quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MANIFESTO DO APOCALIPSE


Tudo é atração e evolução:
vivemos o fim de um ciclo!                                                            


   Nesta data – 14 de agosto de 2012 – completo os 75 anos de vida e 55, de estudo e pesquisa do que sempre me pareceu o problema maior da humanidade: sua existência no espaço. Ao fazer aniversário em 1957, encontrava-me naquela posição perigosa, de indefinição, entre o fim do curso médio e o início do universitário. Já tinha, então, lido Platão e Schopenhauer, mas também Júlio Verne e Conan Doyle, entre muitos outros, cada um com sua visão do ser humano. Einstein era recém-falecido e os jovens tinham, então, apenas uma dúzia de anos de pós-guerra, vivendo com a insegurança da bomba atômica, que os levava ao medo de um fim do mundo antes de usufruirem o que a vida adulta proporciona. Da juventude transviada ao movimento hippie, tudo era sintoma do “aproveite enquanto há tempo”. No sentido inverso, chamado por Platão para a Atlântida, penetrei nos deuses, túmulos e sábios de C. W. Ceram e logo me encontrava entre os rozacruzes da AMORC, recebendo sua primeira monografia pelo correio no exato dia em que comemorava meus 20 anos, lendo-a inteiramente, entusiasmado com a revelação dos mistérios da civilização egípcia, na qual nasceram o misticismo e o monoteísmo estruturados no conhecimento de que o Sol é a fonte da vida.

   Neste momento, meio século depois, a humanidade vive uma insegurança ainda maior. Não bastassem muitas guerras militares, políticas e econômicas, além da violência urbana, espalhadas pelo planeta, somos bombardeados diuturnamente pela mídia eletrônica, com as notícias reais de terremotos, vulcões, inundações catastróficas, anúncio de meteoros e profecias apocalípticas de fim do mundo provocado por configurações cósmicas. O que existe de mais ameaçador na superfície da Terra, no entanto, é uma convulsão social cotidiana derivada do aumento populacional sem a preocupação básica com a necessária educação universal, isto é, de todos os seres humanos, que dispõem de uma Ferrari no cérebro e não sabem como dirigí-la, atropelando a todos em todos os lugares e momentos. Enquanto se pensar que os homens precisam de dinheiro e não de conhecimento, o problema se agravará e isto sim, poderá levar a humanidade ao caos exterminador.

   Este manifesto tem o objetivo de criar uma corrente de fluxo volumoso e veloz em prol da educação universal com o único objetivo de iluminar os indivíduos, sem os quais não há coletividade, partindo da evidência de que a qualidade dessa coletividade, seja ela uma minúscula equipe, seja uma pequena comunidade, seja uma grande nação, depende da qualidade de cada um dos seus indivíduos, cada um sendo respeitado no seu estádio de evolução, não apenas física, genética, mas principalmente psíquica – dependente, esta, do volume da informação que recebe e que, conduzida aos seus neurônios, será por eles livremente filtrada e processada – assim capacitando o seu ego a livrá-lo da dependência intelectual que transforma homens em ovelhas, condicionando-as ao pasto dos rebanhos conduzidos por pastores raramente bem intencionados, que alimentam o seu gado para dele retirar a lã, o leite e até a carne.

   Antes de tudo, é necessário buscar o todo e não se acomodar na parte que costuma ser oferecida como sendo aquele. Assim, poucas ovelhas conhecem a verdade, limitando-se a cultivar apenas uma parcela do conhecimento, aquela que interessa ao seu pastor, à frente de uma mídia qualquer, seja uma emissora de televisão, um jornal, um instituição cultural, um partido político ou uma seita religiosa. Ninguém deve se conformar em receber apenas um setor do círculo, filiando-se a somente um formador de consciência, se depende exclusivamente de sí a recepção de toda a informação que lhe dá independência para viver livremente.

   Por outro lado, não se consegue explorar um rebanho, sem dominá-lo através da ignorância de seus indivíduos. Daí o interesse de muitos políticos em levar suas ovelhas para as festas e tirá-las das escolas. Pão e circo costumam ser, desde os impérios da antiguidade, o alimento da ignorância, da alienação, da dependência e consequentemente da pobreza. Por isso é muito perigoso o discurso que fomenta as coletividades constituidas por massas ignorantes, facilmente manobradas para lutar e morrer em benefício de poucos indivíduos sedentos de poder e riqueza. Quem evolui é sempre o indivíduo, através do próprio esforço em busca da informação, toda ela, de todas as fontes, cabendo apenas aos seus próprios neurônios fazer a seleção e o processamento dela.  É impossível fazer evoluir uma coletividade qualquer, sem que cada um dos seus indivíduos evolua com independência e liberdade plenas. Assim, a cultura do ego, feita de forma salutar, sem se deixar medrar o egoismo, é a senda que promove a evolução individual do ser e consequentemente a coletiva, de uma comunidade, de uma nação e de toda a humanidade.

   É de importância fundamental para a raça humana, compreender isso, num momento de fim de ciclo, na Terra.  Um conhecimento que poucos têm é o de que a Terra, girando o seu eixo com a obliquidade de 23 graus e 27 minutos, movendo-se no plano da eclítica, isto é, em volta do Sol, muda continuamente esse eixo de posição de modo a gerar um cone em quase 26 mil anos. Foi o grego Tales, de Mileto, cerca de seis séculos antes de Cristo, quem descobriu esse fato, conhecido como “precessão dos equinócios”. Esse movimento cíclico tem sido referido não apenas pelos astrônomos, mas igualmente pelos místicos que vêem, nele, alguma relação com a própria evolução da existência da vida na Terra. Aqui está um pequeno trecho do meu livro A Noite dos Livros do Mundo[1], que ilustra esta notícia.

   Igualmente, o eixo da Terra gira 360 graus, num período de 12 vezes 15 vezes 144 anos, totalizando 25 920 anos, que correspondem a 12 eras de 2160 anos, cada uma delas iniciada pela ligação de um ser iluminado a um ser humano, aqui apresentado como um avatar vindo do Reino de Deus. Isso significa que cada ego se liga a um novo corpo material 15 vezes durante uma era, vivendo até 144 anos em cada vez. A cada 26 milênios – 12 eras – repete-se a posição do eixo da Terra, completando-se um ciclo evolutivo que gera uma nova raça planetária. Isto significa que já temos um número de pessoas neste planeta, agora, com estrutura de consciência mais complexa e avançada e assim psiquicamente mais evoluídas, consequentemente mais poderosas. Ao contrário do que se costuma divulgar, essa raça não é definida por um conjunto de características físicas como a cor da pele ou a forma de partes do corpo, mas por parâmetros intelectuais determinados por maior complexidade da estrutura de consciência, determinantes, por sua vez, do comportamento de cada indivíduo, não obtido por sua educação após o nascimento, mas sendo ligada ao seu cérebro nesse momento. O que determina a raça é a evolução do ego eterno que se liga ao ego neural desenvolvido no embrião dentro do útero materno e o adota a partir do corte do cordão umbilical, substituindo a mãe da criança a partir do seu nascimento e comandando-a, noite após noite, quando é forçada a sair da consciência neural e visitar o seu Inconsciente fora do corpo.

    O que se chama Reino de Deus nada mais seria do que o ambiente onde vivem os seres sapienciais, a próxima etapa da evolução, quando se chega ao topo da intelectualidade. Toda a existência material evoluiu do mineral (gás, líquido, sólido) para o vegetal e o animal. Inicialmente, tão coletivo como pode ser um conjunto de moléculas, depois de células vivas, até animais em colônias, cardumes e bandos; depois tão individual como os mamíferos, com o homem no topo. Em toda essa trajetória, a consciência estruturou-se em crescente complexidade na direção da individualidade. Neste momento, cada ego humano, intelectual, está evoluindo para ser sapiencial e nascer no mesmo ambiente telúrico ou em outro. Provavelmente, foi isso o que um ser sapiencial, ligando-se a um corpo humano, que tomou o nome de Jesus, ao nascer, veio anunciar, há dois mil anos. Aumentando sua consciência, com informação, o homem evolui e deixa de ser apenas intelectual para ser sapiencial. Um ego sapiencial pode optar por ligar-se a um corpo humano, intelectual, no nascimento deste, para poder falar a todos os homens. Poderia, um ego, contudo, sendo um de nós, intelectual, dizendo-se Filho do Homem e mantendo-se consciente após sua morte, retornar à vida material, optando por se ligar a um ser animal – por exemplo, um gato – no nascimento deste, com o propósito de comunicar a todos os gatos o que é o Reino do Homem. Evidentemente, os gatos não compreenderiam a mensagem e poderiam sentir-se ameaçados, expulsando o mensageiro. Foi o que provavelmente ocorreu com o sapiencial Filho de Deus, na Terra, há dois mil anos, falando sobre o seu Reino. O processo evolutivo que nos levará a ser sapienciais será, no entanto, muito demorado, se continuarmos a recusar a informação, dedicando mais tempo a festas e outras atividades lúdicas sociais, do que à alimentação do ego. Este não evoluirá se for ignorado, agredido ou até mesmo, destruído.

   O que está sendo anunciado como Apocalipse, erroneamente traduzido como Fim do Mundo, nada mais é do que a Revelação – este é o significado da palavra grega – do advento de um novo ciclo de 25.920 anos, com o fim do atual, quando a raça humana, intelectual, surgiu na Terra. A civilização maia, como ocorreu com outros povos antigos, estudou o céu, fazendo astrologia e determinando o momento em que o fim desse ciclo coincidirá com um fenômeno que a antiga astrologia e a atual astronomia dizem ser o alinhamento do planeta Terra e do Sol com o núcleo da nossa galáxia, a Via Láctea.

   Os maias terminaram o seu calendário correspondente ao ciclo atual, no dia 21 de dezembro de 2012, que determina o início do fim do domínio da raça intelectual e não o fim do mundo; seja este o planeta Terra ou a vida em sua superfície. Assim como o Homem – ser intelectual – já domina os animais, convivendo e sem acabar com eles; o ser sapiencial dominará os homens, também convivendo e sem acabar com estes. A boa notícia é que, tais seres sapienciais, resultantes da evolução dos humanos, nos orientarão – como anunciou Jesus – para que nos tornemos, também, sapienciais. Evidentemente, esse processo será tão mais rápido quão mais acelerada for a educação do intelectual, na busca da evolução do seu ego. Deve ser dito que a evolução do ego animal – que só tem alma, isto é, movimento (anima) – tem sido mais lenta, do que é e será a do intelectual, que também tem movimento (alma), mas ganhou a capacidade de interpretar símbolos, criar linguagem e desenvolver raciocínios complexos, construindo estruturas tecnológicas e fazendo Filosofia e Ciência. Deve-se, no entanto, perguntar: quantos homens, na Terra, ainda vivem como animais, sem aplicar e desenvolver seu intelecto? Igualmente, assim como temos hoje, egos animais em cérebros intelectuais, pelo aumento da população dos intelectuais, certamente, alguns ou muitos egos intelectuais se ligarão a corpos sapienciais, enquanto houver muito poucos egos destes, no futuro da Terra.

   Tudo isso é fruto dos meus estudos, que me conduziram a uma pesquisa interminável na procura do que é a humanidade no espaço infinito do Universo. Sempre dei notícias do meu progresso, em matérias de jornal. Em 1981, publiquei um livro – Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus, Edições Melhoramentos. São Paulo – no qual ensaiei uma cosmologia, propondo que dentro do universo infinito, há macróbios, tão maiores do que nós como os micróbios são menores. Com essa proporção, estaríamos dentro deles, que seriam células de um corpo ainda maior, cada uma delas com moléculas, que seriam galáxias ou conjunto destas, podendo cada galáxia ser como um átomo em que cada estrela estaria na posição de um elétron e cujo núcleo seria um buraco negro. Assim, a humanidade viveria na superfície de um “planeta” em volta de um desses “elétrons”, o Sol. Um elétron do corpo macróbio – ainda sem esse significado nos dicionários – que poderíamos considerar um “deus”, do mesmo modo como somos um deus para o que quer que possa haver em torno de um elétron qualquer de uma célula do nosso corpo.

   Também nesse livro, ensaiei um conceito de “quase matéria” para partículas livres, que ainda não compunham o átomo, com velocidades superiores à do elétron, entre outras propostas inovadoras, já ampliando a cosmologia relativa ao que se diz ser o “nosso universo conhecido”, para o menor e para o maior, sem limites. Estrutura na qual a humanidade é “quase nada”, muito distante daquele sentimento que costumamos cultivar de que o homem é tudo o que interessa. Evidentemente, nesse contexto, é coerente que o homem não se interesse por um referencial que o considere “quase nada”. Principalmente ao se saber que a grande maioria dos homens – em alguns lugares, a totalidade – nada mais conhece, além da sua comunidade, da sua região ou da sua nação (os mais informados), gostando de serem ovelhas num rebanho. Na tentativa de falar a esses menos ilustrados, cientificamente, passei a ter no bolso uma pedra amarrada a um cordão, que segurava na outra extremidade, girando em volta do meu corpo e aumentando sua velocidade até que não mais se visse a pedra como tal, parecendo haver um aro em seu lugar. Na realidade, que é ilusória, ela se tornava um aro, porque a velocidade a colocava em todos os lugares da sua órbita, ao mesmo tempo, para o observador. Científicamente, assim é o átomo de hidrogênio, que, como sabemos, é um gás. Se colocarmos várias pedras a girar, com cordões de diversos tamanhos, em planos diversos, teremos esferas como em átomos de muitos elétrons, como os de ferro ou de chumbo. Imaginando todos esses átomos a compor moléculas e estas a formar um corpo sólido, é evidente que as pessoas verão esse corpo e tocarão nele como uma realidade fisicamente observável, impenetrável. Basta, no entanto, que se pare teoricamente o movimento de todos os elétrons, para nada mais existir, daquela realidade. Se o corpo era um copo ou uma mesa, deixará de ser visto e tocado com a mão.

   Quarenta anos de estudos e pesquisa – era 1997 – estava eu em Frankfurt, assessorando a Fundação Cultural do Estado da Bahia na sua primeira Feira do Livro, ali – quando tive a idéia de escrever um romance com aquele cenário, envolvendo um editor de livros de misticismo no contexto de um momento de revelação para a humanidade, isto é, de apocalipse, do fim do ciclo que ocorre com a precessão dos equinócios e consequente advento de uma nova raça – não uma raça biológica, de caráter genético, mas psíquica – com uma consequente mudança na organização cósmica. Achei, então, que esse livro seria o veículo para revelar o que já descobrira sobre o Nada, o Verbo e outras notícias dadas por João, o evangelista; assim como sobre o Apocalipse, de Joâo, o presbítero, dentro de uma proposta de unificação dos campos gravitacional, eletromagnético e quântico, perseguida e ainda não alcançada pela Física. Havia chegado à conclusão de que a Física era a conseqûencia de um processo anterior, baseado no tempo como duração da consciência, antiga definição mística desprezada pelo que se convenciou chamar de Ciência, limitada esta ao laboratório da Física. Assim surgiu o livro A Noite dos Livros do Mundo, com cenário na Feira do Livro de Frankfurt e em um encontro mundial dos místicos, como evento paralelo à feira, mas, sobretudo, como arauto de uma nova disciplina científica – a Psíquica – e intérprete da revelação feita por João, de Patmos, no seu por isso mesmo chamado Livro do Apocalipse.

   Ao fim destes quinze anos, com dois livros prontos e o terceiro recebendo redação final, a trilogia Nortada precisa de divulgação universal para cumprir seu objetivo. Aí, mais uma vez, optei por romper com o vício acadêmico da formalidade que, se por um lado é bom, porque visa impedir a aventura especulativa e não raramente leviana; por outro é mau, porque acaba barrando a iniciativa corajosa de ousar com a inovação que desafia velhas estruturas e renova a paisagem com outras, novas, em procedimento apropriado quando se trata de outras formas de abrigo da consciência em sua evolução. Assim, criei um blog para publicar textos, registrá-los com data de publicação (como nas revistas científicas) e arquivá-los para sempre. Chamei-o de BLOGART. ART como iniciais de Archivu Registru Textu.

   Em 25 de fevereiro de 2012, publiquei neste blog um texto intitulado 2012: O Apocalipse é a Revelação, com o qual encerro este manifesto (leiam-no aqui, em seguida), conclamando a todos os intelectuais a tomar contato com o processo evolutivo da consciência que os informa – esta é a boa notícia – sobre a senda a ser percorrida com entusiasmo e paciência, na direção e no sentido de chegar à sapiência. Ao contrário do que tem sido proposto, é necessário fortalecer o ego – com altruismo – trabalhando pela sua evolução e com propósitos de cooperação, mas sobretudo, a serviço da educação, com liberdade de informação ampla e irrestrita, ainda que isto faça desmoronar castelos de cartas montados a serviço dos pecados capitais.

   Assim, pela Internet ou por via impressa, proponho a reprodução e distribuição deste manifesto do apocalipse, que é revelação, ao tempo em que sugiro recomendar-se uma visita mensal ao BLOGART – http://adinoel-blogart.blogspot.com – e a leitura da trilogia Nortada, onde tudo isso é detalhado como ficção policial de mistério com apêndices nos quais os assuntos são aprofundados e iluminados.

Salvador, 14 de agosto de 2012

Adinoel Motta Maia  


[1] A Noite dos Livros do Mundo é o segundo romance da trilogia Nortada, com publicação programada para outubro de 2012. O primeiro romance, A Cruz dos Mares do Mundo, já está nas livrarias e pode ser adquirido diretamente à distribuidora, pela Internet (www.lojasingular.com.br). O terceiro romance, A Trilha dos Santos do Mundo, estará disponível no primeiro semestre de 2013. A trilogia lança a Teoria Unificada do Universo em livro (já pode ser lida no Google, digitando esse título entre aspas) e a disciplina científica Psíquica, que tem por objeto o estudo dos fenômenos cuja velocidade é superior à da luz, isto é, as manifestações estruturais da consciência que crescem em massa até formar o fóton, fazendo-se a luz e daí, a energia e a matéria, objetos de estudo da Física, que abrange o campo dos fenômenos cujas velocidades são inferiores a 300 mil quilômetros por segundo.
LEIA NESTE BLOG (25/02/2012) "2012: O APOCALIPSE É A REVELAÇÃO"

terça-feira, 31 de julho de 2012

NO INÍCIO ERA A CONSCIÊNCIA

 
O Universo de energia e matéria surgiu de um 
campo de consciência conhecido como o Nada

  Há uma insatisfação generalizada no mundo científico, porque a Ciência não consegue chegar ao Nada, pressupondo que, por mais que se reduza tudo, sobra sempre alguma coisa. Os aceleradores de partículas estão trabalhando muito para quebrá-las e por mais que se ache uma menor, esta ainda não é a resposta, parecendo que esse processo não tem fim.
   A principal dificuldade é a condição estabelecida pela Física (pelos físicos), de que nada existe fora dela. Física é sinônimo de Ciência, para eles. Com a equação de Newton [ f = ma ] ou [ f = mv² ] ou [ f = m(e/t)² ], atribuindo-se o valor da velocidade da luz à letra "v", transforma-se a força "f" em energia. O primeiro a fazer isso foi Albert Einstein, que escreveu essa equação [E = mC²] e estabeleceu que C, a velocidade da luz, é o limite da realidade física, isto é, não pode haver velocidade maior do que ela, quando se trata de energia e de matéria, sob pena de se perder o conceito de tempo que se manifesta em realidade, isto é, um tempo em que o passado antecede o presente e este antecede o futuro, tudo bonitinho, como estamos acostumados a experimentar na vida e em nossos laboratórios.
   Assim, o Universo nasceu - para os físicos - com uma grande explosão de energia (fótons na velocidade da luz), que humoristicamente se chama de Big Bang. Até hoje, ninguém sabe como o Nada explodiu. Evidentemente, se existia algo antes da explosão, esta não foi o início de coisa alguma. Os físicos se recusam a admitir que existia alguma coisa antes da energia e da matéria. Esta é a dificuldade, o obstáculo intransponível para resolver o problema. Recusam porque nada encontram que pudesse gerar massa, que não seja energia.
   Evidentemente, para se aceitar isso, é necessário mexer no conceito de massa.
   Diz a Física, que massa é, segundo se lê no dicionário do Aurélio: "Grandeza fundamental da física, que mede a inércia de um corpo, e que é igual à constante de proporcionalidade existente entre uma força que atua sobre o corpo e a aceleração que esta força lhe imprime",
   Para a Física, não há massa fora da matéria (corpo), que se transforma em energia, sendo desta derivada.
   Para todos nós, buscadores, que ainda não sabemos tudo e assim admitimos que há algo além e aquém da Física e do nosso conhecimento, massa pode ser quantidade de consciência, que se estrutura segundo as leis da atração e da evolução, tornando-se energia (explosão de fótons, criando a luz), que se transforma em matéria. A definição acima é retirada da equação de Newton [ f = ma ]. Isto nos diz que há um componente da fórmula, o tempo [ f = m(e/t)² ], que tem sido limitado às ocorrências da matéria e da energia. Se estamos procurando a origem destas, temos de fazê-lo fora delas e assim, o tempo deve ser definido no seu mais amplo perfil, como "duração da consciência".
   Alguém duvida que o tempo seja a duração da consciência?
   Pode-se estar consciente, sem perceber a passagem do tempo?
   Alguém percebe o tempo passar, quando está inconsciente, dormindo?
   Sendo o tempo, portanto, a duração da consciência, é função desta e assim, a consciência não pode ser ignorada na formulação dos seus valores. Aliás, Einstein, sem perceber isso, só pôde conceber sua teoria da relatividade por considerar o tempo como dimensão do espaço, mas não segundo uma direção, como as outras três. O tempo é medido segundo uma duração. Duração de que? Da consciência, que relativiza tudo, que estabelece relações entre um fenômeno e outro. É conhecido que na sua experiência com as velocidades dos trens que se cruzam e passam por uma estação, essas velocidades dependem da posição do observador num dos trens ou na plataforma. Em outras palavras: depende da consciência do observador.
   O grande problema, para os físicos, é considerar a consciência apenas como um atributo do cérebro. Os neurologistas, hoje, buscam determinar a sede da consciência... no cérebro humano.
   Uma cobra não tem consciência de que está viva?
   E um girassol que se move em função da luz solar?
   Um granito que reage ao ácido sulfúrico que o corrói, percebe algo?
   Por que existem reações químicas diferentes, se as substâncias são diferentes?
   Evidentemente, se não houvesse consciência, não haveria reação alguma.
   Uma pessoa que dorme, assim inconsciente, reage a um assalto?
   Einstein disse que o tempo é uma dimensão do espaço, mas a colocou fora dele. Daí sua expressão "espaço-tempo", sem considerar um "espaço-comprimento", um "espaço-altura", e um "espaço-largura".
   Parece que os físicos não sabem bem o que é espaço.
   O espaço é consciência com duração e direções.
   O Nada é um espaço infinito apenas consciente de sua duração e de suas direções.
   Consciência é o Nada e este é o início de tudo.
   É claro, isto ainda é uma teoria, que precisa de muito trabalho para ser comprovada, mas não nos laboratórios da Física. Certamente, nos laboratórios da Psíquica, disciplina que surge assim para estudar o campo onde ocorrem os fenômenos cujas velocidades são superiores à da luz.
   Recomendo pesquisar no Google, digitando "Teoria Unificada no Universo" (assim, com as aspas).
   Pode-se ler, também, os textos anteriores, neste blog.
   Quem quiser um bom romance policial de mistério com apêndices que fundamentam este assunto, recomendo "A Cruz dos Mares do Mundo" (nas livrarias e por e-commerce em www.livrariasingular.com.br).

Adinoel Motta Maia

quinta-feira, 5 de julho de 2012

EM BUSCA DA PARTÍCULA DE DEUS

O que significa descobrir-se partículas cada vez menores de quase-matéria (as da matéria são as que estão no núcleo dos átomos ou giram em torno dele), sem a análise que as conduzem aos fenômenos da Psíquica, cuja velocidade é superior à da luz?



   A Física (os físicos) aceitam apenas o que existe abaixo e até a velocidade da luz. Com isto, tenta(m) provar que nada mais existe além da energia e da matéria, no Universo, tudo surgindo no chamado Big Bang, um fenômeno inexplicado que, segundo eles, explodiu um "átomo primordial" muito pequeno, no qual se concentrava toda a energia e toda a matéria que assim começou a se expandir e formar o Universo que hoje conhecemos.

   Tentando comprovar isso, a Física, na sua autosuficiência, tem procurado partículas cada vez menores, que formariam as já conhecidas. Assim, foram encontrados os quarks, entre outras e agora, neste 4 de julho de 2012, gastando-se muito dinheiro, encontrou-se mais uma, que se supõe ser aquela proposta por Higgs e que ficou conhecida como "a partícula de Deus", porque, comprovada sua existência, se provaria "fisicamente" a inexistência de Deus, isto é, se provaria que a matéria, como a energia, teriam surgido da explosão expontânea e não de uma vontade divina.

   Neste momento de euforia, mostrou-se uma mulher na televisão a dizer que essa descoberta marcaria o início do fim da religião. A vaidade humana só é menor do que sua estupidez. Trabalhando modesta e isoladamente, nestes últimos cinquenta e cinco anos, tenho buscado com paciência e já encontrei, ao lado da realidade da Física, a atualidade da Psíquica, nova disciplina científica que se junta àquela, para mostrar que se pode (e deve) estudar o campo no qual os fenômenos ocorrem em velocidades superiores à da luz, a partir do antigo conhecimento de que o tempo é a duração da consciência (ver textos anteriores neste blog).

Estão, contudo, certos, os físicos, num ponto: enquanto se trabalhar com partículas (matéria ou quase-matéria) ou mesmo com ondas (energia), pode-se conhecer a obra de Deus, mas não a sua natureza. A idéia do Deus físico, no campo da realidade, é incompatível com a ciência. Ao contrário, o Deus apenas psíquico, pode ser objeto da ciência, se esta trabalhar com velocidades superiores à da luz. Já foi mostrado neste blog, que isso se comprova matematicamente com as equações de Newton.

Assim, a descoberta, agora, de mais uma partícula, menor do que todas as outras já conhecidas sinaliza apenas que muitas outras, ainda menores, existem, em velocidades menores que a da luz.
Para saber o que acontece em velocidades superiores à da luz, remeto os leitores à minha Teoria Unificada do Universo, publicada em 2007 e que se encontra no Google (basta digitar "Teoria Unificada do Universo", assim, com as aspas, para lê-la, ali).

Neste momento de comemoração pela descoberta do que poderá ser o bóson proposto por Higgs, é saudável não cometer exageros e considerar o fato de que há uma Psíquica ao lado da Física, não para proteger religiões, mas para explicá-las como necessárias enquanto não se penetra no Reino da Consciência, que é o Reino de Deus. Aos apressadinhos, gostaria de lembrar que a Teoria da Relatividade de Einstein não existiria se ele não admitisse que o tempo varia com a posição do observador (a velha experiência de observar um trem dentro ou fora dele), o que significa exatamente isso: a matéria é mera ilusão. Depende da duração da consciência. Se Einstein tivesse dado importância a isso, teria concluído com sucesso sua teoria da unificação dos campos. O que se chama de Mecânica Quântica está num campo de consciência, cujas velocidades são superiores à da luz.

Assim, enquanto a Religião utiliza a Fé para obter resultados imediatos com a Psíquica, poderá também trabalhar com a Razão, para chegar a soluções mais sólidas, com a Física. Estamos chegando, assim, a um mundo completo, que começa com o pensamento, que cria a energia, que cria a matéria.  Não só o bóson de Higgs ou qualquer outra partícula menor do que esta, portanto, negará a criação do Universo por toda a consciência que se encontra em todos os seus pontos, num espaço infinito com uma duração e três extensões (direções ortogonais), conforme demonstrado na teoria acima referida.

Apesar do tempo enorme no qual tento divulgá-la, faz-se olhos cegos e ouvidos ocos a ela. Quem tem medo do que? Meu livro "A Cruz dos Mares do Mundo" - nas livrarias - coloca-a na ficção e este blog registra-a no tempo. Por que a mídia a ignora, sem capacidade para criticá-la, sem colocá-la em discussão? Faz-se um festival para anunciar uma descoberta no campo da matéria - apenas mais uma - sem mudar nada do que já se sabe. Esconde-se, no entanto, uma proposta que vai à verdadeira origem do Universo, a partir do Nada, mostrando que a realidade nada mais é do que sucessão infinita de atualidades, em duração e em extensão, que se comprova matematicamente pela mais simples das expressões: e = vt.

Adinoel Motta Maia

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Origem e história da consciência

Artigo


Adinoel Motta Maia

   No meu romance A Cruz dos Mares do Mundo há um personagem feminino aparentemente frágil, que domina a narrativa. Regina - este o seu nome - vive o terrível problema da personalidade múltipla. Uma simples mulher, que chuta sua própria vida para o alto, trabalhando como faxineira durante o dia, mas fazendo um curso de Direito à noite, sem dar, contudo, qualquer atenção à sua existência como pessoa,  sequer percebendo haver duas outras personalidades a tomar o seu tempo de consciência. Uma destas, uma índia tupinambá na ilha de Itaparica, vivendo momentos e cenário de 1997, numa autêntica viagem ao futuro, com toda a memória dos anos 1501/1503, quando a expedição de Gonçalo Coelho descobria a Baía de Todos os Santos e deixava ali um degredado.
   Esta estrutura ficcional, dentro de um romance policial de mistério, dialoga com a realidade, para trazer à luz uma questão cada vez mais importante para o ser humano: a evolução do seu ego. Como observador e pesquisador, verifico que, assim como nenhum dos pigmentos individuais de cores diferentes deixa de ser puro, dentro de uma cor resultante de sua mistura, os egos individuais em sua sociedade permanecem com suas próprias posições evolutivas, isto é, seus próprio caráteres temporários, em cada momento daquela comunidade. A evolução é sempre do indivíduo, esteja o seu ego num corpo animal, esteja num ser intelectual. A evolução de um conjunto, seja este uma empresa ou uma nação, é sempre a resultante da evolução dos seus componentes individuais.
   Disso se tira uma primeira conclusão: enquanto o indivíduo cresce psiquicamente com o seu intelecto, a sociedade se manifesta progressivamente através de sua estrutura física. Isso explica porque o amor, que liga os indivíduos num corpo social, não é necessário numa ação meramene intelectual. Aquele precisa da paixão, este da razão. Aquele se realiza com a união de seus membros, enquanto este se aplica na sua própria evolução. Está claro que a informação, o conhecimento, conduz ao processamento que forma novas e mais complexas estruturas de consciência, que promovem a evolução dos seres e das espécies; enquanto a sensação, a emoção, estimula processos de efervescência, de agitação, de revolução, não raramente destrutivos.
   Dai se infere que a evolução do ego, historicamente comprovável, na Terra, é determinante na evolução não só de cada ser, como da sua espécie, na medida em que cada indivíduo a representa, havendo duas questões fundamentais a serem examinadas: como evoluir e por que evoluir.
   Evidentemente, ego é consciência. Quando se fala em consciência, trivialmente, a referência é o cérebro humano, com seus neurônios (memória e processamento), sem dúvida, a mais complexa estrutura de pensamento por nós conhecida científicamente. Por esta afirmação, deduz-se não haver ser mais evoluído que o homem, na Terra. Costuma-se pensar que, se houvesse, já o conheceríamos, pois, provavelmente, seríamos dominados por ele, além do que, nada se tem apresentado como tal, no panorama cotidiano, como nós nos apresentamos aos cavalos e cachorros, por exemplo.
   Estruturas de consciência, no entanto, não precisam estar em um cérebro. Há animais sem cérebro e com consciência organizada em sistemas nervosos primários. Bactérias, sem dúvida, têm consciência de suas funções. No próprio corpo-humano, uma célula-tronco é suficientemente consciente para realizar procedimentos repetitivos, que são manobras de transformação com objetivos por ela definidos. Se não há cérebro, onde está a sede da consciência? Onde estaria a sede da consciência  em um átomo? Ou em um fóton?
   O que é consciência?
   É basicamente o atributo ou estado de estar ciente de suas próprias percepções ou de sua relação com o outro ou o ambiente.
   Por definição, na Matemática ou mais precisamente, na Geometria, o ponto é a posição, sem extensão, no espaço. Não é visível, não é detectável nem é definível, nessa posição, por qualquer meio, que não seja a sua própria consciência.
   Esta frase é, provavelmente, a mais importante, para se conhecer o Universo Infinito, o espaço ilimitado em extensão e em duração, porque não é, este, nada mais do que um conjunto infinito de pontos justapostos, assim conscientes de si mesmo, isto é, cientes de sua relação com os demais.
   Podemos, assim, afirmar que no início era o Nada, ou seja, nada mais que a Consciência de todos os pontos ou posições próprias destes, cada um relacionando-se com os outros à sua volta. A consciência de ser uma posição e de estar relacionada com as de outras posições.
   Essa consciência de uma posição, determinaria, geométricamente, o seu ego, que, associado a outro ego assim puntual, nos daria a consciência matemática de uma distância, um intervalo. Esta, associada à consciência de outro ponto qualquer, formaria a consciência de uma área triangular, que, associada a um quarto ponto fora do plano dos outros três, evoluiria para o ego de um tetraedro, geométricamente sólido, de dimensão infinitesimal. A consciência da associação de um grande número desses tetraedros poderia colocá-los em linha ou em bloco. Aí já teríamos uma duração considerável, embora infinitesimal, dessa consciência. Sem que os pontos mudem de posição,  a consciência poderia trocar de posição nesse processo, com o tempo (duração da consciência) a determinar movimento e velocidade deste de modo que tal linha ou tal bloco se mova. O movimento doa pontos da linha seria a consciência da mudança de posição desta e a isso chamaríamos de onda. O movimento dos pontos do bloco seria a consciência do seu deslocamento numa direção e aí poderíamos chama-lo de partícula. O ego de uma onda ou de uma partícula, seria, assim, estruturalmente bem mais complexo do que o ego de um tetraedro ou de um ponto, original. A isso, chamamos de evolução, isto é, a transformação de uma estrutura de consciência mais simples, numa outra, mais complexa. Estrutura de consciência, de pensamento, em velocidades próximas do infinito, muito acima da velocidade da luz, que é de 300 mil quilômetros por segundo. Tão grandes que podem ser consideradas como estando em dois lugares, quase ao mesmo tempo (duração da consciência para ir de um lugar para outro), num agora, uma atualidade. No campo da Psíquica.
   Aumentando-se muito, muito, muito... a quantidade de tetraedros formadores de tais linhas ou blocos (ondas ou partículas), estaremos aumentando sua "massa" e como se prova pela equação matemática f = mv², de Newton, aumentando-se a massa, diminui-se a velocidade, assim chegando à 300 mil quilômetros por segundo, velocidade da luz, quando se passa da atualidade psíquica para a realidade física da energia e da matéria, surgindo o fóton e a partir deste, todas as ondas eletromagnéticas e todas as partículas de quase-matéria, livres, organizando-se em átomos e criando a matéria.
   Nesse processo, o que poderíamos chamar de Big Bang, seria a explosão de luz quer teria surgido com a criação do fóton e o consequente surgimento de todas as ondas eletromagnéticas e de todas as partículas existentes, em velocidades menores do que a da luz.
   Nada mais do que isso, simples assim.
   Que me desculpem os físicos que estão gastando fortunas para descobrir o Bóson de Higgs!
   Apenas mais uma partícula, que, por si só, não provará como nasceu o Universo.




sexta-feira, 4 de maio de 2012

A ALMA, O EGO E O INÍCIO DA VIDA

ARTIGO

Adinoel Motta Maia


   Com reportagem de Adriana Dias Lopes, a edição de VEJA do dia 18 de abril de 2012 referiu-se ao julgamento do Supremo Tribunal Federal que aprovou o aborto de fetos anencéfalos, no Brasil. A matéria respeita os pontos de vista da Igreja, mas também o direito da mulher em ter uma gestação coerente com sua proposta de maternidade. Recorto um trecho, contudo, com o qual a repórter assume visão e ação corajosas: “Continuaremos inapelavelmente a conviver com um dos temas mais profundos da condição humana – o início da vida. Não há uma resposta definitiva e talvez nunca haja. Entender o princípio da existência depende de dogmas religiosos, morais e científicos”.

   Está atenta, a jornalista, à prática de se colocar o entendimento, a compreensão, o conhecimento de alguma coisa, na dependência dos dogmas. Por definição, o dogma é “o ponto fundamental e indiscutível duma doutrina religiosa, e, por extensão, de qualquer doutrina ou sistema” (dicionário do Aurélio). Vê-se, por aí, que é um dispositivo interno para os filiados, adeptos, fiéis de uma seita, um partido, uma escola, que trabalha com visão particular da realidade, que costuma ser temporária, mas se eterniza no dogma. A Ciência, portanto, como instituição que busca a Verdade, esteja onde estiver, doa em quem doer, não deve, evidentemente, subjugar-se a qualquer dogma e nem – o que é muito pior – manter seus próprios dogmas, como o faz. Isso ocorre, porque a Ciência é feita por homens, que são religiosos ou ateus; políticos socialistas ou capitalistas; filósofos materialistas ou espiritualistas; das mais variadas correntes, assim subordinados a uma fidelidade não raramente cega e quando necessário, também muda.

   Tem sido raro no jornalismo reconhecer a existência do dogma científico. Como ocorreu na referida matéria. A Ciência institucionalizada é tão fechada que reserva para si os temas que só podem ser abordados através de complexos cálculos matemáticos ou de teorias que devem ser testadas e comprovadas por métodos exclusivos, recusando-se as evidências encontradas por meio de processos não realizados em laboratório físico. Daí resulta um odioso e prejudicial afastamento dos fenômenos que ocorrem em velocidades superiores à da luz, pelo simples fato de que não podem ser testados por aquele laboratório da energia e da matéria, assim se excluindo toda a fenomenologia da consciência do espaço sem tais suportes.

   A posição do pesquisador que se mete e se mexe em áreas da fronteira do conhecimento que costumam estar à beira do abismo, é muito perigosa. Existem estruturas solidificadas nas quais os ditos “cientistas” se colocam confortavelmente como donos da verdade, apoiados por um sistema epistemológico que só reconhece quem se submete aos cursos e provas de pós-graduação, criados para formar mão de obra especializada em apoio a programas empresariais específicos e cursos universitários, mas também para manter estruturas de pensamento que já foram revolucionárias, mas hoje estão em grande parte viciadas pela repetição de premissas ultrapassadas, principalmente em instituições ideologicamente compromissadas.

   No caso em pauta, como bem coloca a citada jornalista, além das posições clássicas de que a vida do homem começa no “momento da fecundação” (posição esta, da Igreja), ou quando “o embrião se fixa na parede do útero” ou “com o surgimento das primeiras células do sistema nervoso”, há uma quarta que põe o início da vida no exato momento do parto. Deve ser dito, no entanto, que esta é uma posição mística, montada na realidade da vida intrauterina, na qual o feto ainda é apenas uma parte do corpo da mãe, dependente desta para respirar, alimentar-se e receber os subsídios neurais que formam o seu ego mortal, que se desenvolve, mas só existe no cérebro, morrendo com este.

   A defesa da Igreja, em favor da continuação da gravidez, nos casos de comprovada anencefalia no feto, tem base na crença – nada mais que isso – de que este já é portador da alma, não como força responsável pelo movimento num corpo durante uma vida, entre muitas, mas como personalidade racional eterna encarnada naquele corpo para uma única vida, desde a fecundação. Assim sendo, eliminar o feto com procedimentos abortivos, frustraria a pretensão daquela “alma”, então impedida de ter o seu corpo, de cumprir seu destino, por pior ou nenhum que seja. Presume, assim, a Igreja, que essa “alma” seria prejudicada, sem a menor oportunidade de ter uma vida eterna, pois não poderia ser ativada em outro feto, numa vida material reduzida ao útero, sem o nascimento.

   Há aí, contudo, um erro milenar, que considera a “alma” como o ego eterno, aquela personalidade que sobrevive à morte do corpo. A alma – do latim anima – no entanto, é apenas o quantum de força que anima, que dá movimento ao ser vivo. Assim, nenhum mineral ou vegetal jamais foi considerado com alma, mas todos os “animais” dependem nitidamente dela para se movimentar. Este é o significado original, que se perdeu nos últimos milênios, substituído por outro, incorreto, falso, a serviço da ideia de que o ego (assim chamado de alma) “entra no corpo” logo após a fecundação ou no parto e “sai do corpo” com sua morte, para viver no inferno ou no paraíso eternamente; ou para reencarnar-se em outros fetos, na Terra, conforme a crença de cada um. De fato, com a perda da “alma”, o corpo morre, porque já não tem a força que produz seus movimentos, desde os internos, como os das células, inclusive as sanguíneas e os neurônios; até os externos, que o permite andar, nadar, voar.

   Para quem vê na “alma” também um ego, uma personalidade eterna que pensa, planeja e decide, além de determinar e comandar o movimento do corpo vivo, o ato do aborto é um crime equivalente ao homicídio, porque no feto não haveria apenas a capacidade de multiplicar células e mover-se no útero – isto é vida – mas também a de informar-se e absorver experiências psíquicas já necessárias à evolução eterna. Houve época, no entanto, em que a Igreja, não reconhecendo haver alma nos bichos – daí se poder matá-los e comê-los – comparava-os aos índios, ambos selvagens, afirmando que estes também não tinham “alma”. É evidente, portanto, que a alma, enquanto força que produz e altera o movimento, com energia – capaz de realizar trabalho – é adquirida logo com a penetração do espermatozoide no ovário e a consequente fecundação, no processo físico, genético, que orienta a formação do novo ser, enquanto corpo, com cérebro, com sua própria personalidade, isto é, seu ego neural, mortal ou “consciente” igualmente influenciado pelo ego materno, enquanto no útero, tendo, assim, razão, a Igreja, quanto ao momento do início da vida animal e intelectual, no homem.

   Está comprovado, até por imagens de ultrassom, que o feto, no útero, tem movimentos independentes, comandados pelo seu próprio cérebro. Tem alma, portanto, mas esse ego neural, sediado nesse cérebro e irradiado pelo sistema nervoso para todo o corpo, morre com a morte do corpo. Essa alma é inerente àquele corpo e cessa com ele. Ela é uma força que produz e altera o movimento, resultante da transformação de matéria oriunda do alimento em energia, que realiza trabalho. Nada mais do que isso. Até aí vão os materialistas, que corretamente limitam o movimento (a alma) até o fim da vida do corpo, ao qual pertence o cérebro, no campo da Fisiologia. Quando se diz que um João da Silva morreu, é porque acabou o movimento físico, no seu corpo sem alma.

   O que ainda não é considerado pela Ciência, contudo, é o outro ego, não sediado no cérebro, nem criado e comandado por este, independente da alma. Um ego superior e eterno que a religião costuma dizer ser “a alma" e não tem ligação com os movimentos do e no corpo, mas é resultado do desenvolvimento e evolução psíquicos do ser, a partir dos dados obtidos pela experiência de vida, nas trocas do homem com o seu exterior. As experiências do dia-a-dia do corpo com alma, isto é, com movimento, com vida a partir da fecundação, produz informação, dados que são armazenados em células nervosas (neurônios) e processados intelectualmente por um Consciente sediado no cérebro.

  Enquanto se encontra no útero materno, o feto depende da mãe para respirar, alimentar-se e pensar e sua atividade psíquica é restrita ao campo de estudo da Psicologia. Com o nascimento, o parto, corta-se o cordão umbilical e o feto vivo passa a ter autonomia, inspirando o ar com o qual recebe a força vital não mais da sua mãe, mas própria, diretamente do Sol, cuja energia está no ar que respiramos. Não há vida própria, sem o Sol. Com essa primeira inspiração, o Consciente ou ego neural e mortal do feto se liga a um ego eterno que estava disponível desde que se desligou de um corpo que morreu, e que passa a ser o seu Inconsciente, a estrutura psíquica com a qual dialogará ao dormir. O estudo desse diálogo está no campo da Psíquica, que está para a Psicologia, como a Física está para a Fisiologia.

   O campo da Física é o dos fenômenos cuja velocidade é inferior ou igual à velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo), o que vale dizer, da matéria e da energia, constituindo a Realidade. O campo da Psíquica é o dos fenômenos cuja velocidade é superior à da luz, constituindo a estrutura do pensamento, ou seja a da Atualidade, na qual se pode até estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ainda mais rápido do que já se faz com a Internet, numa amplitude universal, infinita. O Brasil está lançando a Psíquica para o mundo e vai ser bobo se deixar-se ultrapassar, como o fez, por exemplo, com a aerostação e a aviação.

   É nesse Inconsciente, que existe um back-up, um arquivo das experiências vividas por cada ego eterno, vida após vida, ligado sucessivamente a diversos egos neurais em corpos físicos, que nascem e morrem com suas almas. Como cada alma é força, é energia, apenas isso, é possível que possa ser vista a escapar do corpo, na sua morte, por pessoas mais sensíveis e capazes de perceber tais ondas em frequências maiores.

   Os dados das experiências cotidianas do ego neural e mortal são passados em vida, do Consciente para o Inconsciente, este fora do corpo, gerindo a evolução psíquica e física (genética) do ser e da sua espécie. Nesse processo de transmissão de dados, uma parte das informações é absorvida pela memória e outra é dejetada como sonho, numa digestão psíquica similar à física, na qual os nutrientes são aproveitados e levados para o sangue, dejetando-se o que é inútil para o corpo.

   O que se pode (e deve) agora buscar é se esse ego eterno não situado ou encontrado em qualquer corpo, está simplesmente no espaço cósmico, como informação relativa às experiências daqueles conjuntos de consciência do espaço, que se acumulam em memória e processamento, segundo as leis universais da atração e da evolução. Seu projeto é justamente o de evoluir, tendo vindo das formas e estruturas mais simples da consciência, passando pelos corpos animais, depois os intelectuais – os homens – em direção aos sapienciais, que por certo já existem, como etapa posterior da nossa evolução, num lugar que pode ser aquele "reino dos ceus" ao qual se referiu Jesus, que se teria ligado a um ego eterno já sapiencial, no seu nascimento, vindo nos trazer a notícia da existência dessa comunidade de sapienciais, ligando-se a um corpo humano, há dois mil anos. Este artigo aborda e desenvolve um fragmento da "Teoria Unificada do Universo" (entre com este título, com as aspas, no Google), que publiquei originalmente na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, em sua edição de 2007.
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Adinoel Motta Maia é professor fundador das disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”, da Universidade Federal da Bahia. Trabalha desde 1957 com uma proposta de unificação da Fé e da Razão e chegou, neste início de século XXI a uma Teoria Unificada do Universo, com a qual coloca o Nada como o conjunto (vazio, matemático, geométrico) dos pontos sem dimensão, apenas existentes pela consciência de suas respectivas posições, no Espaço formado por três direções ortogonais (comprimento, largura, altura) e uma duração (tempo) dessa consciência. Publicou um primeiro livro em 1981 (Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus) mostrando que o “nosso universo” é apenas um dos muitos macróbios existentes no espaço infinito; um artigo em 2007, na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, expondo sua teoria unificadadora; e agora uma trilogia, cujo primeiro livro – “A Cruz dos Mares do Mndo” – lança a Psíquica. Alimenta mensalmente este blog de arquivo e registro de textos originais (http://adinoel-blogart.blogspot.com), além de outro - Reflexos no Espelho (http://adinoel-adinoelmottamaia-adinoel.blogspot.com/) - no qual reflete temas diversos da ciência e da tecnologia.

quinta-feira, 29 de março de 2012

CIDADE DO SALVADOR: ANO 2012

A salvação de cada indivíduo que sai do
Reino do Homem para o Reino de Deus


Hoje, 29 de março de 2012 chegamos aos 463 anos após o momento em que Tomé de Souza desembarcava na praia do Porto da Barra, nesta Cidade do Salvador, para fundar uma cidadela destinada a defender Vila Velha, o aglomerado humano que por-tugueses e tupinambás construíam na margem ocidental da já então denominada Bahia de Todos os Santos.
Resolveram, os historiadores, considerar esse momento como o da fundação da Cidade do Salvador, mas este nome só seria dado depois, inspirado pela Igreja, ao mandar para cá o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha, que só chegaria aqui três anos após, em junho de 1552, para implantar a Diocese de São Salvador da Bahia.
Sardinha trouxe com ele uma imagem de Nossa Senhora das Maravilhas, mais conheci-da por nós, pelo fato (ou lenda?) de que, em frente a ela, o Padre António Vieira, ainda adolescente, no século XVIII, teria alterado sua atitude intelectual e atingido um brilho que marcaria sua vida na Bahia e na Europa.
Ora, São Salvador é simplesmente O Salvador, isto é, Jesus, considerado pela Igreja Católica como o salvador da humanidade, condutor dos homens para o Reino de Deus, mas vindo à Terra, aqui se incorporando como homem, nascendo da Virgem Maria, à qual os portugueses davam tanta importância que, por determinação do Rei, todas as expedições marítimas eram obrigadas a ter uma imagem dela a bordo, razão esta da Nossa Senhora das Maravilhas e não o próprio Jesus, ter vindo em escultura, com o bispo fundador da primeira diocese do Brasil, para ser entronizada na Sé, da Bahia..
Também por isso, Tomé de Souza trouxe com ele uma imagem da Virgem Maria. Hoje, a Nossa Senhora das Maravilhas que o bispo Sardinha colocou na Praça da Sé está no Museu de Arte Sacra, a poucos metros da Nossa Senhora da Conceição, que Tomé de Souza colocou numa igrejinha, atual Igreja da Conceição da Praia. Após anos de pesquisa e análise, cheguei à conclusão que ambas tiveram origem no livro do Apoca-lipse, de João , o Presbítero, sendo imagens diferentes com uma mesma concepção.
Como presente para os soteropolitanos (cidadãos de Salvador), no aniversário de sua cidade, transcrevo a seguir, dois trechos do romance “A Cruz dos Mares do Mundo” , que faz uma abordagem da descoberta da Baía de Todos os Santos, relacionada com fenômenos psíquicos associados à evolução da consciência na criação das espécies, estando os humanos telúricos no topo intelectual da animalidade, já evoluindo individualmente para uma espécie sapiencial, de iluminados, que estariam no que Jesus anunciou como o Reino de Deus, fora da matéria. Eis os pequenos trechos:



“Professor Alves da Rocha exibia sua erudição(...):

-- O Cabral, por exemplo, trouxe uma escultura de Nossa Senhora da Boa Esperança, retirada da igrejinha do castelo da família, em Belmonte. Com o Tomé de Souza, veio outra, de Nossa Senhora da Conceição, logo colocada numa capela de palha que man-dou fazer aí abaixo, próxima ao local onde se construiria em 1623 a matriz da nova freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Praia.

Nelson ouviu e consultou suas próprias anotações, passando seus estudos sobre Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem fora criada pela visão de João, o presbítero de Éfeso – não o evangelista – abrindo a Bíblia e lendo parte do capítulo 12 do Livro do Apocalipse.

-- Pode-se dizer que João, referindo-se apenas a uma mulher, concebeu a imagem original de Nossa Senhora, fazendo-a grávida, já em trabalho de parto, seguindo o mo-delo das deusas da fertilidade, entre as quais Inana, da Suméria; Ishtar, da Babilônia; Ísis, do Egito e Ártemis, da Grécia, para a qual foi construído ali mesmo, em Éfeso, um templo considerado uma das sete maravilhas do mundo. Nesse sentido, essa Nossa Senhora, com o Menino Jesus, já nascido, portanto, poderia ser associada a esse templo, assim citada como a Nossa Senhora de uma das maravilhas do mundo. A Nossa Senhora das Maravilhas.

Nelson leu uma nota por ele escrita sobre Santo Ambrósio, que vivera entre 340 e 397, na qual este lançava Maria, mãe de Jesus, como modelo para a Igreja, considerando-a a própria Ecclesia, substituindo seu caráter de simples concepção para imaculada concepção, ela própria concebida sem pecado. Ao invés de estar sobre uma Lua Nova, com um dragão no céu, idealizada por João, sua imagem passava a ser em pé, sobre o planeta Terra, pisando numa serpente.”


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“Muitas imagens foram trazidas pelos navegadores, por determinação explícita do Rei D. Manuel I e sua esposa Dona Maria, seguida pelo seu sucessor, o Rei D. João III e Dona Catherina. Cada frei, padre, monge era obrigado a trazer para as terras recém descobertas uma imagem de Nossa Senhora. Por que justamente de Nossa Senhora e não a do próprio Jesus? Por que não o Cristo Crucificado, que é colocado nos altares maiores das igrejas?

Nessa questão da escolha das imagens, naquele momento me perguntava por que D. Pero Sardinha, vindo implantar uma diocese, a de São Salvador da Bahia, traria para a sua Sé, a igreja primacial, uma Nossa Senhora das Maravilhas, tão raramente assim referida, se nisso não houvesse um objetivo claro, uma intenção bem determinada, associada às navegações, à sua missão ou ao seu caráter, por algum motivo conflitante com o dos demais jesuítas”.

“Levei naquela noite para o travesseiro o que dissera Nelson, sobre a deusa Ártemis, com o seu maravilhoso templo em Éfeso, o lugar exato onde João, banido para a ilha de Patmos, escreveu o seu livro do Apocalipse, falando de uma mulher grávida revestida pelo sol e com a Lua sob os pés, tendo na cabeça uma coroa com doze estrelas, criando assim uma figura que a Igreja Católica tomaria para representar a Virgem Maria”.



A trilogia à qual pertence este primeiro romance tem como proposta central mostrar exatamente o que há por trás de todas as religiões e escolas místicas, mostrando que nós, seres humanos, cujos egos estão no topo da evolução das espécies, temos o privilégio de após cada morte, renascer, ressuscitar, na Terra, tantas vezes quantas necessárias – como um aluno que se matricula ano após ano, na mesma escola – com o objetivo maior de aprender com as experiências (sofrimento) e evoluir intelectualmente, até que nosso ego esteja pronto, individualmente, para não mais voltar à Terra (ou à escola), passando para uma espécie superior à humana, num estado além da matéria, no Reino de Deus.
Jesus, um ego superior, vivendo nesse reino “de Deus”, teria recebido a missão de nascer com um corpo humano, do ventre de uma mulher escolhida entre as virgens do templo dos essênios – as meninas de 14 e até de 12 anos já não costumavam ser virgens, então – para falar aos homens que cada um poderia salvar-se daquela condição de sofrimento – vida após vida – para um reino de luz, fora da Terra.
Podemos imaginar um de nós a fazer o mesmo, nascendo no corpo de um cão ou um gato, para comunicar a esses animais que seus egos poderiam evoluir psiquicamente e nascer posteriormente num corpo humano, assim os estimulando a buscar a intelectualidade, ainda na Terra, salvando-os, assim da sua vida canina ou felina.

É este o Salvador, que temos de encarar, como o do nome de nossa cidade: o do ego que se sacrificou por nós, para nos falar – teria de estar num corpo humano para isso – e dizer que há algo além da animalidade, da intelectualidade e que este é um estádio de luz na evolução da consciência.

Minha trilogia apresenta a Psíquica como a disciplina científica que estuda o campo das manifestações em que as velocidades são superiores à da luz, assim como o Campo da Física é o daquelas em que são inferiores a esta.


Para saber mais sobre a Psíquica, basta clicar em
http://adinoel-blogart.blogspot.com.


A trilogia Nortada compreende os livros;

"A Cruz dos Mares do Mundo" (já nas livrarias)
"A Noite dos Livros do Mundo" (publicação em julho)
"A Trilha dos Santos do Mundo" (publicação em dezembro)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

2012: O APOCALIPSE É A REVELAÇÃO

TUDO É CONSCIÊNCIA
AMOR OU GRAVIDADE + ENERGIA OU MATÉRIA



No dia 21 de dezembro de 2012, a Terra estará completando mais uma órbita em volta do Sol. Esta data está no centro de uma polêmica provocada pelo último calendário feito pelos maias – uma das maiores civilizações do mundo, na antiguidade – assim marcada por encerrar mais um ciclo cósmico. A ignorância leva a especulações sobre o fim do mundo.
Este assunto, na verdade, acompanha-me desde os primeiros anos 50, quando retirei da sessão circulante da Biblioteca Pública, o livro “O Enigma da Atlântida”, de Alexandre Braghine, que me levou a outras leituras sobre o tema, inclusive Platão (“Timeu” e “Crítias”) e em seguida o fundamental “Deuses, Túmulos e Sábios”, de C. W. Ceram. Este livro científico revelou-me o mundo antigo, motivando-me em 1957 a filiar-me à Ordem Rosacruz (AMORC), curioso por sua origem no Egito das Pirâmides.
Nela permaneci até completar os graus exotéricos. Para que não se faça qualquer especulação, devo dizer que ao interromper, muitos anos depois, essa minha filiação, estava plenamente realizado e satisfeito com os altos degraus da escada que consegui atingir, só me afastando perante uma exigência de segredo, que teria de cumprir para começar a receber conhecimentos que, como determinadas ferramentas e armas, só devem ser entregues a quem sabe usá-los.
Assim, optei por continuar a divulgar minhas pesquisas livremente, o que fiz através do Jornal da Bahia, de A Tarde, da Tribuna da Bahia, do livro Humanidade – Uma Colônia no Corpo de Deus (Edições Melhoramentos, S.Paulo, 1981) e conclusivamente, em 2007, da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual sou membro, na qual publiquei um primeiro artigo propondo uma Teoria Unificada do Universo, que, no entanto, neste ano de 2012, espero ver comprovada e aceita pela comunidade científica.
Neste texto, nesta data, apresento notícias complementares às já publicadas neste blog, que anunciam a trilogia Nortada em alguns tópicos¹.


I

A permanente disputa, até agora, entre a Fé e a Razão, entre a Religião e a Ciência, nada mais tem sido do que uma luta de interesses e a cultura da vaidade entre intelectuais de muitos níveis. São Tomás de Aquino, um iluminado, já deixou claro que ambas são lados de uma mesma moeda, entre outros que têm defendido essa verdade, mas os cientistas, isto é, os físicos, sempre declaram ser esta uma verdade apenas filosófica, sem experimentação que a comprove. Isto porque, até hoje, o único laboratório reconhecido é o da Física, que trabalha (apenas) no campo da energia e da matéria, que se transformam – uma em outra – conforme proposto por Einstein, aplicando uma fórmula de Newton e chegando à equação E = mc² . Um campo incompleto de discussão, temos de dizer, porque válido apenas para velocidades igual ou inferiores à da luz, considerado como o da realidade. Por um sofisma dominante, contudo, diz-se que só existe o que pertence à realidade. O outro lado desta moeda é a atualidade, quando o tempo é zero e a velocidade é infinita, que Einstein não considerou na mesma fórmula de Newton talvez por achar isso um absurdo. Já demonstrei neste blog, que partindo de e=vt, a fórmula básica da cinemática: quando o “tempo t” é zero, o “espaço e” é zero. Em outras palavras: quando a duração da consciência (“tempo”) é nenhuma, mas existindo a consciência, embora sem duração alguma, sem qualquer percepção desta, temos um AGORA. Com o mesmo raciocínio, quando a direção da consciência (“espaço”) é nenhuma, existindo a consciência, mas sem direção alguma, sem qualquer percepção desta, temos um AQUI. A este conjunto matemático vazio, chama-se de PONTO, que existe porque há a consciência de sua posição, mas sem qualquer dimensão.

Primeira conclusão: sem consciência não há existência, ainda que seja a do NADA, que é o princípio de tudo, isto é, A POSIÇÃO DE TODOS E CADA UM DOS PONTOS DO UNIVERSO, em número infinito, tão próximos um dos outros, que, se fossem mais próximos seriam um só, assim individualizados por intervalos infinitesimais, tão pequenos, que, se fossem menores não existiriam.

II

Assim, no início existia apenas a CONSCIÊNCIA do espaço infinito, constituído por uma infinidade de pontos individualizados por intervalos infinitesimais, que somados, determinaram dimensões. Quatro dimensões. Uma delas é a duração da consciência (o tempo) que permite a percepção das outras três, as três direções da consciência, em três distâncias igualmente mensuráveis. Em cada ATUALIDADE, isto é, quando o tempo é zero, há uma consciência do espaço infinito apenas num AGORA, isto é, o espaço cósmico universal com a consciência de si mesmo, mas essa consciência sem durar mais que zero, um instante sem duração alguma, sem possibilidade de percepção. Assim, o que existe são os pontos, mas o que se percebe são os intervalos entre eles, quer na duração, quer nas direções da consciência. Evidentemente, na ATUALIDADE, há existência, mas não há percepção desta. Para se perceber a existência em cada atualidade, é necessário, portanto, haver uma sequência de atualidades, quando se tem a consciência dos seus intervalos, isto é, da sua duração, ou seja, do tempo. Até aí, estamos trabalhando com a consciência do SER. A primeira frase do Evangelho de São João diz: No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O verbo SER. Podemos dizer que Deus É consciência cósmica universal, infinita, em quatro dimensões: uma duração e três direções. No princípio, o Universo era apenas ESPAÇO consciente de si mesmo em cada ponto e no conjunto infinito. Isto é científico porque é geométrico, é matemático, mas não é Física, porque é Psíquica. Está no campo da atualidade, que se demonstra no laboratório do pensamento e não no laboratório da energia ou da matéria, que é o da realidade. Se admitirmos que a consciência (humana) se manifesta também como Fé, é evidente que já nesse raciocínio, a Fé e a Razão (matemáticas) se encontram e concordam.

Segunda conclusão: a duração da consciência permite a percepção do SER, ou seja, de si mesmo, da sua posição, da sua ação; assim como do ESTAR, definido por sua posição em relação à do outro (ponto), porque a consciência está em todo o Universo infinito e assim, em cada ponto, como na totalidade deles, podendo-se, sempre, relacionar cada posição com as demais. Esta consciência universal, cósmica, já pode ser considerada como Deus, não havendo como negar sua existência, ainda que se negue sua percepção.

III

Esta é a questão fundamental da Consciência Cósmica: quem a percebe; e onde, quando e como é perceptível. No Gênesis bíblico, a primeira frase é: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. No original hebraico, esse “Deus” não é JHVH (JaHVeH), o Senhor Deus dos hebreus, mas uma palavra – Elohim – que não se encontra no vocabulário hebraico, sabendo-se contudo que o prefixo “El” significa “Deus” e o sufixo “im” é indicativo do plural. Por muitos anos, os proponentes da ideia da presença de deuses na Terra (seres extra telúricos) optaram por “No princípio, os deuses criaram o céu e a terra”, mas os filólogos, após décadas de discussão, chegaram a algo como “No princípio, os atributos de Deus criaram o céu e a Terra”. Filosoficamente, o atributo è o “caráter essencial de uma substância”. Assim, a consciência é a essência na qual se estrutura a existência. Em qual laboratório se prova isto? No da Psíquica, a disciplina que estou propondo e introduzindo para o estudo científico dos fenômenos que se realizam ou manifestam em velocidades superiores à da luz, como o pensamento, por exemplo. Qualquer pensamento e não apenas o do homem. Para este, já há a Psicologia, que está para a Psíquica, como a Fisiologia está para a Física. Fica, agora, a sugestão para a consulta aos textos anteriores, neste blog, onde se encontra a abordagem que introduz os conceitos de atração e aceleração, com a fórmula de Newton f = mv². A força é igual à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade, isto é, pela aceleração. Já estamos aí, na Física, como sabem todas as pessoas de educação mediana. Na Física, força é o que modifica a velocidade de qualquer coisa (na Psíquica, também de qualquer pensamento). Ela nos dá ideia de ação, de movimento. A força ou ação básica e geral no Universo é a da atração. Na Física, ela é Gravitacional, Nuclear (fraca ou forte), etc., quando aplicada aos corpos em velocidades inferiores ou igual à da luz. Na Psíquica, evidentemente, é aplicada naquelas velocidades superiores à da luz, inclusive a de valor infinito. Também já vimos neste blog, que quando o tempo é zero, nessa fórmula, a velocidade é infinita, o que demonstra matematicamente que Deus (Consciência Cósmica Universal) está em todos os lugares ao mesmo tempo (isto é ATUALIDADE), mas quando aumentamos o valor de “t” na fórmula, a velocidade cai até a da partícula fóton, que produz luz. Enquanto isso ocorre, a massa também aumenta. Na Física, massa é a “quantidade de matéria contida num corpo”; na Psíquica, é a quantidade de consciência numa estrutura espacial definida. Assim, a partir do tempo igual a zero, conforme a expressão matemática acima, quando ele cresce, a massa cresce e a velocidade diminui. Assim, quando se diz que a massa do fóton é nula, está se considerando massa como quantidade de matéria, na realidade física. Na atualidade da Psíquica, como quantidade de consciência, ela cresce com o tempo e com o decréscimo da velocidade até chegar a velocidade da luz. Como já vimos em outros textos neste blog, a quantidade de consciência aumenta com o número de tetraedros fundamentais formados por quatro pontos (vértices) de consciência no espaço, que se juntam em estruturas de consciência que se deslocam no campo fixo dos pontos inarredáveis, com velocidades crescentes com a massa dessas estruturas, assim, cada vez mais complexas, juntando-se os tetraedros em linha, como ondas; ou em blocos, como poliedros ou corpúsculos (partículas) tão mais próximos da forma esferica quanto maior sua massa. Isso ocorre, porque há uma força de atração acima já referida e que na Psíquica, conhecemos como um fenômeno ao qual damos o nome de “amor”. É o amor entre as consciências pontuais, que as mantém unidas, em estruturas de complexidade crescente, quando decresce a velocidade desses conjuntos.

Terceira conclusão: Na atualidade da Psíquica, as consciências pontuais se atraem e formam estruturas de complexidade crescente – evolução – com velocidade decrescente, até atingir a velocidade do fóton, partícula do campo eletromagnético que se criou e se manifesta de modo a inundar o espaço com uma explosão de luz, radiação que constitui um campo magnético oscilante, a partir do qual foram diversificadas as frequências ondulatórias e criadas todas as partículas livres de quase matéria no espaço, que se atraíram para formar complexos conscientes de matéria, a começar pelos leptons (elétrons) e hadrions (quarks).

IV

Na sua ignorância e com muita fantasia, o ser humano ainda acredita que houve um Big Bang como início de tudo, resultante da explosão de toda a matéria contida em um átomo primordial que ninguém explica como surgiu. Uma obra de ficção científica, cujo nome foi dado risonhamente por um célebre escritor dessa linha literária. A Física já descobriu quase tudo que precisa, no processo da expansão do universo onde vivemos, dentro do Universo Infinito, desde essa “explosão”. Antes dela, nada sabe. A realidade física deve, de agora em diante, aceitar que nunca houve uma explosão criadora, mas uma evolução da consciência cósmica desde sua estrutura meramente geométrica (uma infinidade de pontos justapostos no espaço infinito) a se estruturar em figuras geométricas, por uma força de atração (amor), em contínua evolução para formas mais complexas e volumosas, com massa crescente e velocidade decrescente, para realizar funções mais complexas, até que o fóton se formou e inundou o céu com radiação eletromagnética, sendo esta radiação assim criada, a que se mede e se considera hoje como radiação de fundo do chamado Big Bang. Neste ponto, temos de perguntar se o pequeno e novo universo que conhecemos ainda muito pouco e onde vivemos, com cerca de 13 bilhões de anos, é o Universo Infinito ou apenas um ser vivo dentro dele: um macróbio, talvez uma célula viva dentro de um Ser muito maior, como nosso corpo é muito maior que qualquer célula viva dentro dele. Aí, estaríamos habitando um planeta, a Terra, que seria como o satélite de um elétron (o Sol), em órbita do núcleo de um átomo (a Via Láctea), que, com outras galáxias, formaria uma molécula (a Astrofísica a chama de “Grande Muralha”) de uma macrocélula viva que seria resultante de uma mitose, na divisão de outra célula em duas, sendo então, essa separação responsável por uma explosão que também poderia explicar uma radiação de fundo que se mede, vinda de todos os lados. Com a reprodução e o crescimento dessas macrocélulas, seus “átomos”, isto é, suas galáxias se afastariam uma das outras e de um centro, seu núcleo celular, sendo uma delas a nossa Via Láctea.

Quarta conclusão: criadas todas as partículas da matéria que se organiza com átomos, a força de atração tomaria o nome de Gravidade, mas continuaria sendo ação de consciência (amor) em intensidade maior, responsável pela transformação de nuvens de hidrogênio em estrelas de hélio, das quais saíram os planetas com seus núcleos de massa estelar e uma superfície cada vez mais fria, com os componentes necessários à instalação da vida em contínua evolução dos corpos minerais, vegetais, animais e intelectuais, este com dois egos, sendo um neural, dentro do próprio cérebro e outro eterno, fora do corpo, religando-se a cada corpo após a morte do anterior e assim acumulando conhecimento em direção ao surgimento de uma nova espécie, mais evoluída, na Terra ou em outro planeta.

V

Nesse processo, neste momento, a Terra ainda está na sua juventude, mas superpovoada, mais uma vez em crise na sua superfície, onde a ignorância dos homens, ditos intelectuais, se apresenta nas mais diversas posições, numa escala de consciência. Já se sabe que a Terra sofre impactos de meteoros, tem uma atividade vulcânica e uma mobilidade de placas tectônicas, entre muitos outros fatores que podem provocar o fim do mundo. No seu movimento em volta do Sol, a Terra é por este arrastada na sua órbita em torno do núcleo galáctico, o que significa que passa periodicamente por regiões diferentes do espaço cósmico, algumas tranquilas, outras agressivas. Há ainda a considerar a precessão dos equinócios, com o eixo do planeta a fazer um movimento de pião que se completa em quase 25 mil anos, formando 12 eras de cerca de 2.150 anos. Este é o exato momento dessa mudança de era, da de Peixes para a de Aquarius. Por tudo isso, é possível que à luz da Astrofísica, estejamos chegando a mais um fim de mundo. Parece que o último aconteceu com uma Idade do Gelo, ao fim do qual teria havido o degelo que elevou o nível das águas, na Terra, em 70 metros, abrindo passagem do oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo, destruindo a Atlântida e outras grandes civilizações, numa ocorrência que entrou na Bíblia como o Dilúvio Universal. As águas subiram tanto, que os povos remanescentes encontraram apenas os topos das montanhas como ilhas, nas quais construíram as cidades de pedra que nos espanta pela alta tecnologia das suas juntas perfeitas entre blocos enormes. Sobre isso, pode-se ler texto anterior neste blog. Ao longo dos últimos 54 anos, consegui criar uma estrutura cosmológica que se baseia na evolução da complexidade das estruturas de consciência que são eternas. Assim, no campo da Psíquica, as quantidades de consciência que podemos considerar como EGOS teriam de evoluir até os átomos, mantendo-se eternos, no espaço cósmico. O Universo Material, formado por átomos – elétrons girando em torno de núcleos – surgiu das estruturas de consciência cada vez mais complexas, que se manifestam, assim, em solidez ilusória, como corpos materiais, que evoluem desde os minerais até os intelectuais, cujo cérebro tem um ego consciente neural que se desestrutura com a morte do corpo. A morte que é a interrupção da vida. Os seres vivos, contudo, têm duas estruturas de consciência paralelas, com evoluções independentes, que chegam ao homem com um cérebro que alterna períodos de consciência (acordado) e de inconsciência (dormindo), como ocorre com os nossos computadores, ora ligados, ora desligados. Os estudos, pesquisas e experiências que fiz, me conduziram a uma pergunta fundamental: por que precisamos dormir, sem o que não sobrevivemos? A alternância dos estados de consciência e inconsciência neurais, parte dos estádios de complexidade da consciência universal, implica num processo de ligar e desligar permanente e assim, de religação, que criou a palavra “religião”. Num determinado momento de sua evolução, o homem se perdeu e esqueceu que seu verdadeiro ego é o eterno, psíquico, que se religa e manifesta em sucessivos corpos de carne e osso, que tem um cérebro onde guarda os dados de sua observação e suas experiências e os processa para evoluir em consciência e criar novas espécies.

Quinta conclusão: os maias criaram um calendário até o fim de um ciclo – e não o fim do mundo – que determina o surgimento de um ser mais evoluído que o intelectual, na Terra. Assim como o intelectual não acabou com o animal e este não extinguiu o vegetal nem o mineral, este novo ser conviverá, em minoria, com o homem. Não foi, não é e não será compreendido e pode ser admoestado por este. Há dois mil anos, já tivemos a presença de um deles a se manifestar abertamente para revelar o Reino de Deus, que é o reino desses seres iluminados que atingem a plena consciência cósmica e têm a visão e o domínio da realidade e da atualidade cósmicas. Até hoje, os homens não compreenderam sua boa notícia e a têm subvertido, disso resultando muitos ângulos de visão, muitas interpretações de um mesmo fenômeno, confusão, orgia. Isto, no entanto, é outro assunto. Neste momento, devemos nos concentrar no fato de que 2012 entrará na história como o Ano da Revelação, na passagem de Peixes para Aquários. É o ano do Apocalipse, palavra grega que significa Revelação e só é o fim de uma coisa: a ignorância. Não há motivo para medo, pois somos todos eternos e após um degrau, há sempre outro, mais elevado... para quem vai na direção certa.

Adinoel Motta Maia²

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¹ A trilogia NORTADA é constituída pelos romances “A Cruz dos Mares do Mundo” (nas livrarias a partir de março/2012), “A Noite dos Livros do Mundo” (em julho/2012) e “A Trilha dos Santos do Mundo (em 21 de dezembro de 2012). Com apêndices que fundamentam a narrativa ficcional, os três livros são independentes, mas no seu conjunto fazem o encontro da Física com a Psíquica, para revelar o Universo desde o Nada até as mais complexas estruturas de consciência, contidas nas duas fórmulas de Newton (e = vt * f = mv²) que o autor chama de “Equações de Deus”. Para outras notícias sobre sua teoria deve-se entrar no blog: http://adinoel-blogart.blogspot.com .

² Adinoel Motta Maia (74 anos) é engenheiro civil, professor e pesquisador aposentado da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde fundou as disciplinas “Aeroportos”, “Evolução dos Transportes” e “Fundamentos de Astronomia e Astronáutica”; autor de uma cosmologia (Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus), três livros históricos (A Era Ford, Yacht Clube da Bahia 60 Anos e Yacht 75 Anos), um romance policial de mistério (Morte na Politécnica), um romance de aventura (O Alienígena Intratelúrico), duas centenas de contos em revistas e jornais e quase mil textos diversos no Jornal da Bahia, em A Tarde e na Tribuna da Bahia. Está lançando agora os fundamentos da disciplina científica Psíquica. Foi Diretor do Serviço Aeroviário da Secretaria dos Transportes e Comunicações do Estado da Bahia, engenheiro de projeto geométrico de estradas e aeroportos, consultor de planejamento de obras e coordenador de projetos diversos em diversas empresas e entidades. Suas experiências místicas começaram com sua filiação à Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz na segunda metade do século XX, da qual se desligou para continuar com independência suas pesquisas em toda a Europa Ocidental (notadamente em Portugal, Espanha e Alemanha, fazendo a pé e sozinho o Caminho de Santiago em 2004) e na Ásia (notadamente em Istambul, Ankara e Éfeso) para escrever sua trilogia. Na Bíblia, dedicou-se mais ao estudo do Evangelho de São João e ao Livro do Apocalipse, escrito por João, o Presbítero. Leu e anotou dados em dezenas de obras consultadas em toda a sua vida, devidamente processados por seus neurônios, gerando novas idéias e estruturas reveladoras.