem de Peixes para Aquários. É o ano do Apocalipse, palavra grega que significa Revelação e só é o fim de uma coisa: a ignorância. Não há motivo para medo, pois somos todos eternos e após um degrau, há sempre outro, mais elevado... para quem vai na direção certa.
Adinoel Motta Maia²
___________________________________
¹ A trilogia NORTADA é constituída pelos romances “A Cruz dos Mares do Mundo” (nas livrarias a partir de março/2012), “A Noite dos Livros do Mundo” (em julho/2012) e “A Trilha dos Santos do Mundo (em 21 de dezembro de 2012). Com apêndices que fundamentam a narrativa ficcional, os três livros são independentes, mas no seu conjunto fazem o encontro da Física com a Psíquica, para revelar o Universo desde o Nada até as mais complexas estruturas de consciência, contidas nas duas fórmulas de Newton (e = vt * f = mv²) que o autor chama de “Equações de Deus”. Para outras notícias sobre sua teoria deve-se entrar no blog: http://adinoel-blogart.blogspot.com .
² Adinoel Motta Maia (74 anos) é engenheiro civil, professor e pesquisador aposentado da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”; autor de uma cosmologia (Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus), três livros históricos (A Era Ford, Yacht Clube da Bahia 60 Anos e Yacht 75 Anos), um romance policial de mistério (Morte na Politécnica), um romance de aventura (O Alienígena Intratelúrico), duas centenas de contos em revistas e jornais e quase mil textos diversos no Jornal da Bahia, em A Tarde e na Tribuna da Bahia. Está lançando agora os fundamentos da disciplina científica Psíquica. Foi Diretor do Serviço Aeroviário da Secretaria dos Transportes e Comunicações do Estado da Bahia, engenheiro de projeto geométrico de estradas e aeroportos, consultor de planejamento de obras e coordenador de projetos diversos em diversas empresas e entidades. Suas experiências místicas começaram com sua filiação à Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz na segunda metade do século XX, da qual se desligou para continuar com independência suas pesquisas em toda a Europa Ocidental (notadamente em Portugal, Espanha e Alemanha, fazendo a pé e sozinho o Caminho de Santiago em 2004) e na Ásia (notadamente em Istambul, Ankara e Éfeso) para escrever sua trilogia. Na Bíblia, dedicou-se mais ao estudo do Evangelho de São João e ao Livro do Apocalipse, escrito por João, o Presbítero. Leu e anotou dados em dezenas de obras consultadas em toda a sua vida, devidamente processados por seus neurônios, gerando novas idéias e estruturas reveladoras.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
2012: O FIM DA IGNORÂNCIA SOBRE O REINO DE DEUS
Podemos e devemos estudar e pesquisar para revelar para todo o mundo, qual foi a boa notícia que Jesus, o Nazareno, trouxe aos homens, para nos salvar da ignorância que mata não apenas o corpo físico, mas também o ego psíquico. Temos de fazer isto logo, porque não há tempo a perder. A população da Terra aumenta estupidamente e esse processo que poderá destruir mais uma vez quase toda a humanidade -já aconteceu antes -só pode ser barrado com a luz da informação que acaba com as trevas da ignorância.
Está ficando muito evidente que os famigerados objetos aéreos não identificados, também vulgarmente conhecidos como "discos voadores", surgidos após a segunda guerra mundial, não são nem nunca foram naves vindas de fora da Terra. Depois de muitos anos de estudo, pesquisa e análise, publiquei artigo nos anos 70, no Jornal da Bahia, no qual ficou demonstrado que fora montado um teatro nos Estados Unidos para esconder pesquisas ali realizadas com naves projetadas pelos técnicos/cientistas importados da Alemanha de Hitler, e que apareciam sobretudo nos céus daquele país, onde foram vistas por muita gente que as denominaram de "pires voadores".
Muitos anos após esse meu artigo, matérias de mídia impressa e de televisão têm divulgado com fotos e filmes essa verdade, depois que algumas de tais naves tornaram-se visíveis no cotidiano das atividades militares norte-americanas. Ainda assim, os chamados "caçadores de ovnis" - já não se fala muito em "ufólogos" - insistem na crença da existência de seres extratelúricos em visita aos humanos da Terra, principalmente com propósitos reprodutivos e cada vez mais mergulhados no passado anterior à nossa História, considerando as pesquisas arqueológicas que provam a existência de elevada tecnologia em ruinas e objetos desenterrados, até mais avançada do que a nossa, atual, partindo da premissa de que não poderiam ser de seres humanos, que nesse passado, teriam de ser primitivos.
Essa proposta lançada pelo especulador Erich von Daniken ("Eram os Deuses Astronautas?") há quase meio século, provocou uma onda amadorista de prospecção arqueológica em todo o mundo, logo seguida de arqueologia profissional, que caminha celeremente para provar que a Terra já teve uma civilização mais avançada do que a nossa, atual, quando se tinha aeronáutica e astronáutica - como as temos hoje - e uma medicina avançada, não só na Ásia, como na África e nas Américas, até que o gelo nórdico desceu para o hemisfério Sul e destruiu tudo, por milênios, salvando-se apenas os que conseguiram escapar para uns poucos lugares não atingidos, alguns deles subterrâneos. Enquanto Daniken ainda defende na televisão sua proposta de visitantes extraterrestres que vieram para cá, os verdadeiros cientistas estão namorando a idéia de que foram os homens da Terra que sairam para a Lua e os planetas do Sistema Solar, antes da última Idade do Gelo. Os sobreviventes daquele "fim do mundo", terminada esta, seriam os que ocuparam a superfície para criar novas civilizações, como a olmeca, a maia, a asteca, a egípcia, a grega e a romana, entre outras, também na Ásia, todas, hoje, pesquisadas com trabalhos arqueológicos que escavaram amplamente para encontrar ruínas e objetos que despertam especulações também sobre extraterrestres.
As velocidades necessárias para se navegar no espaço cósmico entre as estrelas não podem ser atingidas por quaisquer naves, pois estas teriam de contrariar todas as leis naturais e sair do domínio da Física, isto é, da realidade. Velocidades acima daquela que dizemos ser a da luz só são possíveis para estruturas de consciência menos complexas que as da matéria. Por outro lado, estruturas materiais como a do corpo humano ou de outros seres vivos são impróprias e inadequadas à sobrevivência no espaço cósmico. Poderemos, algum dia, navegar com muito esforço e sacrifício pelo nosso "quintal" - dentro do sistema solar - mas nunca além disso, com algum senso de obter qualquer benefício.
Assim, resta-nos viajar pelas estrelas sem as limitações da matéria, o que vale dizer, montados em estruturas de consciência da energia, não conversíveis em matéria. Na atualidade, já há quem o faça. São seres mais evoluídos que os intelectuais, cujos egos se ligam a corpos materiais na Terra, como nós nos ligamos aos nossos computadores. Nós poderemos ser, no futuro, um desses seres, graças à evolução do ego de cada indivíduo, que começou com as espécies minerais, depois as vegetais, as animais e até onde já vivemos, as intelectuais. Passaremos, em sequência, às que ainda não têm nome para nós, mas poderiam constituir os egos que poderiamos considerar "iluminados", "anjos", "santos", "avatares", "deuses", entre outros. Egos que não precisam mais de corpos aos quais se ligar, para sofrer as experiências necessárias à sua evolução, justamente porque chegaram ao topo dela.
Viveriam esses seres no "reino de deus". Assim como uma formiga que passeia pelo asfalto de nossa cidade não tem consciência suficiente para imaginar o que é esta, seja ela Salvador ou Paris; nenhum de nós tem consciência suficiente para imaginar o que é o corpo do deus (universo finito formado por células cujos átomos são as galáxias que conhecemos), dentro do Deus (universo infinito).
Podemos agora esclarecer o caput deste texto, dizendo que, se um de nós, como ego eterno, que se liga a egos neurais em corpos materiais, quiser mostrar nossa cidade a uma formiga, de modo que ela a veja e compreenda, terá que ligar o próprio ego ao ego do corpo material dessa formiga no seu nascimento, assim se tornando uma formiga capaz de se comunicar com as outras, num formigueiro, esperando não ser mal compreendido e morto por estas. Claro, nenhum de nós já aprendeu como se faz isso, com o processamento neural de nosso cérebro, mas é possível que o ego eterno de quem vive no "reino de deus" possa se ligar ao ego do cérebro de um homem, ao nascer este, assim se capacitando a conversar com todos os homens e mostrar a eles o que é o reino de "deus", ao tempo em que os orienta para evitar que toda a humanidade desapareça com uma futura Idade do Gelo.
Teria sido isso o que Jesus foi e fez? Um ser humano que, ao nascer, teve o seu ego neural ligado ao ego eterno de um ser mais evoluído que o intelectual, vivendo no "reino de deus"? Assim, como um homem, ligado a este e falando a todos os outros de uma comunidade, ele teria trazido a boa notícia de que o processo da evolução que trouxe cada um de nós, por milênios, desde o mineral até o intelectual, também nos levaria ao reino dos iluminados, isto é, dos anjos, dos santos e dos deuses, não mais precisando voltar a este mundo de experiências e sofrimentos, como matéria.
Assim nos salvaria, aos que O seguissem, do inferno da Terra, para onde voltam todos os egos inferiores, propondo-nos atingir o mais elevado grau da evolução individual.
Num pequeno texto como este, que pode ser considerado apenas como uma notícia, não há como ser científico e nem mesmo filosófico. Neste ano de 2012, estará publicada toda a minha trilogia "Nortada", que colocará este assunto em 1000 páginas. O primeiro livro - "A Cruz dos Mares do Mundo" - já está chegando às boas livrarias. O segundo - "A Noite dos Livros do Mundo" - chegará em julho. O terceiro - "A Trilha dos Santos do Mundo" - chegará exatamente em 21.12.12 (21 de dezembro de 2012), uma bela data para fechar o conjunto, que é resultado de exatos 54 anos de estudo, pesquisa, viagens e análise, com fundamentos científicos e o lançamento da Psíquica, sem a qual a Física é apenas uma ilusão.
Quem fizer uma visita mensal a este blog, terá subsídios valiosos nesse processo. Ao fim de tudo, que será apenas do ano de 2012, os que não gostarem poderão me crucificar. Já terei cumprido minha missão, dada por mim mesmo, pelo meu ego, sem culpa de mais ninguém.
Está ficando muito evidente que os famigerados objetos aéreos não identificados, também vulgarmente conhecidos como "discos voadores", surgidos após a segunda guerra mundial, não são nem nunca foram naves vindas de fora da Terra. Depois de muitos anos de estudo, pesquisa e análise, publiquei artigo nos anos 70, no Jornal da Bahia, no qual ficou demonstrado que fora montado um teatro nos Estados Unidos para esconder pesquisas ali realizadas com naves projetadas pelos técnicos/cientistas importados da Alemanha de Hitler, e que apareciam sobretudo nos céus daquele país, onde foram vistas por muita gente que as denominaram de "pires voadores".
Muitos anos após esse meu artigo, matérias de mídia impressa e de televisão têm divulgado com fotos e filmes essa verdade, depois que algumas de tais naves tornaram-se visíveis no cotidiano das atividades militares norte-americanas. Ainda assim, os chamados "caçadores de ovnis" - já não se fala muito em "ufólogos" - insistem na crença da existência de seres extratelúricos em visita aos humanos da Terra, principalmente com propósitos reprodutivos e cada vez mais mergulhados no passado anterior à nossa História, considerando as pesquisas arqueológicas que provam a existência de elevada tecnologia em ruinas e objetos desenterrados, até mais avançada do que a nossa, atual, partindo da premissa de que não poderiam ser de seres humanos, que nesse passado, teriam de ser primitivos.
Essa proposta lançada pelo especulador Erich von Daniken ("Eram os Deuses Astronautas?") há quase meio século, provocou uma onda amadorista de prospecção arqueológica em todo o mundo, logo seguida de arqueologia profissional, que caminha celeremente para provar que a Terra já teve uma civilização mais avançada do que a nossa, atual, quando se tinha aeronáutica e astronáutica - como as temos hoje - e uma medicina avançada, não só na Ásia, como na África e nas Américas, até que o gelo nórdico desceu para o hemisfério Sul e destruiu tudo, por milênios, salvando-se apenas os que conseguiram escapar para uns poucos lugares não atingidos, alguns deles subterrâneos. Enquanto Daniken ainda defende na televisão sua proposta de visitantes extraterrestres que vieram para cá, os verdadeiros cientistas estão namorando a idéia de que foram os homens da Terra que sairam para a Lua e os planetas do Sistema Solar, antes da última Idade do Gelo. Os sobreviventes daquele "fim do mundo", terminada esta, seriam os que ocuparam a superfície para criar novas civilizações, como a olmeca, a maia, a asteca, a egípcia, a grega e a romana, entre outras, também na Ásia, todas, hoje, pesquisadas com trabalhos arqueológicos que escavaram amplamente para encontrar ruínas e objetos que despertam especulações também sobre extraterrestres.
As velocidades necessárias para se navegar no espaço cósmico entre as estrelas não podem ser atingidas por quaisquer naves, pois estas teriam de contrariar todas as leis naturais e sair do domínio da Física, isto é, da realidade. Velocidades acima daquela que dizemos ser a da luz só são possíveis para estruturas de consciência menos complexas que as da matéria. Por outro lado, estruturas materiais como a do corpo humano ou de outros seres vivos são impróprias e inadequadas à sobrevivência no espaço cósmico. Poderemos, algum dia, navegar com muito esforço e sacrifício pelo nosso "quintal" - dentro do sistema solar - mas nunca além disso, com algum senso de obter qualquer benefício.
Assim, resta-nos viajar pelas estrelas sem as limitações da matéria, o que vale dizer, montados em estruturas de consciência da energia, não conversíveis em matéria. Na atualidade, já há quem o faça. São seres mais evoluídos que os intelectuais, cujos egos se ligam a corpos materiais na Terra, como nós nos ligamos aos nossos computadores. Nós poderemos ser, no futuro, um desses seres, graças à evolução do ego de cada indivíduo, que começou com as espécies minerais, depois as vegetais, as animais e até onde já vivemos, as intelectuais. Passaremos, em sequência, às que ainda não têm nome para nós, mas poderiam constituir os egos que poderiamos considerar "iluminados", "anjos", "santos", "avatares", "deuses", entre outros. Egos que não precisam mais de corpos aos quais se ligar, para sofrer as experiências necessárias à sua evolução, justamente porque chegaram ao topo dela.
Viveriam esses seres no "reino de deus". Assim como uma formiga que passeia pelo asfalto de nossa cidade não tem consciência suficiente para imaginar o que é esta, seja ela Salvador ou Paris; nenhum de nós tem consciência suficiente para imaginar o que é o corpo do deus (universo finito formado por células cujos átomos são as galáxias que conhecemos), dentro do Deus (universo infinito).
Podemos agora esclarecer o caput deste texto, dizendo que, se um de nós, como ego eterno, que se liga a egos neurais em corpos materiais, quiser mostrar nossa cidade a uma formiga, de modo que ela a veja e compreenda, terá que ligar o próprio ego ao ego do corpo material dessa formiga no seu nascimento, assim se tornando uma formiga capaz de se comunicar com as outras, num formigueiro, esperando não ser mal compreendido e morto por estas. Claro, nenhum de nós já aprendeu como se faz isso, com o processamento neural de nosso cérebro, mas é possível que o ego eterno de quem vive no "reino de deus" possa se ligar ao ego do cérebro de um homem, ao nascer este, assim se capacitando a conversar com todos os homens e mostrar a eles o que é o reino de "deus", ao tempo em que os orienta para evitar que toda a humanidade desapareça com uma futura Idade do Gelo.
Teria sido isso o que Jesus foi e fez? Um ser humano que, ao nascer, teve o seu ego neural ligado ao ego eterno de um ser mais evoluído que o intelectual, vivendo no "reino de deus"? Assim, como um homem, ligado a este e falando a todos os outros de uma comunidade, ele teria trazido a boa notícia de que o processo da evolução que trouxe cada um de nós, por milênios, desde o mineral até o intelectual, também nos levaria ao reino dos iluminados, isto é, dos anjos, dos santos e dos deuses, não mais precisando voltar a este mundo de experiências e sofrimentos, como matéria.
Assim nos salvaria, aos que O seguissem, do inferno da Terra, para onde voltam todos os egos inferiores, propondo-nos atingir o mais elevado grau da evolução individual.
Num pequeno texto como este, que pode ser considerado apenas como uma notícia, não há como ser científico e nem mesmo filosófico. Neste ano de 2012, estará publicada toda a minha trilogia "Nortada", que colocará este assunto em 1000 páginas. O primeiro livro - "A Cruz dos Mares do Mundo" - já está chegando às boas livrarias. O segundo - "A Noite dos Livros do Mundo" - chegará em julho. O terceiro - "A Trilha dos Santos do Mundo" - chegará exatamente em 21.12.12 (21 de dezembro de 2012), uma bela data para fechar o conjunto, que é resultado de exatos 54 anos de estudo, pesquisa, viagens e análise, com fundamentos científicos e o lançamento da Psíquica, sem a qual a Física é apenas uma ilusão.
Quem fizer uma visita mensal a este blog, terá subsídios valiosos nesse processo. Ao fim de tudo, que será apenas do ano de 2012, os que não gostarem poderão me crucificar. Já terei cumprido minha missão, dada por mim mesmo, pelo meu ego, sem culpa de mais ninguém.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O ERRO DE STEPHEN HAWKING
Chegou a hora da colheita. O fruto maduro, que pode ser doce ou amargo, deve ser retirado da árvore, antes de ser bicado pelos passarinhos e para que não apodreça e caia no chão, alimentando apenas os microrganismos do solo. Há um momento, na pesquisa, no qual não há opção: seu resultado deve ser anunciado, custe o que custar, doa em quem doer.
Sem genialidade, mas com muita paciência, dedicando uma vida inteira a observação, experiência, estudo e análise crítica de resultados, jogando muita coisa fora e guardando apenas as peças que preenchem os vazios do quebra-cabeças, posso dizer que cheguei, em 2011, ao quadro completo do que Albert Einstein entendeu ser a unificação dos campos gravitacional, eletromagnético e quântico e Stephen Hawking ainda persegue como sua teoria unificada do universo, ambos sem sucesso. Antes destes, Isaac Newton, René Descartes, Galileo Galilei, entre outros, fizeram esforços gigantescos no mesmo sentido. Seguiram todos, o rastro de Alguém que há dois mil anos se propôs revelar o que é o Reino de Deus e foi interpretado como aspirante a Rei dos Judeus.
Antes de tudo, recomendo ao visitante deste blog ler os quatro comunicados ao mundo da Ciência, aqui publicados em 25 de julho, 22 de agosto, 25 de agosto e 30 de setembro deste ano, assim como o texto inserido do dia 7 deste mês de dezembro.
O maior físico do momento, o inglês Stephen Hawking, foi colocado na programação de Natal de 2011 do canal Discovery, para negar a existência de Deus. Embora esteja comprovado que o dia de Natal, que era o do solstício, dedicado ao Sol Invicto – deus dos romanos – não é o do nascimento de Jesus, parece-me uma provocação no mínimo deselegante, que isso tenha ocorrido nessa data.
Acontece que Hawking é um excelente físico, mas um cientista limitado e um péssimo filósofo, porque exclui da Ciência os fenômenos que ocorrem com velocidade superior à da luz. Como todos os físicos que comem no prato de Albert Einstein, ele acredita não haver coisa alguma além da energia e da matéria no espaço. Diz que energia e espaço foram criados no Big Bang e a matéria surgiu da energia, conforme a equação E=mC², derivada da equação f=mv², de Isaac Newton. Assim, o Universo seria só isso, criado pela explosão de um buraco negro que ocupava um espaço infinitesimal com uma massa infinita, quando o tempo era igual a zero. Argumenta ele: se o tempo é zero, não há tempo para haver uma causa ou um criador e assim o Big Bang foi uma explosão espontânea. Afirma ele que no tempo zero não havia nada, nem Deus, e assim, este não podia criar o Universo. Mas antes, tinha perguntado: “Foi Deus quem criou as leis quânticas que permitiram que o Big Bang ocorresse?”
Minha proposta é que se chame isto de “O Erro de Stephen Hawking”.
O INÍCIO DO ERRO: Hawking concebe a origem de tudo em um buraco negro com massa infinita em um espaço de tamanho infinitesimal, NADA MAIS HAVENDO EM VOLTA DISSO. Nem espaço...! Segundo ele, o espaço infinito teria sido criado pela explosão do buraco negro, com massa infinita que se espalhou pelo espaço assim criado.
Está claro, que ele só considera espaço, o espaço ocupado por energia e/ou matéria. Assim, em volta do buraco negro infinitesimal, havia o NADA, o VAZIO, sem ESPAÇO. É inacreditável que a mente privilegiada de Hawking não admita o ESPAÇO VAZIO em torno do seu buraco negro. Onde está a sua matemática, com toda a geometria, que enche um conjunto vazio infinito com uma infinidade de posições em três direções ortogonais? Pontos tão próximos um do outro que, se fossem mais próximos seriam um só, separados por intervalos infinitesimais tão pequenos que se fossem menores seriam nulos. Excelente físico e mau cientista.
É evidente que em cada ponto existe a consciência de sua posição, pois se essa consciência não existisse, não existiria a posição e nem o ponto. É indubitável, que O ESPAÇO É CONSCIÊNCIA, ainda que esse espaço seja vazio.
CONTINUAÇÃO DO ERRO: QUEM CRIOU E COMO FOI CRIADA A MASSA INFINITA QUE ESTAVA NO BURACO NEGRO DE DIMENSÃO INFINITESIMAL? COMO ELA FOI PARAR NO BURACO NEGRO?
Evidentemente, para criar essa massa e colocá-la no buraco negro, seria necessário um tempo maior do que zero e assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero.
MAIS ERRO: Pela fórmula de Newton f=mv² , quando o tempo é zero, a massa é zero, como já demonstrei num dos textos acima citados, mas Hawking concebe um espaço zero com um tempo zero (até aí tudo bem), COM MASSA INFINITA!!!!
É necessário deixar claro, que, quando se fala em espaço zero, isto significa o espaço de um ponto, que é posição, mas não tem dimensão qualquer, nem mesmo infinitesimal. Se há uma dimensão qualquer, infinitesimal, o espaço não é zero. Assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero, como afirma Hawking, mas em sequencia, num tempo com duração infinitesimal.
Erros de Einstein, de Hawking; conceitos forçados como o de "singularidade"; são sinais muito claros de que há fundações fracas no edifício da Física, como está sendo erguido. Houve um forte desvio de prumo dela, no século XX. Se o Bóson de Higgs não for encontrado, com todo o dinheirão que se gasta para isso, 2012 certamente não será o ano do fim do mundo, mas poderá ser o fim de como o vemos.
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É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Sem genialidade, mas com muita paciência, dedicando uma vida inteira a observação, experiência, estudo e análise crítica de resultados, jogando muita coisa fora e guardando apenas as peças que preenchem os vazios do quebra-cabeças, posso dizer que cheguei, em 2011, ao quadro completo do que Albert Einstein entendeu ser a unificação dos campos gravitacional, eletromagnético e quântico e Stephen Hawking ainda persegue como sua teoria unificada do universo, ambos sem sucesso. Antes destes, Isaac Newton, René Descartes, Galileo Galilei, entre outros, fizeram esforços gigantescos no mesmo sentido. Seguiram todos, o rastro de Alguém que há dois mil anos se propôs revelar o que é o Reino de Deus e foi interpretado como aspirante a Rei dos Judeus.
Antes de tudo, recomendo ao visitante deste blog ler os quatro comunicados ao mundo da Ciência, aqui publicados em 25 de julho, 22 de agosto, 25 de agosto e 30 de setembro deste ano, assim como o texto inserido do dia 7 deste mês de dezembro.
O maior físico do momento, o inglês Stephen Hawking, foi colocado na programação de Natal de 2011 do canal Discovery, para negar a existência de Deus. Embora esteja comprovado que o dia de Natal, que era o do solstício, dedicado ao Sol Invicto – deus dos romanos – não é o do nascimento de Jesus, parece-me uma provocação no mínimo deselegante, que isso tenha ocorrido nessa data.
Acontece que Hawking é um excelente físico, mas um cientista limitado e um péssimo filósofo, porque exclui da Ciência os fenômenos que ocorrem com velocidade superior à da luz. Como todos os físicos que comem no prato de Albert Einstein, ele acredita não haver coisa alguma além da energia e da matéria no espaço. Diz que energia e espaço foram criados no Big Bang e a matéria surgiu da energia, conforme a equação E=mC², derivada da equação f=mv², de Isaac Newton. Assim, o Universo seria só isso, criado pela explosão de um buraco negro que ocupava um espaço infinitesimal com uma massa infinita, quando o tempo era igual a zero. Argumenta ele: se o tempo é zero, não há tempo para haver uma causa ou um criador e assim o Big Bang foi uma explosão espontânea. Afirma ele que no tempo zero não havia nada, nem Deus, e assim, este não podia criar o Universo. Mas antes, tinha perguntado: “Foi Deus quem criou as leis quânticas que permitiram que o Big Bang ocorresse?”
Minha proposta é que se chame isto de “O Erro de Stephen Hawking”.
O INÍCIO DO ERRO: Hawking concebe a origem de tudo em um buraco negro com massa infinita em um espaço de tamanho infinitesimal, NADA MAIS HAVENDO EM VOLTA DISSO. Nem espaço...! Segundo ele, o espaço infinito teria sido criado pela explosão do buraco negro, com massa infinita que se espalhou pelo espaço assim criado.
Está claro, que ele só considera espaço, o espaço ocupado por energia e/ou matéria. Assim, em volta do buraco negro infinitesimal, havia o NADA, o VAZIO, sem ESPAÇO. É inacreditável que a mente privilegiada de Hawking não admita o ESPAÇO VAZIO em torno do seu buraco negro. Onde está a sua matemática, com toda a geometria, que enche um conjunto vazio infinito com uma infinidade de posições em três direções ortogonais? Pontos tão próximos um do outro que, se fossem mais próximos seriam um só, separados por intervalos infinitesimais tão pequenos que se fossem menores seriam nulos. Excelente físico e mau cientista.
É evidente que em cada ponto existe a consciência de sua posição, pois se essa consciência não existisse, não existiria a posição e nem o ponto. É indubitável, que O ESPAÇO É CONSCIÊNCIA, ainda que esse espaço seja vazio.
CONTINUAÇÃO DO ERRO: QUEM CRIOU E COMO FOI CRIADA A MASSA INFINITA QUE ESTAVA NO BURACO NEGRO DE DIMENSÃO INFINITESIMAL? COMO ELA FOI PARAR NO BURACO NEGRO?
Evidentemente, para criar essa massa e colocá-la no buraco negro, seria necessário um tempo maior do que zero e assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero.
MAIS ERRO: Pela fórmula de Newton f=mv² , quando o tempo é zero, a massa é zero, como já demonstrei num dos textos acima citados, mas Hawking concebe um espaço zero com um tempo zero (até aí tudo bem), COM MASSA INFINITA!!!!
É necessário deixar claro, que, quando se fala em espaço zero, isto significa o espaço de um ponto, que é posição, mas não tem dimensão qualquer, nem mesmo infinitesimal. Se há uma dimensão qualquer, infinitesimal, o espaço não é zero. Assim, o Big Bang não teria ocorrido no tempo zero, como afirma Hawking, mas em sequencia, num tempo com duração infinitesimal.
Erros de Einstein, de Hawking; conceitos forçados como o de "singularidade"; são sinais muito claros de que há fundações fracas no edifício da Física, como está sendo erguido. Houve um forte desvio de prumo dela, no século XX. Se o Bóson de Higgs não for encontrado, com todo o dinheirão que se gasta para isso, 2012 certamente não será o ano do fim do mundo, mas poderá ser o fim de como o vemos.
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É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Adinoel Motta Maia
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O PAI DA AEROSTÁTICA: BARTHOLOMEU LOURENÇO DE GUSMÃO
Este BLOG tem por objetivo Arquivar e Registrar Textos (BLOGART) de nossa lavra, resultantes de nossos estudos e pesquisas. Hoje, fazemos o registro do texto pronunciado em 2009, mas também, nesta data do aniversário de Bartholomeu Lourenço de Gusmão, o do título de PAI DA AEROSTÁTICA, que estamos lhe dando aqui e agora, por mérito irrecusável.
Em 2009, chegamos à conclusão de que o luso-brasileiro (nascido em 1685, em Santos, São Paulo) Bartholomeu Lourenço de Gusmão, ao observar fenômenos naturais e sob a orientação de seus professores jesuítas do Seminário de Belém da Cachoeira, na Bahia, descobriu que poderia fazer o transporte vertical ascendente, de água, sem limite de altura, utilizando o processo da destilação, até então só conhecido para fazer a separação de líquidos com pontos de evaporação diferentes. Assim são formadas as nuvens, com vapor dágua a subir, com liquefação posterior e precipitação em chuva.
Podemos imaginar o jovem adolescente a ver no fogão da cozinha do seminário, a água a ferver numa panela, fazendo sua tampa elevar-se e observando as gotas dágua, nela. Deve ter verificado que, retirada a tampa, essas gotas se precipitavam no chão. Até para uma criança, era evidente que captando-se a água em um riacho e levando-se ela para uma fogueira, seu vapor poderia subir por um cano, mantendo-se elevada a temperatura por fora desse cano apoiado no solo, com fogueiras intermediárias, até o tanque, no teto do seminário, deixando as gotas ali se precipitarem para dentro da caixa de água, de onde se distribuiria esta por outros canos até as torneiras dentro do prédio.
Levei, então, esta conclusão para uma conferência que pronunciei na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16 de outubro de 2009. Registro, hoje, aqui neste blog, com a data de sua publicação, este texto, conforme abaixo se lê. Essa conferência provocou uma expedição realizada em 17 de dezembro do mesmo ano, a Belém da Cachoeira, para levantamento topográfico plani-altimétrico da área em que teria sido montado na terra íngreme, o referido cano. Com a parceria do Prof. Artur Caldas Brandão, também da Politécnica, que instalou os aparelhos topográficos, fez as devidas leituras e os cálculos, e lançou os resultados em carta, estamos agora em condições de anunciar e o faremos em artigo por ambos assinado, situando a obra no terreno e confirmando o seu segredo, revelado em 2009., conforme se lê abaixo.
CONFERÊNCIA PROFERIDA NO DIA 16 DE OUTUBRO DE 2009, ABRINDO A III SEMANA DE AVIAÇÃO, ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA, NA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, PELO PROF. ADINOEL MOTTA MAIA, NAS COMEMORAÇÕES PELO TRICENTENÁRIO DO AERÓSTATO.
Bartholomeu Lourenço de Gusmão – 1º Cientista das Américas
(a revelação do segredo de sua tecnologia aerostática)
Entre as palestras que já fizemos e ainda faremos neste ano do tricentenário do aeróstato, esta nos parece a mais importante, pela sua contribuição com uma proposta nova, razão porque solicitamos ao Prof. Artur Caldas Brandão, Chefe do Departamento dos Transportes da Escola Politécnica e coordenador deste evento, trazer outros professores de matérias correlatas ao que aqui será revelado para um debate que esperamos se prolongue, até a solução do mistério que há três séculos se mantém, no que se refere à tecnologia empregada pelo jovem seminarista Bartholomeu Lourenço ao realizar os seus dois primeiros inventos.
A verdade é que, até o mês de junho passado, quando entregamos um artigo sobre este tricentenário ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, para a sua revista, fazíamos coro com todos os demais pesquisadores dedicados à vida e obra do Bartholomeu Lourenço de Gusmão, em dois pontos principais: 1) seu primeiro invento teria sido um aparelho capaz de bombear água de um rio para um seminário no topo de um morro, cem metros acima, em Belém da Cachoeira, invento esse cujo privilégio foi concedido pela Câmara da Bahia em 1705; 2) seu segundo invento seria um outro aparelho capaz de elevar-se na atmosfera em Lisboa, cujo privilégio foi concedido pelo Rei D. João V de Portugal, em 1709.
O maior biógrafo desse inventor, o Prof. Eng. Affonso de Escragnolle Taunay, tinha conquistado a cátedra na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo nos anos 30 do século XX com uma tese que provava ser ele o primeiro cientista das Américas, graças sobretudo, a essas duas invenções, comprovadas por importantes documentos fornecidos por conceituadas testemunhas, mas no seu livro definitivo, de 1942, Bartholomeu de Gusmão – O Inventor do Aeróstato (Editora Leia - SP), já punha em dúvida e praticamente recusava a idéia de que o tal aparelho elevatório de água fosse um carneiro hidráulico ou outra bomba qualquer, como se costuma dizer e publicar até hoje, introduzindo, assim, mais que uma dúvida a aumentar o mistério acima referido.
Já sabem todos que Bartholomeu Lourenço nasceu em 1685 em Santos, Brasil, então território português, tendo sido levado provavelmente ainda aos 10 anos para o seminário jesuíta fundado pelo padre Alexandre de Gusmão em Belém da Cachoeira, na Bahia, onde teria realizado aqueles dois eventos. Sabem também que em 5 de agosto de 1709, aos 24 anos, já ordenado padre, fez subir 4 metros na Sala das Embaixadas da Casa das Índias, em Lisboa, um pequeno globo de papel com fonte ignea a provocar o aquecimento do ar no seu interior, demonstrando assim ter inventado o aeróstato, que mais tarde seria chamado de balão. Ainda sabem que vem sendo citado erradamente até nas enciclopédias mais importantes como tendo voado numa aeronave chamada Passarola, o que lhe gerou o apelido de “Padre Voador”. Finalmente, sabem de sua morte terrível em Toledo, Espanha, em 1724, em fuga de Portugal, onde o queriam preso e provavelmente morto, por motivos ainda não esclarecidos, mas tais que o teriam levado a queimar os seus papéis, em seu quarto, antes de partir, mergulhando assim nas trevas todos os episódios de sua vida e todos os documentos da sua obra, restando apenas o que estava em poder de outros, tais como os seus pedidos de privilégio, pelos seus inventos; alguns sermões publicados e registros de escolas onde estudou; além daquilo que foi escrito sobre ele por seus contemporâneos.
Neste pronunciamento, diferentemente dos anteriores acima já referidos, não nos deteremos nos detalhes dessa vida e obra, das mais ricas e paradoxalmente, das mais desconhecidas, mergulhadas em mistérios e maldições. Trouxe para a escola dos engenheiros o desafio da revelação do que poderemos chamar de “o segredo de Bartholomeu”.
Assim, vamos diretamente ao seu pedido de privilégio, feito à Câmara da Bahia em 1705, com o apoio de uma certidão fornecida pelo Reitor do Seminário de Belém da Cachoeira, o Padre Alexandre de Gusmão.
O que sabemos da sua petição é o que se encontra no “Termo de Veriação e Rezolução” da sessão de 12 de dezembro de 1705 na Câmara da Bahia, que a analisou e registrou nas folhas 250 (linhas 12 a 25) a 251v (linhas 1 a 5) do livro onde eram lavradas as decisões daquela Casa[2], conferindo-lhe o privilégio da sua alegada invenção no campo da hidráulica.
Termo de Veriação / eRezolução sobre huma peti- / cão do Seminarista Bartho- / lomeo Lourenço
Aos doze di/ - as do mez de Dezembro demil / setecentos ecinco annos, nesta / Cidade do Salvador Bahia de / todos os Santos nas Cazas da Ca- / Mara, estando em Meza de Ve- / riação oDoutor Juiz de Fora / Fernando Pereira de Vascon- / cellos, Veriadores, eProcurador a- / baixo assognados, tratarão sobem / commum despachando todas as pe- / tições, ediferirão atodos os requerimê- / tos, deque mandarão fazer este Ter- / mo que assignarão; eeu Manoel / Pessoa de Vasconcellos que oescrevi, / Enadita Veriação sendo vista hu- / ma petição de Bartolomeo Louren- / co emque propoem que elle commui- / (Fls. 250V) com muito particular cuida- / do digo particular estudo, eex- / periencia, que fez do Segre- / do defazer subir agoa, toda a / distancia ealtura aque sequi- / zer Levar, eque com effeito a fez / oSuplicante subir no Simina- / rio, digo Siminario de Belém / quatrocentos esecenta palmos / como mostrou por uma Certi- / dão que junta aSobredita peti- / ção offereceo, passada pelo mui- / to Reverendo Padre Alexandre / deGosmão, Reitor do dito Simi- / nario, eque com omesmo invento / sepodera fazer moer os Engenhos / deBeira mar com a agoa del- / lê, eaeste respeito todos os Enge- / nhos que tiveram Tanque, Fon- / te ou Rio, ainda que esteja em / parte muito inferior; epelo con- / seguinte trazer agoas para Cha- / farizes, eFontes para utilidade / econveniencia do Serviço dos Po- / vos, e grandeza desta Cidade, eas / (Fls.251) eassim, respeitando atão u- / til proposta, pedia, que desco- / brindo o Supplicante o Segredo / do dito invento, emsinando pa- / ra que sepossa usar delle, onão / podesse fazer nenhuma Pessoa / nem lograr asua utilidade, sê / pagar ao Supplicante quetro / centos milreis porcada Enge- / nho, ouobra que fizer naforma / sobredita, visto dever-selhe re- / munerar o trabalho de seus Estu- / dos; oque visto poreste Senado, e / considerando não rezultar nen- / hum prejuízo em se lhe admitir / adita proposta authori- / zada eapprovada pela Certidão / deque atraz se faz menção, Con- / sedemos Licença ao Suplican- / te paradar execução ao Sobredi- / to invento, com as condições que / (Fls. 251V) que propoem epede na sua / petição enenhuma pessoa de / qualquer qualidade que seja / poderá num por si, nem por ou- / trem usar do dito invento, sempa- / gar ao Supplicante o Donativo / que pede, premio tam merecido / ao seo trabalho, no caso que tenha / effeito, edetudo mandarão fazer / este Termo que assignarão; Eeu / Manoel Pessoa de Vasconcellos / Escrivão da Câmara oescrevi.
(As.) Pereira de Vasconcellos, Pa- / lhares, Franca, Aranha.
Chamamos a atenção de todos para os dados contidos no trecho por nós sombreado, onde se tem a declaração preliminar de se considerar o conhecimento do ali referido invento como um “segredo”, quer pelo suplicante, quer pelos membros da Câmara. Fica claro, na frase “descobrindo o suplicante o segredo do dito invento”, que Bartholomeu considerava seu invento nada mais que isso, um segredo, isto é, algo que só existia na sua cabeça e que fora por ele descoberto, talvez um processo, um método, uma técnica e não qualquer aparelho ou instrumento físico, que, uma vez exposto, poderia ser copiado, reproduzido. Está dito que ele chegou a tal segredo, “com muito particular estudo e experiência” e o mais importante, que aquele era um “segredo de fazer subir água a toda a distância e altura a que se quiser levar”, tendo ele feito, de fato, “subir (...) quatrocentos e sessenta palmos” (exatos 100,20 metros), podendo, no entanto, ser mais, sem limite, se assim fosse necessário. É dito em seguida que tudo isso era confirmado por certidão passada pelo Reitor do Seminário, anexada à petição.
Eis o teor dessa certidão:
“Certifico eu, P. Alexandre de Gusmão, da Companhia de Jesus, Reitor do Seminário de Belém, como é verdade que Bartolomeu Lourenço, seminarista que foi[3] do dito Seminário, fez com sua indústria subir a água de um brejo do dito Seminário, que fica sobre um monte, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, obra de grande admiração e utilidade para o dito seminário; a qual eu vi correr e todos os mais do dito Seminário, assim religiosos como Seminaristas. E por passar assim na verdade, e me ser pedida esta, a fiz, por mim assinada e selada com o selo de meu ofício. No mesmo Seminário de Belém, aos 18 de janeiro de 1706.[4]”
Sem perda de tempo, vamos aos fatos e números:
01. A confirmação de que Bartholomeu era seminarista, quando descobriu o segredo, o que significa, antes de 1701, quando foi demitido dali, com 15 anos, conforme registro da Companhia de Jesus.
02. A confirmação da altura, subindo a água, de um brejo para o seminário, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, pela indústria dele e de ninguém mais, fazendo obra de grande admiração.
03. A confirmação de que o reitor e os demais habitantes do seminário, religiosos e seminaristas, viram a água correr no prédio, levada pelo cano, encosta acima.
Por tudo isso, a conclusão é óbvia. O segredo não estava ligado a qualquer máquina, aparelho, instrumento, mas tão somente a estudo e experimentação com a realização de uma obra, que utilizou um único cano de cem metros apoiado na encosta do morro, entre o brejo (rio das Pitangas) e o seminário no topo desse morro.
Na busca desse segredo, tivemos um insight numa tarde de julho, preparando a palestra para ser proferida em 5 de agosto deste ano na igreja daquele seminário. Pensávamos no que poderia levar os neurônios de um adolescente, praticamente no meio do mato, estudando o que sabiam e transmitiam os jesuítas, a olhar os procedimentos cotidianos no seminário e a natureza à sua volta, que lhe revelasse como a água de um riacho ali represada poderia subir até as nuvens (ele disse até onde se quiser levar). Possivelmente já sabia da evaporação da água a formar nuvens e teria visto várias vezes a fervura dela sobre o fogão, em alguma panela, assim como as gotas depositadas na parte interna da tampa desta e o escapamento do vapor parecendo fumaça. Com tal insight, desenvolvemos uma idéia ainda puramente especulativa, mas nos pareceu que a hipótese merecia estudo: a de se fazer subir por um cano o vapor da água fervente, mantendo a temperatura elevada nesse cano até a altura em que se quisesse esfriar o vapor e deixá-lo liquefazer-se em gotas.
Isto não era novidade. Desde a antiguidade se destilou a água para separar líquidos de ponto de evaporação diferentes, fazendo-os justamente virar vapor e transportar este até um recipiente onde seria liquefeito.naturalmente. O que nunca fora feito e aí mora a invenção, foi usar esse processo unicamente para transportar água de baixo para cima, sem uso de qualquer mecanismo, apenas com uma obra, simplesmente por um cano hermeticamente fechado e devidamente aquecido para manter o vapor em seu interior a subir “a toda a distância e altura a que se quiser levar”.
Pareceu-nos ter encontrado o segredo de Bartholomeu e de imediato nos veio a idéia de que a descoberta, por ele, do vapor a subir o teria levado também ao ar quente que elevaria algo nele ou a contê-lo, como um saco (e por que não, um pequeno globo?).
Já sabíamos do padre jesuíta italiano Francesco Lana Terzi (1631-1687), que, em 1670, na Italia, concebera e publicara uma obra tratando de suas invenções, inclusive uma nave volante[5], ou seja, uma barca sustentada por esferas ocas, fazendo-se o vácuo nestas.
Teriam de ser metálicas e muito grandes (quase oito metros de diâmetro) para que o peso delas fosse menor do que o do volume de ar retirado do seu interior, o que tornava inviável essa idéia.
Essa obra escrita e publicada por um jesuíta deveria ser do conhecimento de padres educadores do seminário jesuíta em qualquer lugar do mundo, pois Lana era famoso no século XVII[6].
A verdade é que o desenho da Passarola, atribuído a Bartholomeu, é muito parecido com o da barca voadora de Lana, não sendo improvável que aquele tivesse sofrido influência deste.
Estávamos assim, quando resolvemos pesquisar mais sobre equipamentos e processos de destilação, buscando encontrar talvez um cano cerâmico ou outro, como poderia ser o do seminário de Belém, em algum deles. Onde chegamos, a finalidade maior da destilação era a química dos medicamentos ou particularmente de um destes, em tempos antigos, assim considerado, o velho vinho, a bebida alcoólica em suas mais variadas motivações, o destilado que sobe à cabeça.
Surpreendentemente, encontrei num trabalho inteiramente direcionado para outro tipo de conhecimento[7], a seguinte frase de Adriana Emilia Paulinich:
“A poderosa Companhia de Jesus, por volta de 1600, também dedicou uma especial atenção à ‘água ardente, utilizando essa bebida para consolar os que sofrem’, e, como conseqüência lógica, os jesuítas dedicaram uma boa parte de seus conhecimentos para descobrir novas matérias alcoólicas e novas técnicas de destilação”.
Depois de dizer que o agrônomo eclesiástico catalão Miguel Agusti (1617) e o religioso alemão Attanasio Kircher (1663) publicaram trabalhos sobre a obtenção do álcool a partir do bagaço da uva e da destilação, acrescentou aquela pesquisadora:
“No âmbito da Companhia de Jesus, as idéias e descobertas circulavam livremente e parece certa a colaboração entre aquele alemão (Kircher) e o jesuita italiano Francesco Terzi Lana”.
A aparente coincidência de Bartholomeu, seminarista jesuíta, e Francesco, padre jesuíta, estarem estudando a destilação e a ascenção de naves voadoras, obriga-nos como estudiosos e pesquisadores a investigar como o padre jesuíta Francesco Lana teria influenciado o adolescente Bartholomeu Lourenço num seminário jesuíta no lado oposto do mundo.
É nossa obrigação fazê-lo e chamar outros a se agregarem nesse trabalho, dessa forma passando da hipótese à tese de que a invenção do aeróstato está ligada à concepção da obra elevatória de água, cabendo ao nosso Bartholomeu o privilégio de realizar pela primeira vez a elevação da água por esse processo e a ascenção de um artefato na atmosfera por meios próprios, o ar quente[8].
Aos engenheiros e professores da termodinâmica, da hidráulica, da mecânica dos fluidos e consequentemente da aerostática, fica o desafio de comprovar com a construção de obra elevatória de água conforme apresentamos aqui, a teoria assim exposta. Não nos parece difícil nem oneroso fazê-lo, pois não há outro “segredo” que se ajuste aos dados acima apresentados. Com o nosso modesto conhecimento tecnológico – não tão abrangente como necessitaríamos agora – salvo melhor juízo, portanto, não vemos outra explicação científica ou tecnológica para o feito elevatório do qual estamos tratando, naquela época.
Quanto ao aeróstato, mais importante que um segredo, que assim já não existiria, é a resposta à questão que envolve a Passarola, que confirma a nave volante de Lana, de desenho semelhante e proposta idêntica, conforme se lê no pedido de privilégio do Padre Bartholomeu Lourenço, concedido pelo Rei D. João V, de Portugal, em abril de 1709:
Senhor,
Diz o licenciado Bartholomeu Lourenço, que elle tem discuberto hum instrumento para andar pello ar, da mesma Sorte do que pella terra, e pello mar, e Com muito mais brevidade, fazendo se muitas Vezes duzentas, e mais leguas por dia nos quaes instrumentos, Se poderão levar os avvizos de mais importância aos exercitos, e as terras mais Remotas, quazi no mesmo tempo em que se resolverem, por que enteressa a Vossa Magestade muito mais do que nenhum dos outros Príncipes, pella Mayor distancia dos Seus domínios, evitandose desta Sorte, os desgovernos das Conquistas que provem em grande parte de chegar muito tarde as noticias dellas.
Além do que poderá Vossa Magestade mandar Vir o precioso dellas, muito mais brevemente e mais Seguro poderão os homens de negocio passar letras, e Cabedaes e todas as praças Citiadas poderão ser Soccorridas, tanto de Gente, como de munições, e viveres a todo o tempo e tirarem se dellas, todas as pessoas que quizerem. Sem que o inimigo o possa impedir; Discubrir Se hão as Regiões que ficarão mais vizinhas aos Pollos do Mundo.
Sendo da Nação Portugueza a gloria deste descobrimento além de infinitas Convivencias que Mostrará o tempo. E porque deste invento tão Vtil Se podem Seguir Muytas desordens commettendo se com seu uso muitos crimes e facilitandosse Muitos na confiança de Se poder passar a outro reino o que se evita estando reduzido o dito Vso a huma Só pessoa, a quem se mandem a todo o tempo as ordens que forem Convenientes, a Respeito do dito transporte, a prohibindo a todas as mais, sob graves penas e he bem se Remunere ao Supplicante um invento de tanta importancia.
Pede a Vossa Magestade Seja Servido Conceder ao Supplicante o privilegio de que pondo por obra o dito invento, nenhuma pessoa de qualquer qualidade que for possa Vzar delle em nenhum tempo neste Reyno, e Suas Conquistas, Sem licença do Supplicante ou de Seus Herdeiros Sob pena de perdimento de todos Seus bens.
Este texto, que reproduz a descrição de Bartholomeu sobre seu “instrumento para andar pelo ar, da mesma sorte do que pela terra e pelo mar” nos permitirá, como brinde extra, apontar uma solução para outro mistério na vida do padre inventor: o de ter pedido privilégio para um invento – uma barca para transportar cargas e homens – e ter feito a demonstração apenas do princípio básico desse invento – a esfera de ar quente. O fato é que seu pedido ao Rei está realmente tão próximo do desenho da Passarola, como do desenho da nave volante de Lana, mas igualmente muito distante do pequeno globo de papel cuja ascenção foi realizada no salão das embaixadas da Casa das Indias, em Lisboa, em 5 de agosto de 1709, na presença de nobres e religiosos, entre os quais o Cardeal Michelângelo Conti, Núncio Apóstólico ali e então futuro Papa Inocêncio XIII, cujo testemunho em documento escrito é a maior prova da primazia de Bartholomeu Lourenço, setenta e três anos antes dos irmão Montgolfier, que, na França, apenas construíram um globo maior, capaz de transportar homens e cargas, somente aumentando em tamanho o aeróstato inventado pelo padre luso-brasileiro.
Esta é a razão pela qual, não só o povo de Lisboa como os poetas daqueles dias, naquela cidade, sentindo-se enganados por esperarem uma nave a transportar homens e carga e verem apenas a demonstração de uma descoberta científica, dedicaram-se a clamar contra o “Padre Voador”, ridicularizando-o com esse título e transformando o desenho da Passarola no símbolo de uma frustração, pregando-o nos postes de Lisboa com frases e versos destruidores, como os do poeta Tomás Pinto Brandão, não imaginando este estar, assim, oferecendo ao mundo a peça comprobatória de que, embora a demonstração pública fosse feita naquela metrópole em 1709, o invento fora realizado antes de 1701 na pequena Belém da Cachoeira, na Bahia.
Aqui estão quatro desses versos:
“Os seus vôos na Bahia
Algum princípio tiveram
Que por isto não o quiseram
Os Padres da Companhia”
Declarou assim o poeta Pinto Brandão, há trezentos anos, terem sido justamente as experiências de Bartholomeu Lourenço, antes de 1701, no seminário de Belém, fazendo subir suas esferas de ar quente, que teriam levado a Companhia de Jesus a demiti-lo daquele colégio, não para puní-lo, mas, ao contrário, para liberá-lo, indo ele naquele mesmo ano a Portugal, onde mais tarde se iniciaria na Universidade de Coimbra, numa prova de sabedoria dos jesuitas como educadores para a Razão.
Nossa proposta, portanto, é que este momento seja o da retomada da figura do primeiro cientista das Américas, o Padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, não só para discussão da sua biografia e colocação do seu real lugar na História, mas sobretudo para estudo da sua obra, mormente aquela inovadora, da elevação da água, que ainda não foi reproduzida como já o foi, seguidamente, o aeróstato, sem o qual o nosso Alberto Santos Dumont, que o tornou dirigível, não teria chegado ao avião.
Está muito claro para nós, que os dois inventos são resultantes de uma mesma observação e experiência, de fenômeno da natureza milenarmente conhecido, de que a água aquecida se transforma em vapor e pode assim subir até o céu, onde se esfria e de onde se precipita como gotas de água. Ao mesmo tempo em que Bartholomeu reproduziu esse ciclo conduzindo o vapor por um cano, deve ter percebido que aquele ar quente poderia levar o homem ao ar e conseqüentemente, a voar, conforme previra Francesco Lana Terzi, numa barca aérea, sem, contudo, pensar no ar quente.
Provocamos a toda a comunidade tecnológica, a começar pela desta Escola Politécnica, a investigar como isto teria sido feito em Belém da Cachoeira, ali reconstruindo a obra de Bartholomeu Lourenço. Nosso conhecimento teórico é bastante para afirmar que isso é possível e viável, desde que se mantenha o aquecimento do ar, dentro do cano, que ainda não se sabe do que era feito.
Não poderíamos concluir esta conferência, sem fazer o elogio da Companhia de Jesus, pela sua elevada contribuição na formação de intelectos altamente desenvolvidos. Mais que isso: intelectos livres, autônomos. Embora o Bartholomeu não fosse um padre jesuíta, foi como seminarista jesuíta, noviço, que despertou para a filosofia, a ciência e a tecnologia dominantes em toda a sua vida, único motivo da sua existência e paradoxalmente, também, ao que tudo indica, o motivo do seu fim.
Salão Nobre da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16.10.2009
Adinoel Motta Maia
[1] O professor Adinoel Motta Maia fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”, no Departamento de Transportes da UFBa, onde há três décadas começou a estudar e pesquisar sobre Bartholomeu Lourenço de Gusmão para o ensino da segunda disciplina acima referida. Aposentando-se em 1996, publicou em 1997 um artigo no jornal A Tarde, provocando outras matérias na mídia nacional no sentido de se lutar pelo reconhecimento da primazia do jovem inventor luso-brasileiro, na aerostação.
[2] Ver “Documentos Históricos do Arquivo Municipal – Atas da Câmara – 1700/1718” – 7º volume – Prefeitura Municipal de Salvador – Bahia/1984.
[3] Notar o verbo no passado, declarando a condição de ex-seminarista, de Bartholomeu Lourenço, naquela data.
[4] Serafim Leite, citando Affonso de E. Taunay (Bartholomeu de Gusmão e sua prioridade aerostática. S. Paulo, 1938. pág 542). Note-se ser a data da certidão posterior à da sessão de 12.12.1705 que concede o privilégio do “segredo” de Bartholomeu, que nós entendemos ser o de transportar a água em forma de vapor, do rio até o seminário. É necessário investigar a provável falha de anotação referente à data ao fim desse documento.
[5] Com mastro, verga, vela e escota, sustentada por quatro esferas metálicas, com vácuo no seu interior, feito pela recentemente inventada (1650) “máquina pneumática” do alemão Otto von Güricke.
[6] Graças ao seu livro Prodromo Ovvero Saggio di Invanzioni Nuove.
[7] O Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro na Região Noroeste Paulista e o Aumento da Morbidade Respiratória Devido à Queima da Palha de Cana”, trabalho apresentado pela Mestranda (PUC-SP) Adriana Emilia Paulinich no 1º Simpósio de Pós-Graduação em Geografia do Estado de São Paulo e XVIII Seminário de Pós-Graduação em Geografia da Unesp – Rio Claro (em 2006).
[8] Chamemos a atenção para o fato de que Arquimedes, ao descobrir a hidrostática, deixou de lado o ar, que não teria imaginado ser também um fluido, de modo que poderíamos verificar na História a real posição de Bartholomeu Lourenço na descoberta e confirmação da aerostática e não apenas no que diz respeito à invenção do aeróstato.
Em 2009, chegamos à conclusão de que o luso-brasileiro (nascido em 1685, em Santos, São Paulo) Bartholomeu Lourenço de Gusmão, ao observar fenômenos naturais e sob a orientação de seus professores jesuítas do Seminário de Belém da Cachoeira, na Bahia, descobriu que poderia fazer o transporte vertical ascendente, de água, sem limite de altura, utilizando o processo da destilação, até então só conhecido para fazer a separação de líquidos com pontos de evaporação diferentes. Assim são formadas as nuvens, com vapor dágua a subir, com liquefação posterior e precipitação em chuva.
Podemos imaginar o jovem adolescente a ver no fogão da cozinha do seminário, a água a ferver numa panela, fazendo sua tampa elevar-se e observando as gotas dágua, nela. Deve ter verificado que, retirada a tampa, essas gotas se precipitavam no chão. Até para uma criança, era evidente que captando-se a água em um riacho e levando-se ela para uma fogueira, seu vapor poderia subir por um cano, mantendo-se elevada a temperatura por fora desse cano apoiado no solo, com fogueiras intermediárias, até o tanque, no teto do seminário, deixando as gotas ali se precipitarem para dentro da caixa de água, de onde se distribuiria esta por outros canos até as torneiras dentro do prédio.
Levei, então, esta conclusão para uma conferência que pronunciei na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16 de outubro de 2009. Registro, hoje, aqui neste blog, com a data de sua publicação, este texto, conforme abaixo se lê. Essa conferência provocou uma expedição realizada em 17 de dezembro do mesmo ano, a Belém da Cachoeira, para levantamento topográfico plani-altimétrico da área em que teria sido montado na terra íngreme, o referido cano. Com a parceria do Prof. Artur Caldas Brandão, também da Politécnica, que instalou os aparelhos topográficos, fez as devidas leituras e os cálculos, e lançou os resultados em carta, estamos agora em condições de anunciar e o faremos em artigo por ambos assinado, situando a obra no terreno e confirmando o seu segredo, revelado em 2009., conforme se lê abaixo.
CONFERÊNCIA PROFERIDA NO DIA 16 DE OUTUBRO DE 2009, ABRINDO A III SEMANA DE AVIAÇÃO, ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA, NA ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, PELO PROF. ADINOEL MOTTA MAIA, NAS COMEMORAÇÕES PELO TRICENTENÁRIO DO AERÓSTATO.
Bartholomeu Lourenço de Gusmão – 1º Cientista das Américas
(a revelação do segredo de sua tecnologia aerostática)
Entre as palestras que já fizemos e ainda faremos neste ano do tricentenário do aeróstato, esta nos parece a mais importante, pela sua contribuição com uma proposta nova, razão porque solicitamos ao Prof. Artur Caldas Brandão, Chefe do Departamento dos Transportes da Escola Politécnica e coordenador deste evento, trazer outros professores de matérias correlatas ao que aqui será revelado para um debate que esperamos se prolongue, até a solução do mistério que há três séculos se mantém, no que se refere à tecnologia empregada pelo jovem seminarista Bartholomeu Lourenço ao realizar os seus dois primeiros inventos.
A verdade é que, até o mês de junho passado, quando entregamos um artigo sobre este tricentenário ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, para a sua revista, fazíamos coro com todos os demais pesquisadores dedicados à vida e obra do Bartholomeu Lourenço de Gusmão, em dois pontos principais: 1) seu primeiro invento teria sido um aparelho capaz de bombear água de um rio para um seminário no topo de um morro, cem metros acima, em Belém da Cachoeira, invento esse cujo privilégio foi concedido pela Câmara da Bahia em 1705; 2) seu segundo invento seria um outro aparelho capaz de elevar-se na atmosfera em Lisboa, cujo privilégio foi concedido pelo Rei D. João V de Portugal, em 1709.
O maior biógrafo desse inventor, o Prof. Eng. Affonso de Escragnolle Taunay, tinha conquistado a cátedra na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo nos anos 30 do século XX com uma tese que provava ser ele o primeiro cientista das Américas, graças sobretudo, a essas duas invenções, comprovadas por importantes documentos fornecidos por conceituadas testemunhas, mas no seu livro definitivo, de 1942, Bartholomeu de Gusmão – O Inventor do Aeróstato (Editora Leia - SP), já punha em dúvida e praticamente recusava a idéia de que o tal aparelho elevatório de água fosse um carneiro hidráulico ou outra bomba qualquer, como se costuma dizer e publicar até hoje, introduzindo, assim, mais que uma dúvida a aumentar o mistério acima referido.
Já sabem todos que Bartholomeu Lourenço nasceu em 1685 em Santos, Brasil, então território português, tendo sido levado provavelmente ainda aos 10 anos para o seminário jesuíta fundado pelo padre Alexandre de Gusmão em Belém da Cachoeira, na Bahia, onde teria realizado aqueles dois eventos. Sabem também que em 5 de agosto de 1709, aos 24 anos, já ordenado padre, fez subir 4 metros na Sala das Embaixadas da Casa das Índias, em Lisboa, um pequeno globo de papel com fonte ignea a provocar o aquecimento do ar no seu interior, demonstrando assim ter inventado o aeróstato, que mais tarde seria chamado de balão. Ainda sabem que vem sendo citado erradamente até nas enciclopédias mais importantes como tendo voado numa aeronave chamada Passarola, o que lhe gerou o apelido de “Padre Voador”. Finalmente, sabem de sua morte terrível em Toledo, Espanha, em 1724, em fuga de Portugal, onde o queriam preso e provavelmente morto, por motivos ainda não esclarecidos, mas tais que o teriam levado a queimar os seus papéis, em seu quarto, antes de partir, mergulhando assim nas trevas todos os episódios de sua vida e todos os documentos da sua obra, restando apenas o que estava em poder de outros, tais como os seus pedidos de privilégio, pelos seus inventos; alguns sermões publicados e registros de escolas onde estudou; além daquilo que foi escrito sobre ele por seus contemporâneos.
Neste pronunciamento, diferentemente dos anteriores acima já referidos, não nos deteremos nos detalhes dessa vida e obra, das mais ricas e paradoxalmente, das mais desconhecidas, mergulhadas em mistérios e maldições. Trouxe para a escola dos engenheiros o desafio da revelação do que poderemos chamar de “o segredo de Bartholomeu”.
Assim, vamos diretamente ao seu pedido de privilégio, feito à Câmara da Bahia em 1705, com o apoio de uma certidão fornecida pelo Reitor do Seminário de Belém da Cachoeira, o Padre Alexandre de Gusmão.
O que sabemos da sua petição é o que se encontra no “Termo de Veriação e Rezolução” da sessão de 12 de dezembro de 1705 na Câmara da Bahia, que a analisou e registrou nas folhas 250 (linhas 12 a 25) a 251v (linhas 1 a 5) do livro onde eram lavradas as decisões daquela Casa[2], conferindo-lhe o privilégio da sua alegada invenção no campo da hidráulica.
Termo de Veriação / eRezolução sobre huma peti- / cão do Seminarista Bartho- / lomeo Lourenço
Aos doze di/ - as do mez de Dezembro demil / setecentos ecinco annos, nesta / Cidade do Salvador Bahia de / todos os Santos nas Cazas da Ca- / Mara, estando em Meza de Ve- / riação oDoutor Juiz de Fora / Fernando Pereira de Vascon- / cellos, Veriadores, eProcurador a- / baixo assognados, tratarão sobem / commum despachando todas as pe- / tições, ediferirão atodos os requerimê- / tos, deque mandarão fazer este Ter- / mo que assignarão; eeu Manoel / Pessoa de Vasconcellos que oescrevi, / Enadita Veriação sendo vista hu- / ma petição de Bartolomeo Louren- / co emque propoem que elle commui- / (Fls. 250V) com muito particular cuida- / do digo particular estudo, eex- / periencia, que fez do Segre- / do defazer subir agoa, toda a / distancia ealtura aque sequi- / zer Levar, eque com effeito a fez / oSuplicante subir no Simina- / rio, digo Siminario de Belém / quatrocentos esecenta palmos / como mostrou por uma Certi- / dão que junta aSobredita peti- / ção offereceo, passada pelo mui- / to Reverendo Padre Alexandre / deGosmão, Reitor do dito Simi- / nario, eque com omesmo invento / sepodera fazer moer os Engenhos / deBeira mar com a agoa del- / lê, eaeste respeito todos os Enge- / nhos que tiveram Tanque, Fon- / te ou Rio, ainda que esteja em / parte muito inferior; epelo con- / seguinte trazer agoas para Cha- / farizes, eFontes para utilidade / econveniencia do Serviço dos Po- / vos, e grandeza desta Cidade, eas / (Fls.251) eassim, respeitando atão u- / til proposta, pedia, que desco- / brindo o Supplicante o Segredo / do dito invento, emsinando pa- / ra que sepossa usar delle, onão / podesse fazer nenhuma Pessoa / nem lograr asua utilidade, sê / pagar ao Supplicante quetro / centos milreis porcada Enge- / nho, ouobra que fizer naforma / sobredita, visto dever-selhe re- / munerar o trabalho de seus Estu- / dos; oque visto poreste Senado, e / considerando não rezultar nen- / hum prejuízo em se lhe admitir / adita proposta authori- / zada eapprovada pela Certidão / deque atraz se faz menção, Con- / sedemos Licença ao Suplican- / te paradar execução ao Sobredi- / to invento, com as condições que / (Fls. 251V) que propoem epede na sua / petição enenhuma pessoa de / qualquer qualidade que seja / poderá num por si, nem por ou- / trem usar do dito invento, sempa- / gar ao Supplicante o Donativo / que pede, premio tam merecido / ao seo trabalho, no caso que tenha / effeito, edetudo mandarão fazer / este Termo que assignarão; Eeu / Manoel Pessoa de Vasconcellos / Escrivão da Câmara oescrevi.
(As.) Pereira de Vasconcellos, Pa- / lhares, Franca, Aranha.
Chamamos a atenção de todos para os dados contidos no trecho por nós sombreado, onde se tem a declaração preliminar de se considerar o conhecimento do ali referido invento como um “segredo”, quer pelo suplicante, quer pelos membros da Câmara. Fica claro, na frase “descobrindo o suplicante o segredo do dito invento”, que Bartholomeu considerava seu invento nada mais que isso, um segredo, isto é, algo que só existia na sua cabeça e que fora por ele descoberto, talvez um processo, um método, uma técnica e não qualquer aparelho ou instrumento físico, que, uma vez exposto, poderia ser copiado, reproduzido. Está dito que ele chegou a tal segredo, “com muito particular estudo e experiência” e o mais importante, que aquele era um “segredo de fazer subir água a toda a distância e altura a que se quiser levar”, tendo ele feito, de fato, “subir (...) quatrocentos e sessenta palmos” (exatos 100,20 metros), podendo, no entanto, ser mais, sem limite, se assim fosse necessário. É dito em seguida que tudo isso era confirmado por certidão passada pelo Reitor do Seminário, anexada à petição.
Eis o teor dessa certidão:
“Certifico eu, P. Alexandre de Gusmão, da Companhia de Jesus, Reitor do Seminário de Belém, como é verdade que Bartolomeu Lourenço, seminarista que foi[3] do dito Seminário, fez com sua indústria subir a água de um brejo do dito Seminário, que fica sobre um monte, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, obra de grande admiração e utilidade para o dito seminário; a qual eu vi correr e todos os mais do dito Seminário, assim religiosos como Seminaristas. E por passar assim na verdade, e me ser pedida esta, a fiz, por mim assinada e selada com o selo de meu ofício. No mesmo Seminário de Belém, aos 18 de janeiro de 1706.[4]”
Sem perda de tempo, vamos aos fatos e números:
01. A confirmação de que Bartholomeu era seminarista, quando descobriu o segredo, o que significa, antes de 1701, quando foi demitido dali, com 15 anos, conforme registro da Companhia de Jesus.
02. A confirmação da altura, subindo a água, de um brejo para o seminário, por um cano de quatrocentos e sessenta palmos de altura, pela indústria dele e de ninguém mais, fazendo obra de grande admiração.
03. A confirmação de que o reitor e os demais habitantes do seminário, religiosos e seminaristas, viram a água correr no prédio, levada pelo cano, encosta acima.
Por tudo isso, a conclusão é óbvia. O segredo não estava ligado a qualquer máquina, aparelho, instrumento, mas tão somente a estudo e experimentação com a realização de uma obra, que utilizou um único cano de cem metros apoiado na encosta do morro, entre o brejo (rio das Pitangas) e o seminário no topo desse morro.
Na busca desse segredo, tivemos um insight numa tarde de julho, preparando a palestra para ser proferida em 5 de agosto deste ano na igreja daquele seminário. Pensávamos no que poderia levar os neurônios de um adolescente, praticamente no meio do mato, estudando o que sabiam e transmitiam os jesuítas, a olhar os procedimentos cotidianos no seminário e a natureza à sua volta, que lhe revelasse como a água de um riacho ali represada poderia subir até as nuvens (ele disse até onde se quiser levar). Possivelmente já sabia da evaporação da água a formar nuvens e teria visto várias vezes a fervura dela sobre o fogão, em alguma panela, assim como as gotas depositadas na parte interna da tampa desta e o escapamento do vapor parecendo fumaça. Com tal insight, desenvolvemos uma idéia ainda puramente especulativa, mas nos pareceu que a hipótese merecia estudo: a de se fazer subir por um cano o vapor da água fervente, mantendo a temperatura elevada nesse cano até a altura em que se quisesse esfriar o vapor e deixá-lo liquefazer-se em gotas.
Isto não era novidade. Desde a antiguidade se destilou a água para separar líquidos de ponto de evaporação diferentes, fazendo-os justamente virar vapor e transportar este até um recipiente onde seria liquefeito.naturalmente. O que nunca fora feito e aí mora a invenção, foi usar esse processo unicamente para transportar água de baixo para cima, sem uso de qualquer mecanismo, apenas com uma obra, simplesmente por um cano hermeticamente fechado e devidamente aquecido para manter o vapor em seu interior a subir “a toda a distância e altura a que se quiser levar”.
Pareceu-nos ter encontrado o segredo de Bartholomeu e de imediato nos veio a idéia de que a descoberta, por ele, do vapor a subir o teria levado também ao ar quente que elevaria algo nele ou a contê-lo, como um saco (e por que não, um pequeno globo?).
Já sabíamos do padre jesuíta italiano Francesco Lana Terzi (1631-1687), que, em 1670, na Italia, concebera e publicara uma obra tratando de suas invenções, inclusive uma nave volante[5], ou seja, uma barca sustentada por esferas ocas, fazendo-se o vácuo nestas.
Teriam de ser metálicas e muito grandes (quase oito metros de diâmetro) para que o peso delas fosse menor do que o do volume de ar retirado do seu interior, o que tornava inviável essa idéia.
Essa obra escrita e publicada por um jesuíta deveria ser do conhecimento de padres educadores do seminário jesuíta em qualquer lugar do mundo, pois Lana era famoso no século XVII[6].
A verdade é que o desenho da Passarola, atribuído a Bartholomeu, é muito parecido com o da barca voadora de Lana, não sendo improvável que aquele tivesse sofrido influência deste.
Estávamos assim, quando resolvemos pesquisar mais sobre equipamentos e processos de destilação, buscando encontrar talvez um cano cerâmico ou outro, como poderia ser o do seminário de Belém, em algum deles. Onde chegamos, a finalidade maior da destilação era a química dos medicamentos ou particularmente de um destes, em tempos antigos, assim considerado, o velho vinho, a bebida alcoólica em suas mais variadas motivações, o destilado que sobe à cabeça.
Surpreendentemente, encontrei num trabalho inteiramente direcionado para outro tipo de conhecimento[7], a seguinte frase de Adriana Emilia Paulinich:
“A poderosa Companhia de Jesus, por volta de 1600, também dedicou uma especial atenção à ‘água ardente, utilizando essa bebida para consolar os que sofrem’, e, como conseqüência lógica, os jesuítas dedicaram uma boa parte de seus conhecimentos para descobrir novas matérias alcoólicas e novas técnicas de destilação”.
Depois de dizer que o agrônomo eclesiástico catalão Miguel Agusti (1617) e o religioso alemão Attanasio Kircher (1663) publicaram trabalhos sobre a obtenção do álcool a partir do bagaço da uva e da destilação, acrescentou aquela pesquisadora:
“No âmbito da Companhia de Jesus, as idéias e descobertas circulavam livremente e parece certa a colaboração entre aquele alemão (Kircher) e o jesuita italiano Francesco Terzi Lana”.
A aparente coincidência de Bartholomeu, seminarista jesuíta, e Francesco, padre jesuíta, estarem estudando a destilação e a ascenção de naves voadoras, obriga-nos como estudiosos e pesquisadores a investigar como o padre jesuíta Francesco Lana teria influenciado o adolescente Bartholomeu Lourenço num seminário jesuíta no lado oposto do mundo.
É nossa obrigação fazê-lo e chamar outros a se agregarem nesse trabalho, dessa forma passando da hipótese à tese de que a invenção do aeróstato está ligada à concepção da obra elevatória de água, cabendo ao nosso Bartholomeu o privilégio de realizar pela primeira vez a elevação da água por esse processo e a ascenção de um artefato na atmosfera por meios próprios, o ar quente[8].
Aos engenheiros e professores da termodinâmica, da hidráulica, da mecânica dos fluidos e consequentemente da aerostática, fica o desafio de comprovar com a construção de obra elevatória de água conforme apresentamos aqui, a teoria assim exposta. Não nos parece difícil nem oneroso fazê-lo, pois não há outro “segredo” que se ajuste aos dados acima apresentados. Com o nosso modesto conhecimento tecnológico – não tão abrangente como necessitaríamos agora – salvo melhor juízo, portanto, não vemos outra explicação científica ou tecnológica para o feito elevatório do qual estamos tratando, naquela época.
Quanto ao aeróstato, mais importante que um segredo, que assim já não existiria, é a resposta à questão que envolve a Passarola, que confirma a nave volante de Lana, de desenho semelhante e proposta idêntica, conforme se lê no pedido de privilégio do Padre Bartholomeu Lourenço, concedido pelo Rei D. João V, de Portugal, em abril de 1709:
Senhor,
Diz o licenciado Bartholomeu Lourenço, que elle tem discuberto hum instrumento para andar pello ar, da mesma Sorte do que pella terra, e pello mar, e Com muito mais brevidade, fazendo se muitas Vezes duzentas, e mais leguas por dia nos quaes instrumentos, Se poderão levar os avvizos de mais importância aos exercitos, e as terras mais Remotas, quazi no mesmo tempo em que se resolverem, por que enteressa a Vossa Magestade muito mais do que nenhum dos outros Príncipes, pella Mayor distancia dos Seus domínios, evitandose desta Sorte, os desgovernos das Conquistas que provem em grande parte de chegar muito tarde as noticias dellas.
Além do que poderá Vossa Magestade mandar Vir o precioso dellas, muito mais brevemente e mais Seguro poderão os homens de negocio passar letras, e Cabedaes e todas as praças Citiadas poderão ser Soccorridas, tanto de Gente, como de munições, e viveres a todo o tempo e tirarem se dellas, todas as pessoas que quizerem. Sem que o inimigo o possa impedir; Discubrir Se hão as Regiões que ficarão mais vizinhas aos Pollos do Mundo.
Sendo da Nação Portugueza a gloria deste descobrimento além de infinitas Convivencias que Mostrará o tempo. E porque deste invento tão Vtil Se podem Seguir Muytas desordens commettendo se com seu uso muitos crimes e facilitandosse Muitos na confiança de Se poder passar a outro reino o que se evita estando reduzido o dito Vso a huma Só pessoa, a quem se mandem a todo o tempo as ordens que forem Convenientes, a Respeito do dito transporte, a prohibindo a todas as mais, sob graves penas e he bem se Remunere ao Supplicante um invento de tanta importancia.
Pede a Vossa Magestade Seja Servido Conceder ao Supplicante o privilegio de que pondo por obra o dito invento, nenhuma pessoa de qualquer qualidade que for possa Vzar delle em nenhum tempo neste Reyno, e Suas Conquistas, Sem licença do Supplicante ou de Seus Herdeiros Sob pena de perdimento de todos Seus bens.
Este texto, que reproduz a descrição de Bartholomeu sobre seu “instrumento para andar pelo ar, da mesma sorte do que pela terra e pelo mar” nos permitirá, como brinde extra, apontar uma solução para outro mistério na vida do padre inventor: o de ter pedido privilégio para um invento – uma barca para transportar cargas e homens – e ter feito a demonstração apenas do princípio básico desse invento – a esfera de ar quente. O fato é que seu pedido ao Rei está realmente tão próximo do desenho da Passarola, como do desenho da nave volante de Lana, mas igualmente muito distante do pequeno globo de papel cuja ascenção foi realizada no salão das embaixadas da Casa das Indias, em Lisboa, em 5 de agosto de 1709, na presença de nobres e religiosos, entre os quais o Cardeal Michelângelo Conti, Núncio Apóstólico ali e então futuro Papa Inocêncio XIII, cujo testemunho em documento escrito é a maior prova da primazia de Bartholomeu Lourenço, setenta e três anos antes dos irmão Montgolfier, que, na França, apenas construíram um globo maior, capaz de transportar homens e cargas, somente aumentando em tamanho o aeróstato inventado pelo padre luso-brasileiro.
Esta é a razão pela qual, não só o povo de Lisboa como os poetas daqueles dias, naquela cidade, sentindo-se enganados por esperarem uma nave a transportar homens e carga e verem apenas a demonstração de uma descoberta científica, dedicaram-se a clamar contra o “Padre Voador”, ridicularizando-o com esse título e transformando o desenho da Passarola no símbolo de uma frustração, pregando-o nos postes de Lisboa com frases e versos destruidores, como os do poeta Tomás Pinto Brandão, não imaginando este estar, assim, oferecendo ao mundo a peça comprobatória de que, embora a demonstração pública fosse feita naquela metrópole em 1709, o invento fora realizado antes de 1701 na pequena Belém da Cachoeira, na Bahia.
Aqui estão quatro desses versos:
“Os seus vôos na Bahia
Algum princípio tiveram
Que por isto não o quiseram
Os Padres da Companhia”
Declarou assim o poeta Pinto Brandão, há trezentos anos, terem sido justamente as experiências de Bartholomeu Lourenço, antes de 1701, no seminário de Belém, fazendo subir suas esferas de ar quente, que teriam levado a Companhia de Jesus a demiti-lo daquele colégio, não para puní-lo, mas, ao contrário, para liberá-lo, indo ele naquele mesmo ano a Portugal, onde mais tarde se iniciaria na Universidade de Coimbra, numa prova de sabedoria dos jesuitas como educadores para a Razão.
Nossa proposta, portanto, é que este momento seja o da retomada da figura do primeiro cientista das Américas, o Padre Bartholomeu Lourenço de Gusmão, não só para discussão da sua biografia e colocação do seu real lugar na História, mas sobretudo para estudo da sua obra, mormente aquela inovadora, da elevação da água, que ainda não foi reproduzida como já o foi, seguidamente, o aeróstato, sem o qual o nosso Alberto Santos Dumont, que o tornou dirigível, não teria chegado ao avião.
Está muito claro para nós, que os dois inventos são resultantes de uma mesma observação e experiência, de fenômeno da natureza milenarmente conhecido, de que a água aquecida se transforma em vapor e pode assim subir até o céu, onde se esfria e de onde se precipita como gotas de água. Ao mesmo tempo em que Bartholomeu reproduziu esse ciclo conduzindo o vapor por um cano, deve ter percebido que aquele ar quente poderia levar o homem ao ar e conseqüentemente, a voar, conforme previra Francesco Lana Terzi, numa barca aérea, sem, contudo, pensar no ar quente.
Provocamos a toda a comunidade tecnológica, a começar pela desta Escola Politécnica, a investigar como isto teria sido feito em Belém da Cachoeira, ali reconstruindo a obra de Bartholomeu Lourenço. Nosso conhecimento teórico é bastante para afirmar que isso é possível e viável, desde que se mantenha o aquecimento do ar, dentro do cano, que ainda não se sabe do que era feito.
Não poderíamos concluir esta conferência, sem fazer o elogio da Companhia de Jesus, pela sua elevada contribuição na formação de intelectos altamente desenvolvidos. Mais que isso: intelectos livres, autônomos. Embora o Bartholomeu não fosse um padre jesuíta, foi como seminarista jesuíta, noviço, que despertou para a filosofia, a ciência e a tecnologia dominantes em toda a sua vida, único motivo da sua existência e paradoxalmente, também, ao que tudo indica, o motivo do seu fim.
Salão Nobre da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, em 16.10.2009
Adinoel Motta Maia
[1] O professor Adinoel Motta Maia fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”, no Departamento de Transportes da UFBa, onde há três décadas começou a estudar e pesquisar sobre Bartholomeu Lourenço de Gusmão para o ensino da segunda disciplina acima referida. Aposentando-se em 1996, publicou em 1997 um artigo no jornal A Tarde, provocando outras matérias na mídia nacional no sentido de se lutar pelo reconhecimento da primazia do jovem inventor luso-brasileiro, na aerostação.
[2] Ver “Documentos Históricos do Arquivo Municipal – Atas da Câmara – 1700/1718” – 7º volume – Prefeitura Municipal de Salvador – Bahia/1984.
[3] Notar o verbo no passado, declarando a condição de ex-seminarista, de Bartholomeu Lourenço, naquela data.
[4] Serafim Leite, citando Affonso de E. Taunay (Bartholomeu de Gusmão e sua prioridade aerostática. S. Paulo, 1938. pág 542). Note-se ser a data da certidão posterior à da sessão de 12.12.1705 que concede o privilégio do “segredo” de Bartholomeu, que nós entendemos ser o de transportar a água em forma de vapor, do rio até o seminário. É necessário investigar a provável falha de anotação referente à data ao fim desse documento.
[5] Com mastro, verga, vela e escota, sustentada por quatro esferas metálicas, com vácuo no seu interior, feito pela recentemente inventada (1650) “máquina pneumática” do alemão Otto von Güricke.
[6] Graças ao seu livro Prodromo Ovvero Saggio di Invanzioni Nuove.
[7] O Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro na Região Noroeste Paulista e o Aumento da Morbidade Respiratória Devido à Queima da Palha de Cana”, trabalho apresentado pela Mestranda (PUC-SP) Adriana Emilia Paulinich no 1º Simpósio de Pós-Graduação em Geografia do Estado de São Paulo e XVIII Seminário de Pós-Graduação em Geografia da Unesp – Rio Claro (em 2006).
[8] Chamemos a atenção para o fato de que Arquimedes, ao descobrir a hidrostática, deixou de lado o ar, que não teria imaginado ser também um fluido, de modo que poderíamos verificar na História a real posição de Bartholomeu Lourenço na descoberta e confirmação da aerostática e não apenas no que diz respeito à invenção do aeróstato.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A PALAVRA TEMPO OU A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Nestes três últimos meses, envolvido pelo trabalho de realização da II Semana da Baía de Todos os Santos (ver em http://adinoel-adinoelmottamaia-adinoel.blogspot.com ), suspendi um pouco a edição deste Blogart.
Depois dos últimos quatro comunicados, vejo a necessidade de detalhar o que já foi dito e assim atingir quem ainda não venceu condicionamentos pautados em afirmativas e negativas apressadas, de quem quer fazer ciência sem filosofia, ou seja, tese sem hipótese, ou o que me parece pior: sem conhecer o significado das palavras.
Assim, por exemplo, quando se fala em "ponto", trata-se apenas de posição, sem dimensão. Então, uma infinidade de pontos juntos nos dá a dimensão exata da soma dos seus intervalos, que evidentemente é de valor infinito. Um número finito de pontos em linha reta determina intervalos, que, somados, nos dão um valor finito, correspondendo, este, à distância entre os pontos extremos. Nada mais elementar do que isto, mas há dificuldade quando se diz que o intervalo entre dois pontos pode ser tão pequeno, que se fosse menor não existiria e consequentemente os dois pontos seriam um só. A dificuldade é obter uma resposta para: que valor seria este? O que a matemática nos permite dizer é: infinitesimal. Evidentemente, uma distância qualquer de valor finito corresponde à soma de um número desconhecido de infinitésimos. Há toda uma análise matemática, um cálculo infinitesimal, para se trabalhar com tais valores, mas a dificuldade permanece. O que temos a dizer, contudo, é que podemos ter certeza de que, seja qual for esse número desconhecido de infinitésimos, ele determina uma quantidade finita e é ela que conhecemos como distância, comprimento, largura, espessura, altura, etc.
Atenção, agora!
Tomemos a distância de um metro, por exemplo. Podemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos (intervalos infinitesimais entre pontos de dimensão zero). Não importa quantos sejam esses infinitésimos, mas tão somente, que a sua soma nos dá um metro. Se dermos a cada ponto ou posição o nome AQUI, diremos que o espaço entre os "aquís" extremos é uma distância de valor um metro. O espaço, neste caso, é a soma de todos os infinitésimos existentes entre os "aquís", seja isso numa só direção (reta), em duas direções (plano) ou em três direções (sólido).
Façamos, agora, o mesmo raciocínio para uma distância que não seja medida numa direção, mas numa duração, entre dois instantes ou momentos, no mesmo espaço. Igualmente, poderemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos, cuja soma nos dá um minuto. Se dermos a cada ponto (entre dois infinitésimos) o nome AGORA (dimensão zero), diremos que o espaço entre os "agoras" extremos é uma distância de valor um minuto, medida não mais numa direção, mas numa duração.
Mais atenção, agora!
Assim como uma distância qualquer é uma sucessão de aquís ou agoras no espaço assim com quatro dimensões (três direções e uma duração), a escolha dessas posições é determinada por uma decisão, isto é, por um pensamento consciente. Entre que pontos se mede um metro ou um minuto, no espaço? O que determina essa medida é a consciência dessas posições. Essa consciência do ser, do estar e do fazer tem algo indispensável a ela: suas posições no espaço. À sua duração, deu-se o nome "tempo".
A palavra "tempo", portanto, significa "a duração da consciência" que se tem de um espaço, de uma existência, de uma ação. Assim, como o AGORA tem duração zero, a duração mínima da consciência é o intervalo entre dois "agoras" tão próximos que, se fossem mais próximos seriam um só. Assim, quando dizemos que o valor do tempo "t" é zero, numa fórmula, estamos falando desse "agora", no qual a duração da consciência é zero.
A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ENTRE DOIS "AGORAS" , NUM INTERVALO INFINITESIMAL, JÁ É MAIOR DO QUE ZERO.
MAS, DE QUEM É A CONSCIÊNCIA?
Evidentemente, do ESPAÇO. O espaço é consciente de si mesmo, quando no início, só existe ele, seus pontos, suas distâncias, pois quando o tempo é zero, a massa é zero, a velocidade é infinita (a consciência está em todos os lugares ao mesmo tempo) e a energia está também, infinita, em todos os pontos.
NO INÍCIO, NO ESPAÇO VAZIO, SÓ EXISTIA A CONSCIÊNCIA DO SER, DO VERBO SER.
NO INÍCIO ERA O VERBO SER QUE TOMOU A CONSCIÊNCIA DO OUTRO (PONTO) E TORNOU-SE ESTAR. A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (TEMPO) AUMENTOU, AUMENTANDO A MASSA E DIMINUINDO A ENERGIA E A VELOCIDADE , ATÉ QUE ESTA CHEGOU À 300 MIL QUILÔMETROS POR SEGUNDO E FEZ-SE A LUZ. SURGIU ASSIM O VERBO FAZER E COM ELE, A MATÉRIA.
Que saibam todos, portanto: o tempo é a duração da consciência.
É a dimensão com a qual se cria e controla o Universo.
Depois dos últimos quatro comunicados, vejo a necessidade de detalhar o que já foi dito e assim atingir quem ainda não venceu condicionamentos pautados em afirmativas e negativas apressadas, de quem quer fazer ciência sem filosofia, ou seja, tese sem hipótese, ou o que me parece pior: sem conhecer o significado das palavras.
Assim, por exemplo, quando se fala em "ponto", trata-se apenas de posição, sem dimensão. Então, uma infinidade de pontos juntos nos dá a dimensão exata da soma dos seus intervalos, que evidentemente é de valor infinito. Um número finito de pontos em linha reta determina intervalos, que, somados, nos dão um valor finito, correspondendo, este, à distância entre os pontos extremos. Nada mais elementar do que isto, mas há dificuldade quando se diz que o intervalo entre dois pontos pode ser tão pequeno, que se fosse menor não existiria e consequentemente os dois pontos seriam um só. A dificuldade é obter uma resposta para: que valor seria este? O que a matemática nos permite dizer é: infinitesimal. Evidentemente, uma distância qualquer de valor finito corresponde à soma de um número desconhecido de infinitésimos. Há toda uma análise matemática, um cálculo infinitesimal, para se trabalhar com tais valores, mas a dificuldade permanece. O que temos a dizer, contudo, é que podemos ter certeza de que, seja qual for esse número desconhecido de infinitésimos, ele determina uma quantidade finita e é ela que conhecemos como distância, comprimento, largura, espessura, altura, etc.
Atenção, agora!
Tomemos a distância de um metro, por exemplo. Podemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos (intervalos infinitesimais entre pontos de dimensão zero). Não importa quantos sejam esses infinitésimos, mas tão somente, que a sua soma nos dá um metro. Se dermos a cada ponto ou posição o nome AQUI, diremos que o espaço entre os "aquís" extremos é uma distância de valor um metro. O espaço, neste caso, é a soma de todos os infinitésimos existentes entre os "aquís", seja isso numa só direção (reta), em duas direções (plano) ou em três direções (sólido).
Façamos, agora, o mesmo raciocínio para uma distância que não seja medida numa direção, mas numa duração, entre dois instantes ou momentos, no mesmo espaço. Igualmente, poderemos afirmar que ela é determinada por um número desconhecido de infinitésimos, cuja soma nos dá um minuto. Se dermos a cada ponto (entre dois infinitésimos) o nome AGORA (dimensão zero), diremos que o espaço entre os "agoras" extremos é uma distância de valor um minuto, medida não mais numa direção, mas numa duração.
Mais atenção, agora!
Assim como uma distância qualquer é uma sucessão de aquís ou agoras no espaço assim com quatro dimensões (três direções e uma duração), a escolha dessas posições é determinada por uma decisão, isto é, por um pensamento consciente. Entre que pontos se mede um metro ou um minuto, no espaço? O que determina essa medida é a consciência dessas posições. Essa consciência do ser, do estar e do fazer tem algo indispensável a ela: suas posições no espaço. À sua duração, deu-se o nome "tempo".
A palavra "tempo", portanto, significa "a duração da consciência" que se tem de um espaço, de uma existência, de uma ação. Assim, como o AGORA tem duração zero, a duração mínima da consciência é o intervalo entre dois "agoras" tão próximos que, se fossem mais próximos seriam um só. Assim, quando dizemos que o valor do tempo "t" é zero, numa fórmula, estamos falando desse "agora", no qual a duração da consciência é zero.
A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ENTRE DOIS "AGORAS" , NUM INTERVALO INFINITESIMAL, JÁ É MAIOR DO QUE ZERO.
MAS, DE QUEM É A CONSCIÊNCIA?
Evidentemente, do ESPAÇO. O espaço é consciente de si mesmo, quando no início, só existe ele, seus pontos, suas distâncias, pois quando o tempo é zero, a massa é zero, a velocidade é infinita (a consciência está em todos os lugares ao mesmo tempo) e a energia está também, infinita, em todos os pontos.
NO INÍCIO, NO ESPAÇO VAZIO, SÓ EXISTIA A CONSCIÊNCIA DO SER, DO VERBO SER.
NO INÍCIO ERA O VERBO SER QUE TOMOU A CONSCIÊNCIA DO OUTRO (PONTO) E TORNOU-SE ESTAR. A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (TEMPO) AUMENTOU, AUMENTANDO A MASSA E DIMINUINDO A ENERGIA E A VELOCIDADE , ATÉ QUE ESTA CHEGOU À 300 MIL QUILÔMETROS POR SEGUNDO E FEZ-SE A LUZ. SURGIU ASSIM O VERBO FAZER E COM ELE, A MATÉRIA.
Que saibam todos, portanto: o tempo é a duração da consciência.
É a dimensão com a qual se cria e controla o Universo.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
CONSCIÊNCIA E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Quarto comunicado ao mundo da ciência
Há décadas, venho, isoladamente, vendo algo que "está na cara" - como se diz - mas a epistemologia teima em esconder. Pior: cria regras para impedir que algumas coisas sejam mostradas. É claro que há o reino da intuição e um outro, mais apurado, da comprovação, mas também há uma prática danosa de se impedir que a intuição seja sequer considerada, quando bate de frente com a comprovação já estabelecida e consagrada. Isto ocorre porque as estruturas que se cria em torno de um "conhecimento científico", seja para sua aplicação econômica, seja para a manutenção do poder político ou ainda para a exploração social, recusam-se a ser substituídas ou simplesmente demolidas.
Assim, há cerca de uma semana, caiu como uma bomba a comunicação meramente jornalística de que um grupo de cientistas do CERN, na Suiça, mandara um feixe de neutrinos para a Itália (Laboratório de Gran Sasso) e se registrara que essas partículas se deslocaram em velocidade superluzense, assim contrariando o limite imposto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade, estabelecendo uma crença de que há um limite de velocidade no Universo, assim, com "U" maiúsculo - o do espaço infinito.
Essa ocorrência, algumas semanas depois do registro datado neste blog, de mais uma afirmação, agora com demonstração matemática singela, de que a velocidade da luz apenas separa os fenômenos da Física daqueles outros, da Psíquica - disciplina já anunciada oficialmente em artigo publicado por mim na edição de 2007 da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - vem ao encontro de proposta ainda mais antiga, publicada no meu livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, São Paulo. 1981), onde registrei dados antes passados aos meus alunos em sala de aula e aos meus leitores em periódicos jornalísticos.
Certamente, mais uma vez, a epistemologia oficial será obrigada a uma revisão, inclusive de método, porque não só a matéria e a energia merecem inclusão no campo do conhecimento científico. Demonstrando-se que o tempo é realmente a duração da consciência, não se pode entrar em laboratório - seja este qual for - sem considerar a consciência como o componente fundamental da existência e a Psíquica como a disciplina onde se deita para ser estudada. Para se evitar desvio ou confusão qualquer, que fique claro estar a Psicologia, para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Há uma tendência em associar o psi apenas ao ser humano, o animal intelectual, quando é evidente encontrar-se em toda a existência, condição que é, para esta. O que não se deve confundir é "consciência" com "conhecimento". Assim, por exemplo, o grão de areia tem consciência, mas não sabe disso.
É, portanto, fundamental, voltar a Newton, injustamente desprezado no século XX, quando a festa relativista induziu a se valorizar os pavimentos superiores de um edifício ao ponto de se propor o esquecimento de suas fundações. Lá, em Newton, com suas leis detonadoras de expressões como F = mv², Einstein foi buscar a sua E = mc² e temos, agora, de fazer
F = m(e/t)², dando valores muito pequenos a "t", sem esquecer do zero que faz a consciência estar em todos os lugares ao mesmo tempo, dando ao pensamento uma velocidade infinita, explodindo a idéia de limitação da velocidade no Universo.
Difícil, mesmo, será comprovar isso em laboratório, sem ser Deus. É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Como é vaidoso (e ignorante), o ser humano!
Felizmente - isto é uma certeza - estamos evoluindo para alguma coisa acima da simples intelectualidade. Este, no entanto, é um outro departamento, que pertence à disciplina Psíquica, com suas duas leis fundamentais: as de que tudo se atrai e de que tudo evolui.
A minha "Teoria Unificada do Universo", de 2007, está assim, com aspas, no Google.
Já, já, será hora de mexer em alguns detalhes dela, porque nada é imutável, tudo se transforma.
Há décadas, venho, isoladamente, vendo algo que "está na cara" - como se diz - mas a epistemologia teima em esconder. Pior: cria regras para impedir que algumas coisas sejam mostradas. É claro que há o reino da intuição e um outro, mais apurado, da comprovação, mas também há uma prática danosa de se impedir que a intuição seja sequer considerada, quando bate de frente com a comprovação já estabelecida e consagrada. Isto ocorre porque as estruturas que se cria em torno de um "conhecimento científico", seja para sua aplicação econômica, seja para a manutenção do poder político ou ainda para a exploração social, recusam-se a ser substituídas ou simplesmente demolidas.
Assim, há cerca de uma semana, caiu como uma bomba a comunicação meramente jornalística de que um grupo de cientistas do CERN, na Suiça, mandara um feixe de neutrinos para a Itália (Laboratório de Gran Sasso) e se registrara que essas partículas se deslocaram em velocidade superluzense, assim contrariando o limite imposto por Albert Einstein em sua teoria da relatividade, estabelecendo uma crença de que há um limite de velocidade no Universo, assim, com "U" maiúsculo - o do espaço infinito.
Essa ocorrência, algumas semanas depois do registro datado neste blog, de mais uma afirmação, agora com demonstração matemática singela, de que a velocidade da luz apenas separa os fenômenos da Física daqueles outros, da Psíquica - disciplina já anunciada oficialmente em artigo publicado por mim na edição de 2007 da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - vem ao encontro de proposta ainda mais antiga, publicada no meu livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, São Paulo. 1981), onde registrei dados antes passados aos meus alunos em sala de aula e aos meus leitores em periódicos jornalísticos.
Certamente, mais uma vez, a epistemologia oficial será obrigada a uma revisão, inclusive de método, porque não só a matéria e a energia merecem inclusão no campo do conhecimento científico. Demonstrando-se que o tempo é realmente a duração da consciência, não se pode entrar em laboratório - seja este qual for - sem considerar a consciência como o componente fundamental da existência e a Psíquica como a disciplina onde se deita para ser estudada. Para se evitar desvio ou confusão qualquer, que fique claro estar a Psicologia, para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Há uma tendência em associar o psi apenas ao ser humano, o animal intelectual, quando é evidente encontrar-se em toda a existência, condição que é, para esta. O que não se deve confundir é "consciência" com "conhecimento". Assim, por exemplo, o grão de areia tem consciência, mas não sabe disso.
É, portanto, fundamental, voltar a Newton, injustamente desprezado no século XX, quando a festa relativista induziu a se valorizar os pavimentos superiores de um edifício ao ponto de se propor o esquecimento de suas fundações. Lá, em Newton, com suas leis detonadoras de expressões como F = mv², Einstein foi buscar a sua E = mc² e temos, agora, de fazer
F = m(e/t)², dando valores muito pequenos a "t", sem esquecer do zero que faz a consciência estar em todos os lugares ao mesmo tempo, dando ao pensamento uma velocidade infinita, explodindo a idéia de limitação da velocidade no Universo.
Difícil, mesmo, será comprovar isso em laboratório, sem ser Deus. É mais fácil negar do que aceitar o que não se comprova experimentalmente, ainda que seja evidente e matematicamente demonstrado. Nós vamos comprovar fisicamente que há uma velocidade infinita, quando uma formiga comprovar experimentalmente que além das folhas que ela corta no mato, existem vinhos magníficos e chocolates deliciosos.
Como é vaidoso (e ignorante), o ser humano!
Felizmente - isto é uma certeza - estamos evoluindo para alguma coisa acima da simples intelectualidade. Este, no entanto, é um outro departamento, que pertence à disciplina Psíquica, com suas duas leis fundamentais: as de que tudo se atrai e de que tudo evolui.
A minha "Teoria Unificada do Universo", de 2007, está assim, com aspas, no Google.
Já, já, será hora de mexer em alguns detalhes dela, porque nada é imutável, tudo se transforma.
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