segunda-feira, 22 de agosto de 2011

QUANDO O TEMPO É ZERO


Segundo comunicado ao mundo da Ciência


Vamos repetir o último trecho do “primeiro comunicado”:

Einstein ignorou a consciência, na sua concepção do tempo. Não levou em conta um conhecimento milenar: o tempo é a duração da consciência. Faltou a ele, dizer que o espaço sem o tempo é o da Psíquica, onde só há três dimensões que determinam apenas posições [uma infinidade de pontos tão próximos uns dos outros, que, se fossem mais próximos seriam um só, mas com intervalos entre eles, que os individualizam, sendo o espaço - infinito em três direções - uma sucessão infinita de agoras, de infinitas posições conscientes de si próprios (se não fossem conscientes, não existiriam e não existiria o espaço)], que alguém chamou de "O NADA". Só se chega a esse conhecimento com muita paciência para juntar os "agoras" numa duração qualquer.

A segunda lei de Newton

Nesta série de comunicados, é necessário advertir: a ignorância é fruto apenas da decisão de rebater a informação sem analisá-la, com coragem, doa em quem doer. Sabe-se que muita gente recusa a informação científica para não prejudicar sua fé, isto é, sua crença em promessas e afirmações não comprováveis. Foge-se, assim, da verdade, para viver no sonho, na ilusão, que suaviza a vida, mas também a abrevia. Pior: prejudica a evolução do ego.

Einstein, o gênio, como físico, tomou Newton como referencial e trabalhou com extrema paciência e dedicação exclusiva para expandir o pensamento newtoniano e tratá-lo matematicamente, na busca de conhecimento novo.

Na realidade – isto é, na Física – sua maior contribuição à ciência é a expressão matemática E=mC², nada mais do que uma aplicação da fórmula de Newton F = mv², onde a força genérica F torna-se a energia E de uma partícula de massa m deslocando-se no vácuo, com a velocidade v tomando o valor particular da velocidade da luz C.

Quanto à fórmula, nada além do que Newton teria proposto. O que Einstein acrescentou foi o cálculo do que seria essa força F, manifestada pela alteração que provocaria em um corpo de massa m se a velocidade tomasse o valor de 300 mil quilômetros por segundo no vácuo, isto é, de C. Estava assim aberto o caminho para se transformar matéria em energia e isso mudaria o mundo, jogando-o no perigoso processo da autodestruição nuclear.

Nada além do que Newton tenha dito, com Einstein apenas considerando um valor particular, que, levado à fórmula newtoniana, permitiria ao gênio concluir por uma relação entre a matéria e a energia, aquela sendo reduzida a esta, na velocidade da luz.

Aí, no entanto, parou Einstein, considerando que nada poderia haver além da velocidade da luz, assim estabelecida por ele como limite das manifestações no Universo. Deteve-se na realidade da Física, porque ignorou a consciência. Para ele e consequentemente, para todos os físicos que o seguiram, nada mais havia no Universo, além de energia e matéria. Assim como ele não sabia que o tempo é a duração da consciência, nunca imaginou que massa é volume ou quantidade de consciência.

Voltemos à fórmula F = mv² . Se substituirmos v (velocidade) por e/t (espaço dividido pelo tempo) e dermos a t o valor zero, saindo da realidade para a atualidade, o valor de m (massa) será zero, porque qualquer valor de F dividido por "infinito" é zero. Nós sabemos que infinito não é um número, mas é uma quantidade, de modo que se tomamos um valor da velocidade (e/t) “quase infinito”, chegamos a um valor da força “quase zero”. Assim, podemos considerar que no espaço infinito, a velocidade (distância dividida pelo tempo zero) "quase infinita" nos levaria a uma massa “quase zero”. Isso significa que na atualidade (tempo igual a zero), não haveria massa. A velocidade do pensamento (consciência) SOU (ESTOU) do ponto, seria infinita, o que significaria que ele estaria em todos os lugares ao mesmo tempo e a massa do total infinito de pontos – quantidade de consciência - seria igual a zero, porque não haveria uma infinidade de consciências, mas a consciência sem duração numa infinidade de pontos, no mesmo tempo zero. A partir daí, surgindo o tempo (duração da consciência) e tomando, este, valores crescentes, teríamos valores decrescentes para a velocidade e crescentes para a massa, até atingir, esta, a massa do fóton, na velocidade da luz.

Acima da velocidade da luz, estão os fenômenos da Psíquica.
Abaixo dela, os da Física.

O que Einstein fez, dando valor C para o v na fórmula de Newton; estamos fazendo agora, substituindo v por e/t e considerando o tempo igual a zero. Ninguém fez isso, antes, na Física, porque não há Física sem o tempo. Se alguém pensou no assunto, não levou adiante, porque sempre houve o medo de se acabar com a Física, dando valor zero ao tempo. Quando se propôs uma “Física Quântica” e se considerou “absurdo” uma partícula estar em dois lugares ao mesmo tempo, ficou impossível encontrar uma teoria única para todos os campos, dentro da Física. O que está errado é situar o campo quântico na Física. O seu campo está na Psíquica, onde não há o tempo e o que se tem é uma atualidade. A da consciência universal, em todos os lugares ao mesmo tempo. A Psíquica não acaba com a Física, mas, ao contrário, a explica, a confirma, introduzindo a consciência como a essência de toda a existência, ou ainda melhor, a única entidade que existe, formando tudo o que se percebe... quando o tempo tem valor maior do que zero, isto é, a consciência tem duração.

Na atualidade – tempo igual a zero – a massa é igual a zero e a velocidade é “infinita”, isto é, a consciência está em todos os lugares ao mesmo tempo, o que explica cientificamente o que a religião afirma e o misticismo desenvolve: Deus (a consciência cósmica) está em todos os lugares ao mesmo tempo. O que nem a religião nem o misticismo dizem, contudo, é que essa consciência “divina” DURA nada, não tem duração alguma, porque não existe o tempo, cujo valor é zero. Para se estar em todos os lugares ao mesmo tempo, este tem de ser igual a zero.

Esta simples aplicação da fórmula de Newton só tem valor, se associada a este fato: a consciência infinita é atual, num agora que se repete, intermitente. Entre dois “agoras” quaisquer, há um intervalo infinitamente pequeno, tão pequeno que, se fosse menor, não existiria. É exatamente esse intervalo, que podemos considerar como uma duração infinitesimal, um dt, que corresponde ao menor valor do tempo. Com essa linguagem matemática, podemos propor uma sequência de dt+dt+dt+dt... que qualquer estudante de engenharia entende e aceita, assim surgindo o tempo, que cresce com a massa (quantidade de consciência), decrescendo a velocidade.

Tudo isso acontece no espaço infinito, em três direções ortogonais, nas quais se mede o comprimento, a largura e a altura. Essas direções são determinadas por uma sequencia de pontos, que são posições, sem dimensões, mas estão separados, um do outro, por intervalos tão pequenos, que, se fossem menores, não existiriam, assim, também infinitamente pequenos. A consciência universal em cada um desses pontos (se não fossem conscientes não existiriam) é a do SOU, do verbo SER. A consciência em um ponto, sem dimensão, relacionando-se com a consciência em outro ponto, infinitesimamente próximo, é a do ESTOU, do verbo ESTAR...

Podemos, agora, compreender a frase bíblica (primeiras palavras do evangelho de São João), que atesta a antiguidade desse conhecimento:

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Quando começamos a trabalhar com a consciência – este é o campo da Psíquica – com a simples consideração de que o tempo é a medida da sua duração, facilmente podemos chegar à Física, onde o tempo estabelece todas as relações (não é assim, Einstein?). A visão geral da atualidade e da realidade unifica todos os campos.


ESTES COMUNICADOS VISAM CHAMAR A ATENÇÃO DO MUNDO CIENTÍFICO PARA A PSÍQUICA, QUE ESTAMOS PROPONDO COMO COMPANHEIRA DA FÍSICA, PORQUE SEM A DURAÇÃO DA CONSCIÊNCIA (TEMPO) NÃO HÁ FÍSICA. ESTÃO SENDO LANÇADOS AGORA NA INTERNET PARA QUE ATINJAM TODAS AS PESSOAS CAPAZES DE ESTUDAR E PESQUISAR, LIVREMENTE, MAS É EVIDENTE QUE, QUEM TEM MELHORES FERRAMENTAS, TRABALHA MAIS RAPIDAMENTE COM MELHORES RESULTADOS.

A PARTIR DE SETEMBRO, ESTARÁ NAS LIVRARIAS O ROMANCE "A CRUZ DOS MARES DO MUNDO", PRIMEIRO DE UMA TRILOGIA QUE LANÇA A PSÍQUICA, A CIÊNCIA QUE ESTÁ PARA A PSICOLOGIA, COMO A FÍSICA ESTÁ PARA A FISIOLOGIA.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

A PACIÊNCIA E O GÊNIO

Primeiro Comunicado ao Mundo da Ciência

O processo tradicional de escrever um artigo, submetê-lo ao crivo de uma comissão editorial em revista científica indexada, esperar sua análise e posterior publicação, tem sido seguro para manter as estruturas solidificadas, evitando-se ameaças ao conhecimento velho, nem sempre verdadeiro, mas satisfatória e universalmente aceito como tal.
Por outro lado, a mídia impressa bem conceituada costuma ter medo de arriscar a publicação de artigos ou mesmo fazer reportagens, sobre o conhecimento novo não submetido a tal procedimento, principalmente quando a novidade destrona donos da verdade estratificada por um processo sedimentar que a faz aparentemente eterna, indestrutível.

Assim, perde-se tanto tempo que até séculos se tem atravessado, entre uma nova descoberta e sua aceitação universal, com evidente perda para todos os que não puderiam ter colhido os benefícios, nesse intervalo, de tal inovação. Os pensadores independentes que ousaram oferecer conhecimento novo, na Idade Média, não raramente foram parar na fogueira. Há dois mil anos, podia ser pendurado numa cruz e o maior exemplo disso é o do Nazareno que ousou mostrar o Reino dos Céus. Não se pense que hoje estamos livres dessa castração intelectual científica.

Em certos lugares e momentos, livros podem ser mais perigosos do que bombas, para estruturas de poder estabilizadas. Não só de poder político ou econômico, mas igualmente religioso e científico.

Contra toda essa intolerância, contudo, um canal se abriu com a Internet, mas justamente essa abertura, absoluta, que permite cada um dizer o que quer, paradoxalmente, criou uma participação tão volumosa dos que não têm muito o que dizer, que é deveras difícil saber onde está o conhecimento novo que realmente contribui para o desenvolvimento da Ciência. Achá-lo na montanha de textos publicados na Internet é muito mais difícil que encontrar uma agulha num palheiro.


A infalibilidade do Gênio científico é como a do Papa


Todo intelectual que se volta para a Ciência é um filósofo amador, na medida em que ama o conhecimento. Após colecionar bastante informação com estudos, dedica-se a pesquisar o que ainda não se sabe, na busca de uma descoberta qualquer. O astrônomo amador é um exemplo disso, quando incansavelmente direciona sua luneta para as estrelas e com sorte, encontra uma que se move entre as demais, fixas, descobrindo um novo cometa. Conhecimento novo.

No campo da Física, tão estabilizada esta se encontra, com a contribuição de tantos gênios no passado, que já é quase impossível alterar qualquer dos seus pilares. Assim, por exemplo, ninguém ousa contrariar Einstein, que, apesar de ter confessado, em vida, vários fracassos, hoje é inatacável em sua Teoria da Relatividade, a Restrita ou a Geral, sendo quase impossível destruir a sua idéia do espaço curvo, que tomamos como exemplo.

Quase, devemos repetir. Antes de abordarmos essa questão, em particular, é preciso dizer que o que se qualifica como "gênio" nada mais é do que um indivíduo de extrema paciência. Já dizia Flaubert: "A paciência não é o gênio, mas muitas vezes é o seu sinal e pode sempre substituí-lo". Quantas vezes Einstein manteve-se por horas - dias até - em frente ao quadro negro, com suas equações matemáticas, trabalhando arduamente, em busca de uma demonstração convincente? Sua luta em busca da Teoria dos Campos Unificados tomou-lhe meses, teimosamente, sem sucesso. Apesar de toda a sua paciência, falhou. Assim como o Papa, que se diz infalível nos assuntos da alma e de Deus, também o Gênio falha, simplesmente porque é um limitado ser humano.

Einstein falhou com a teoria dos campos unificados, porque partiu de um conceito errado em sua teoria da relatividade: o de espaço-tempo. Foi brilhante, ao considerar o tempo como a quarta dimensão do espaço. Ninguém disse isso antes dele, no contexto em que o fez, mas errou ao considerar o tempo como diferente das outras três dimensões, justamente por não ser uma dimensão geométrica, como o comprimento, a largura e a altura. Em verdade, o tempo está fora da geometria, que não pertence à realidade física, mas é parte da matemática e da lógica, dentro de uma eterna, infinita, atualidade (quando o tempo é igual a zero). Diga-se, de passagem, que a matemática, sendo uma linguagem, só se expressa na realidade da Fisica, quando o tempo é maior do que zero. Com essa linguagem, no entanto, também se pode escrever ficção...

Aparentemente isso torna o tempo diferente das outras três dimensões. Só aparentemente...
Vejamos no que ele é igual. É linear, como o comprimento, a largura e a altura, podendo ter valores negativos em somas algébricas, relativas, mas não se admite valores absolutos menores do que zero, em qualquer delas. Podemos dizer, relativamente, que ao comprimento de uma tábua com três metros podemos somar algébricamente "menos trinta centímetros", ficando a tábua com dois metros e setenta centímetros, mas o que seria uma tábua cujo comprimento total seria menos trinta centímetros? Ou uma viagem que se faria num tempo de menos duas semanas? Por isso se pode viajar para o futuro (é o que fazemos, na vida), mas jamais para o passado, dentro da Física. Dimensões reais, na Física, são todas positivas, isto é, maiores do que zero.

A Teoria da Relatividade é um campo de ilusões criadas pelo tempo

O que tornaria o tempo diferente das outras três dimensões do espaço seria o fato de que ele é medido numa duração, enquanto as outras três o seriam em suas respectivas três direções. Essa diferença, contudo, é apenas aparente, porque tanto a duração como qualquer das direções deve ser medida linearmente com valores maiores do que zero. E todas elas são filhas da consciência, que determina suas posições. Assim como não há posição, não há duração, direção nem dimensão, sem consciência. A célebre relação feita por Einstein, considerando dois trens com velocidades diferentes sendo observados por alguém dentro de um deles e por outrem fora, numa estação, demonstra apenas que a duração (tempo), quando tomada isoladamente, separada das direções, é ilusória. O mundo da relatividade é um mundo de ilusão, isto é, um mundo em que a base está na duração da consciência - isto é o tempo - de observadores distintos, em lugares (determinados por três direções) distintos.

Assim, o "espaço-tempo" de Einstein, para ser assim nomeado, exigiria um "espaço-comprimento", um "espaço-largura" e um "espaço-altura". Faltou paciência, aí, ao gênio, para se deter nesse pequeníssimo detalhe, que o impediu de chegar à teoria da unificação dos campos. Esse detalhe é justamente a consciência necessária que determina um espaço real, com quatro dimensões, mas também um espaço atual, com apenas três (sem o tempo, porque este é igual a zero). Ao falar em espaço-tempo, Einstein não considera o espaço sem o tempo, que não é o da Física, mas o da Psíquica, o da Matemática (Geometria) e o da Lógica. Para unificar os campos numa única lei, ele teria de considerar tudo como espaço, com o tempo ou sem o tempo. O conceito de espaço-tempo poderia ser considerado também com apenas três dimensões: uma duração (tempo) e duas direções (comprimento e largura), colocando a realidade num plano. Não, contudo, uma realidade física, como aquela em que a gravidade encurva esse espaço plano. Ou com apenas duas dimensões: uma duração (tempo) e uma direção (comprimento). Este universo de duas dimensões seria real porque há o tempo, nele e portanto seria também espaço-tempo. Mas não seria físico, A realidade só é física (com energia e matéria) se as quatro dimensões estiverem presentes.

Em síntese, a genialidade científica é tão falha quanto a religiosa, porque o homem (sem exceção) falha, em consciência.
Einstein ignorou a consciência, na sua concepção do tempo. Não levou em conta um conhecimento milenar: o tempo é a duração da consciência. Faltou a ele, dizer que o espaço sem o tempo é o da Psíquica, onde só há três dimensões que determinam apenas posições (uma infinidade de pontos tão próximos uns dos outros, que, se fossem mais próximos seriam um só, mas com intervalos entre eles, que os individualizam, sendo o espaço - infinito em três direções - uma sucessão infinita de agoras, de infinitas posições conscientes de si próprios (se não fossem conscientes, não existiriam e não existiria o espaço), que alguém chamou de "O NADA". Só se chega a esse conhecimento com muita paciência para juntar os "agoras" numa duração qualquer.
Quem chega a ele, é, portanto, um gênio.
Se você ainda não chegou, insista... com toda a paciência que for necessária.


ESTE ARTIGO É PARTE DA DIVULGAÇÃO DO LIVRO A CRUZ DOS MARES DO MUNDO, COM O QUAL SE INICIA A TRILOGIA NORTADA, QUE LANÇA A CIÊNCIA PSÍQUICA (A PSICOLOGIA ESTÁ PARA A PSÍQUICA COMO A FISIOLOGIA ESTÁ PARA A FÍSICA), ONDE SE TRABALHA COM O TEMPO IGUAL A ZERO EM SUCESSIVAS POSIÇÕES DE DURAÇÃO, COMO NA FÍSICA SE TRABALHA COM AS OUTRAS DIMENSÕES DO ESPAÇO IGUAIS A ZERO EM SUCESSIVAS POSIÇÕES, NAS RESPECTIVAS DIREÇÕES.

terça-feira, 7 de junho de 2011

TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - V

O Nascimento de Deus - IV

Neste mês de junho de 2011, exatos 30 anos após a publicação do livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus, na sua versão impressa (Edições Melhoramentos, São Paulo), concluimos o primeiro capítulo em sua versão eletrônica, na Internet, acrescentando alguns comentários, em itálico, com os quais esclarecemos os trechos que ficaram demasiadamente concisos no texto da edição de 1981, principalmente na apresentação dos conceitos de "espírito" e de "quama" - básicos para a introdução da consciência no espaço tetradimensional (três direções e uma duração), indispensável na estrutura desta teoria universal da evolução, que realiza a proposta não concluida por Einstein com sua teoria unificadora dos campos e também não concluida por Hawking com sua teoria unificada do universo. Três nomes que significam a mesma coisa - a mesma teoria - com a única diferença no fato de que aqueles cientistas quiseram fazer um concreto apenas com areia, brita e cimento, no campo da Física, enquanto nós, engenheiros, sabendo que a água é necessária para a reação química que promove o endurecimento da mistura de aglomerados e aglomerante, procuramos introduzí-la, indo buscar a consciência como elemento de ligação indispensável à formação e evolução das ondas e partículas que estruturam o Universo, assim propondo uma nova ciência, a Psíquica, sem a qual não se considera, nem estuda, os fenômenos que se manifestam acima da velocidade da luz. Em 2007, referindo-me à Teoria Unificada do Universo, de Hawking, publiquei um artigo com esse título na Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, que também se encontra na Internet, bastando pesquisar no Google com as palavras-chave "Adinoel Motta Maia - Consciência - Teoria Unificada do Universo". Ao propor, agora, a "Teoria Universal da Evolução", estamos introduzindo a consciência - o "espírito" - que liga os pontos (posições) do espaço, formando tetraedros infinitesimais, por sua vez ligados também pela consciência desses conjuntos (quamas = células de espírito = células de consciência aglutinadora e multiplicadora), que formam as ondas e as partículas, assim criando a energia e a matéria em estruturas que evoluem e crescem continuamente. Poderíamos estar fazendo um belo artigo e tentar publicá-lo numa revista científica indexada - talvez o façamos - mas criamos este blog justamente para mostrar que a Internet, hoje, é tão segura quanto qualquer revista desse tipo para guardar, arquivar, registrar um texto filosófico ou científico, publicando-o com data inalterável e assim atestando sua prioridade, seu momento de vir à luz.
Com esse título, portanto - Teoria Universal da Evolução - republicamos o primeiro capítulo do livro "Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus", de 1981, no qual já se encontravam esses conceitos básicos de origem do Universo a partir do Nada, isto é, do espaço vazio porque pleno apenas da consciência de cada um dos seus pontos (posições) a uní-los em estruturas de pensamento que se tornaram ondas e corpos, energia e matéria, que, em verdade, não existem. O que existe é a consciência, que as forma e nos permite percebê-las e compreendê-las. É disso que trata a Psíquica, a ciência que estamos propondo para realizar os estudos nessa área e com essa proposta.

Com o texto reproduzido a seguir, concluimos o primeiro capítulo de "Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus", publicado em 1981 com o título O Nascimento de Deus. Um Deus que é para nós um macróbio, como nós, humanos, somos macróbios para quem vive numa partícula em órbita de um elétron qualquer do nosso corpo.

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Não sendo matéria mas quase matéria, essa partícula elementar que estamos, por isso mesmo, chamando de quama, seria o átomo concebido pelos gregos (concebido ou conhecido?). Se mais tarde, a Ciência tomou esse nome para designar outra coisa, a culpa não é dos filósofos gregos, não se devendo dizer, portanto, que eles erraram. A ignorância da humanidade atual costuma dizer que os antigos estavam errados, só porque ainda não descobrimos o que eles já sabiam e por isso não os entendemos. E ainda mais, é preciso esclarecer que eles afirmavam ser essa partícula elementar, pensante. Os gnósticos, na Antiguidade, a chamavam de éon. Hoje, o físico Jean Charon diz que éon é o elétron pensante e escreveu toda uma obra para demonstrá-lo. É preferível dizer que essa era uma partícula de pensamento, de luz, de quase matéria. Onde há luz, há pensamento e se costuma dizer que a ignorância é filha das trevas, enquanto a ciência é filha da luz. O buraco negro é a estrela que morre. A vida é luz. A morte é escuridão. A mulher que traz um novo ser à vida, o dá à luz. Assim, vamos dizer que o Universo nasceu da luz, de partículas de luz, de pensamento, que se encontraram para formar a primeira partícula material, as primeiras partículas necessárias à manifestação da matéria, possivelmente os léptons e os quarks, estes formadores dos hádrions. Léptons e hádrions se reuniram no que hoje chamamos átomos (não confundir com os átomos referidos pelos gregos). Em todos esses átomos, que se reuniram em moléculas, sempre estiveram os quamas, individualizados, constituintes, reproduzindo-se para formar novos léptons e quarks, nas células vivas, segundo uma organização determinada por eles próprios, partículas pensantes. Mas não só nas células vivas, segundo programas bem definidos pelas moléculas de ADN, como também em liberdade, para criar a matéria inanimada, também constituída por elas, partículas pensantes.

Todas essas partículas, os éons dos gnósticos antigos, os nossos quamas, reunidas no homem, fazem o pensamento desse homem. Reunidas no Universo, fazem o pensamento do Universo, de Deus. Elas têm a propriedade de dar um pensamento para cada conjunto que formam. Assim, isolado, o quama pensa segundo ele próprio, para atender a suas necessidades, que devem ser muito pequenas, o suficiente para comandar seu processo de auto-reprodução ou multiplicação, assim como o de união, para formar, conforme sua combinação e estrutura, previamente programadas, um lépton ou um quark.

Tomemos um dos léptons, o elétron, por exemplo. Para formá-lo, os quamas agiriam individualmente, de acordo com a programação feita para o seu pensamento (essa programação seria resultante da evolução de partículas não materiais, anteriores, do quama, na evolução), mas dariam ao elétron uma estrutura mais complexa de pensamento, própria e exclusiva dele. Cada brasileiro pensa conforme suas necessidades. O pensamento do povo brasileiro, da nação como um todo, é o conjunto mais complexo do pensamento de todos os cidadãos que a constituem, com características próprias e independentes do pensamento de cada um, para atender não mais as necessidades de cada indivíduo, mas as do País. Do mesmo modo como o pensamento do povo brasileiro, como nação inteira, não está consciente do que pensa um João da Silva no Mato Grosso ou em São Paulo, o pensamento do elétron não tem consciência do que pensa um dos seus quamas. Por sua vez, os elétrons se associarão a outras partículas, também pensantes, para formar átomos pensantes. Esses átomos pensam conforme suas conveniências, programadas para uma ação legal - segundo a Lei que cria o Universo - sem consciência do pensamento das partículas que os constituem, mas conscientes de suas funções, para formar as moléculas, que procedem analogamente e se organizam em seres uni ou plurimoleculares, orgânicos (à base do carbono) ou minerais, ditos "com vida" e "sem vida", que, segundo suas mais complexas estruturas de pensamento, ganham níveis de autodeterminação e inteligência.

Assim, os níveis de autodeterminação e inteligência são diferentes nos animais, nos vegetais e nos minerais. A evolução da inteligência acompanha a evolução da estrutura material. Quanto mais complexo é o ser, mais inteligente ele é, porque maior é a contribuição das partículas pensantes, para a criação de órgão como o cérebro humano, a mais perfeita máquina de pensar conhecida na Terra, que, no entanto, não tem consciência dos comandos que são dados, dentro do corpo humano, seja para o próprio crescimento, seja para o processo digestivo ou para outra função qualquer. Há decisões que são tomadas dentro do organismo do homem, sem que este tenha sequer conhecimento delas. "Quem" toma essas decisões, evidentemente, pensa. Assim, pode-se dizer que cada célula, em cada organismo "vivo", está sempre pensando e agindo coerentemente, sem saber o que pensam as outras células. Do mesmo modo, nenhum homem tem consciência do que pensa outro ser de sua espécie. Mas, se o nível de autodeterminação e inteligência das células é baixíssimo, quase inexistente, no homem é bastante elevado, ao ponto de gerar conflitos internos.

É preciso colocar, no entanto, uma questão da maior importância: se o pensamento de uma parte não influi no de outra parte, o pensamento do conjunto influi no comportamento das partes, sem ter consciência do pensamento destas. Por exemplo: uma determinação do homem em viver num ambiente poluído, determina leis, a que seus órgãos têm de obedecer, adaptando seu funcionamento às novas condições ambientais, de modo a não prejudicar o funcionamento do organismo humano. Analogamente, uma decisão de autodeterminação e inteligência de Deus, maiores e mais complexas do que as do Homem (o pensamento dos seres humanos seria apenas uma pequena parte contribuinte do pensamento do Universo), determinaria leis às quais todos os componentes do Universo teriam de se adaptar para manter este em equilíbrio e funcionamento perfeito. Dentro dessa visão, pode-se dizer que Deus determina o destino dos homens - e não só deles - estabelecendo diretrizes que temos de seguir. Quando uma ou mais partes do organismo humano não se adapta a uma determinação do homem, entra em colapso, que pode destruir o conjunto - o homem - ou apenas prejudicar essa parte. Assim é que um homem pode perder uma parte do seu universo - uma unha do pé, por esta não ter podido resistir aos efeitos de uma determinação do homem: chutar uma pedra. Do mesmo modo, Deus pode exigir em sua Lei, por autodeterminação, algo para o que a humanidade não esteja preparada ou não queira cumprir. Da incapacidade ou desobediência desta, pode resultar sua destruição, tantas vezes quantas sejam necessárias, até que ela se adapte à função que deve cumprir na Terra. Como será mostrado na segunda parte deste livro, há evidências de que isso tem acontecido e que a atual humanidade já seja mais forte e melhor do que as anteriores.

Mas se tudo isso acontece no plano da Consciência, no Inconsciente o processo é outro. Sendo todo o Universo constituído de quamas, as árvores, os homens e as montanhas são feitos com os mesmos elementos que constituem Deus. Com os mesmos elementos pensantes. Daí se poder dizer que há um canal de comunicação entre o pensamento de Deus e o de todos os seres, animados ou inanimados, do Universo. Se no plano da matéria o pensamento de cada ser, por mais simples ou mais complexo que seja, é individual, sem consciência dos demais, no plano dos quamas (quase material) o campo é um só e o pensamento é um só. Como não temos consciência desse campo, dizemos que ele é o Inconsciente. Esse Inconsciente está em permanente contato com a nossa Consciência, porque esta é feita de partes daquele. Do mesmo modo como uma ilha é parte de toda uma crosta terrestre, embora pareça que está isolada. Assim, basta que façamos adormecer a Consciência, para que o Inconsciente se revele, seja por um processo de sono, de hipnotismo ou de morte do corpo. Analogamente, basta que se esvazie o mar, para que a ilha se mostre como parte de uma montanha ligada ao continente e de toda a crosta terrestre.

É fácil entender, portanto, que todas as experiências vividas por um homem, uma formiga ou um grão de areia, são armazenadas na memória geral do Universo. Em outras palavras, todo o pensamento consciente enriquece o Inconsciente, infinito e eterno, que serve de canal entre duas Consciências ou mais, nos processos de telepatia, clarividência, telecinésia, etc. Pela concentração oramos a Deus, isto é, falamos com o Inconsciente. Deve ser dito que concentração não é o que muitos pensam: o pensamento concentrado numa idéia. Ao contrário, concentração é um processo pelo qual a mente é destituída de todas as idéias e através do qual se tira do cérebro qualquer pensamento. O uso das velas, nas igrejas, originalmente, não foi apenas para enfeitar ou iluminar os altares, mas proveniente de um costume mais antigo que o próprio Cristo, de olhar para a chama, como ajuda à concentração. Dessa forma, "concentrando-se" na chama, elimina-se todo pensamento consciente e se pode orar a Deus, ou seja, sondar o Inconsciente em sua profundidade.

Podemos concluir, daí, que a fala é um processo de comunicação própria dos homens, elaborado na Consciência e executado por aparelhos construídos no homem, entre os quais se inclui a língua. A telepatia, no entanto, não é exclusiva dos homens, mas de todos os seres, animados e inanimados, constituídos por quamas e inundados pelo Inconsciente. Uma pedra estaria, assim, em contínua comunicação com outra pedra, sem necessidade de falar. Evidentemente, ela não precisará dizer "faça isso" ou "dê-me aquilo", mas possivelmente liberará comunicados do tipo "estou trocando átomos com a atmosfera", sem o emprego de quaisquer símbolos, usando apenas impulsos energéticos que poderíamos classificar como idéias. Constata-se, hoje, com o emprego de aparelhos eletrônicos, que as plantas recebem mensagens. É conhecida a experiência de se aproximar uma tesoura de uma planta, pensando-se em cortar algumas de suas folhas, detetando-se nela vibrações energéticas que são acusadas num aparelho receptor. É de se supor que a linguagem do pensamento no Inconsciente seja comum a todos os seres. Possivelmente, uma linguagem matemática, que é universal e é hoje aplicada para a comunicação com e entre os computadores eletrônicos.

Ao propor esta linha de discussão filosófica e investigação científica, não busco apenas o exercício teórico. Ao contrário, penso na aplicação prática. Se todas as experiências vividas pela Consciência de qualquer ser, são automática e instantaneamente transmitidas para o Inconsciente e ali armazenadas, numa espécie de memória universal, poder-se-á, pela correta consulta a esse "arquivo", conhecer o todo e a parte desse Universo, no tempo e no espaço. As perspectivas que se abririam, ao se conhecer a técnica para realizar essa consulta, seriam enormes. A pesquisa arqueológica, por exemplo, seria quase desnecessária, como auxiliar da História, que passaria a ser escrita pela pesquisa direta, no Inconsciente. A arqueologia se valeria desse meio para escavar sem risco, com o fim exclusivo de desenterrar as peças que iriam enriquecer os museus.

De certa forma, isso já começa a ser feito, através da hipnose regressiva. Por um procedimento técnico já conhecido, a Consciência do homem é adormecida e o mecanismo da fala é colocado a serviço do Inconsciente, que se revela à medida que as perguntas são feitas. O agente hipnotizador ordena que a pessoa hipnotizada regresse no tempo e pede-lhe informar o que encontra em seus registros de tempo e espaço, ou seja, na época e lugar nos quais se detém. Como o agente deixa o paciente à vontade, a escolha é praticamente feita ao acaso e a consulta ao arquivo geral da humanidade (o que Jung chama de Inconsciente Coletivo) não tem sido feito sistematicamente, como uma ajuda aos processos de investigação histórica, mas apenas como experimentação para atender áreas da psicologia, da religião ou da pura diversão.

Não é, contudo, a hipnose regressiva, a única maneira de acesso a esse arquivo. Esta é apenas uma das muitas vias pelas quais se chega à concentração. Algumas religiões, mais primitivas, têm usado drogas; outras, o recolhimento e a oração; ainda outras, a meditação, acompanhada de dietas adequadas. Qualquer ser humano pode, no seu cantinho escuro, em silêncio, arriscar-se a essas viagens ao Inconsciente, com método e paciência. Historicamente, as religiões têm feito disso - o que chamam "viver em Deus" - o objetivo maior de suas ações. A verdade é que realmente vivemos em Deus e os religiosos têm trazido ao resto da humanidade essa revelação, de que o homem é feito das mesmas partes que fazem o Universo. Vivendo no Universo, vivemos em Deus, cujo espírito é feito para penetrar num corpo de galáxias, estrelas, planetas, moléculas e quamas, mantendo-os coesos e em equilíbrio dinâmico.

O processo por mim adotado para fazer as pesquisas que trago neste livro, inclui leitura e meditação. Muita leitura, muita anotação, mas sobretudo meditação em torno e além dos dados obtidos. São quase trinta anos de coleta de material, dois terços dos quais acompanhados de busca do Inconsciente e da revelação. Pela meditação, no exercício da concentração, chegaram as idéias. Acho que muitos têm chamado essa coisa por meio de uma expressão muito pouco diferente do que já disse neste capítulo: "revelação divina". Certamente que é, pois toda consulta ao Inconsciente, é uma consulta a Deus. Sem a necessária humildade, no entanto, costuma-se divulgar que essa "revelação divina" é privilégio de uns poucos indivíduos, escolhidos por Deus para alguma missão. Na realidade, ela está ao alcance de todos os homens, porque cada um destes tem sua missão a cumprir.

De maneira muito clara, Jesus, o Cristo, tentou dizer aos homens, dois mil anos atrás, que todos temos esse direito e essa possibilidade, mas os homens, até hoje, não o entenderam e acabaram construindo algo diverso do que ele havia proposto para o Reino de Deus. Não há nenhum privilégio em conhecer a Deus, porque nós, os homens, os vegetais e as pedras, formamos o corpo de Deus, cujo espírito nos inunda. Somente com o desenvolvimento da Ciência, saindo da Terra em busca do Universo, começamos a perceber a grandeza desse corpo no qual nos encontramos. O que isso nos traz é uma consciência de nossa pequenez, para desagrado de quantos se orgulham e envaidecem, por se acharem a mais importante forma de vida do Universo. É um impacto desfavorável para estes, descobrir que sua autodeterminação está limitada por uma Lei que os considera tão importantes como uma galáxia inteira ou uma minúscula bactéria, ainda que esta seja patogênica.

Todo este primeiro capítulo está contido numa frase, na primeira frase do Gênesis, da Bíblia: "No começo criou Deus o céu..." O céu é tudo o que está fora da Terra, é o Universo ao qual ela pertence. A primeira criação de qualquer ser é o seu próprio corpo. Isso vale para uma planta como vale para o homem e para o próprio Deus. Não é difícil provar científicamente a existência desse Deus, verdadeiro. Feito isso, mais fácil será investigar sua Lei e cumprí-la com a consciência de que para isso fomos criados.

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NOTA FINAL: A proposta de comemorar os 30 anos de publicação do livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus com a inserção neste blog do seu primeiro capítulo, relaciona-se com a publicação também neste mês, do nosso novo livro, A Cruz dos Mares do Mundo, de ficção e realidade, que lança a Psíquica como a ciência que faz par com a Física, na revelação do Universo. Criou-se o Selo AMME para publicar esse primeiro livro da trilogia Nortada, que desenvolve essa proposta filosófica e científica, na medida em que apresenta a Teoria Universal da Evolução, a explicar de onde viemos e para onde iremos, cada um de nós a evoluir como indivíduo, com seu próprio ego imortal.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - IV

O Nascimento de Deus - III

Em sequência, teremos mais um trecho do primeiro capítulo de Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus. Antes, contudo, devemos observar que nele, considerávamos o Universo conhecido, como um ser vivo material, macróbio, no qual galáxias seriam como átomos ou moléculas no corpo de um homem, de um inseto ou de uma planta, por exemplo.
Então, em 1981, quando essa obra foi publicada, não tínhamos, ainda, concluído nossa proposta para uma Teoria Unificada do Universo.
Usamos apenas o "bom senso", conforme declarado no seu texto, para preencher provisoriamente essa parte da proposta, admitindo analogicamente que, assim como temos os micróbios e os mesóbios formados por átomos e moléculas, poderíamos conceber macróbios formados por galáxias.
Naturalmente, macróbios poderiam se reproduzir como os micróbios (por mitose), como nós - mesóbios - por concepção sexuada, ou mais provavelmente, por algum processo sequer imaginado pela mente humana.
A seguir, reproduzimos mais um trecho do capítulo I do livro acima referido.
Recomendamos reler os trechos anteriores, aqui publicados, antes de enfrentar mais este.

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Como, então, tudo começou?


Não tenho a vaidade necessária para me apresentar como dono da verdade, mas tenho a humildade indispensável para propor uma linha de investigação e me lançar a uma arena cheia de leões, com uma arma aparentemente muito frágil: o bom senso.


Acho que tudo começou com uma célula-ovo quase material: um quama. Uma célula-ovo resultante de um processo de reprodução. Não me permito sequer imaginar como um Universo "cruzaria" com outro Universo, para gerar essa célula-ovo, mas ninguém pode negar, científica ou filosoficamente, que tal seja possível. Recusar essa possibilidade só seria admissível num fanático religioso, desses que querem ver apenas a sua verdade, dentro dos seus preconceitos e condicionamentos.


Suponhamos que, assim como as aves voam no céu, os peixes nadam na água e nós andamos na terra - cada um ocupando seu espaço - outros "seres", tão grandes que uma galáxia seria algo como uma das moléculas do seu corpo, também se locomovem num espaço proporcionalmente maior. Nesse espaço, exercitariam suas vidas, suas funções, entre as quais a da reprodução, que poderia ocorrer através de uma espécie qualquer de "cruzamento" (transferência de pensamento), gerando uma célula-ovo, um quama, a partir do qual se desenvolvesse um novo Universo, um novo "ser". Talvez tudo poderia acontecer sem necessidade de cruzamento, sendo cada Universo suficiente para deflagrar o processo reprodutivo.


Uma imagem que temos de fazer é a seguinte: o ser humano que parece tão sólido e compacto, seria visto por um "indivíduo" que habitasse um elétron qualquer de seu corpo, como nós vemos o céu cheio de estrelas. Assim, o céu de estrelas que podemos observar, pode muito bem ser o espaço entre as partículas que constituem o corpo de um "ser", cuja forma desconhecemos, mas que seria "visto" por outro "ser" igual a ele, como sólido e compacto. Seria, naturalmente, um ser vivo, capaz de reproduzir-se, com ou sem cruzamento.


Assim, proponho, para discussão, que se admita ser o nosso Universo, filho de outro(s) Universo(s), o que nos levaria a pensar na existência de muitos Universos, no espaço infinito. Devem ser Universos que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Nessa cosmologia, temos de procurar conhecer nosso papel. Seria este, o de anticorpos a proteger o corpo universal ou divino? Ou seremos bactérias patogênicas a agredí-lo? O Universo precisa de nós para sua saúde e desenvolvimento? Ou nos lança suas defesas, para nos matar, sempre que nossa população aumenta e ameaça sua saúde?


A idéia de que o Universo é um ser vivo, com corpo e espírito, nos coloca em frente a toda uma questão filosófica, de consideração da matéria em vários planos ou etapas evolutivas. Façamos uma analogia.


Todos nós, pelo menos uma vez na vida, já tivemos a oportunidade de ver a confecção de um bolo. Há a farinha de trigo, há o açucar, há os ovos e mais ou menos ingredientes complementares, a depender da receita escolhida. Aquela farinha, por exemplo, antes de ser farinha, passou por vários processos agrícolas e industriais até se transformar naquele pó alvo e fino. Alguns dirão que esses processos começaram com a semeadura do trigo, colocado na terra arada; outros irão mais para trás, até a reprodução celular que gerou a semente e outros ainda pensarão na mágica que faz das moléculas do ADN elementos decisivos nas características daquela semente. Se ainda quisermos ir mais para trás, chegaremos à estrutura atômica dessas moléculas, as partículas até o quark e aí, por enquanto, dentro da Ciência, temos de parar, mas com fortes suspeitas de que antes do quark estará o quama e antes desse elemento quase material, as diversas etapas ou planos do espírito. Ao ficar pronto o bolo, seremos levados a imaginar um novo ser, formado não apenas por farinha, açucar, etc., mas de tudo o que originou essas substâncias. Nele estarão as moléculas, os átomos, as partículas elementares e até o espírito. Nada se perdeu. O que houve foi apenas uma nova arrumação de tudo isso, resultando num novo ser.


Pensemos no Universo, analogamente. Se alguém o visse, de fora, a uma distância suficiente para observar nitidamente o seu conjunto, não perceberia que ele é constituído por galáxias, sendo estas formadas por estrelas, em torno das quais poderão estar planetas, além dos errantes cometas que atravessam o espaço interestelar, dos pulsares, dos quasares e de tantos outros corpos, separados por enormes espaços vazios, como são enormes os espaços vazios que separam elétrons de prótons, neutrinos, mésons, etc., sem que ninguém, que veja o bolo de fora, os perceba. Mas o bolo não é um ser natural, isto é, não nasce, cresce, se reproduz e morre. Por não ser um organismo natural, não cresce, mantendo distâncias entre as moléculas, com seus átomos em equilíbrio. Não é isso, no entanto, o que está acontecendo com o Universo, que está crescendo, aumentando a distância entre seus elementos constituintes, em contínuo movimento. E está crescendo porque, de acordo com o princípio científico da conservação da matéria e da energia, está recebendo matéria e ou energia de fora, num constante processo de "alimentação" - exatamente como acontece no Homem, feito, segundo a Bíblia, à imagem e semelhança de Deus. O Universo é, portanto, um organismo vivo, natural, com um corpo material e um espírito que inunda todo o seu ser e participa de todos os seus elementos, porque esse espírito seria o conjunto dos quamas pensantes que existiriam em todas as partículas da matéria.



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Não sendo matéria, mas quase matéria, o que é a partícula quama?


É O QUE VEREMOS A SEGUIR, EM


TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - V (O Nascimento de Deus - IV)

domingo, 24 de abril de 2011

TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - III

O Nascimento de Deus - II



Antes de prosseguirmos com a transcrição do texto do livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus, devemos compreender melhor o que já estávamos propondo em 1981 para o termo "célula de espírito". Na Filosofia, "espírito" é o pensamento em geral. No misticismo milenar, aplica-se esta idéia à força de coesão ou de adesão, que liga os pensamentos para formar estruturas mais complexas destes, como, por exemplo, a dos elétrons. Não deve ser confundido com o que se chama de "alma". Por outro lado, visitando a Estática, na Física, tomamos emprestado o conceito de "espaço de fase", onde se locam as coordenadas e os momentos generalizados das partículas de um sistema, para estabelecer, nele, uma região individualizada, limitada, de partículas (complexos de pensamento) que se relacionam e unem com "espírito", formando "células". O espírito realiza no campo da Psíquica, o que a gravidade faz no campo da Física: atração. Assim, a "célula de espírito" nada mais é do que uma região delimitada por ações de pensamento que se estruturam em partículas. De modo similar à reprodução da célula biológica (na Física), a célula espiritual (na Psíquica) se reproduz para se juntar a outras e formar partículas de quase-matéria (quamas), corpúsculos e corpos na Psíquica para se manifestar na Física, assim criando, por exemplo, o elétron, o quark e tudo o mais que se manifesta como energia e matéria. Ainda derivando de tal conceito, podemos nos referir a "um espírito", como um complexo de pensamento assim individualizado, por exemplo, num quama, que se comportaria como uma "célula-ovo", multiplicando-se e compondo estruturas mais complexas até formar, por exemplo, elétrons, quarks, etc. Espírito criando quase-matéria e esta se associando para criar matéria.


Outra observação a ser feita, referente ao livro acima citado, que começamos a transcrever aqui, é a do termo "Universo", que, nessa obra, está limitado ao espaço conhecido em 1981, de um corpo formado por galáxias, como o corpo humano é formado por átomos. Consideramos esse corpo, do nosso Universo, como o do nosso Deus. Um dos muitos deuses existentes no espaço infinito e que nasceu do modo como estamos mostrando. Daí, o título deste capítulo do referido livro. Não o Deus da Fé, mas um Deus da Ciência.


Feitas estas observações, voltamos ao texto do livro, no seu primeiro capítulo: "O Nascimento de Deus".


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Ainda com humildade e coragem, vejo esse Universo como um Ser Vivo - o próprio Deus - que tem suas próprias determinações e necessidades, que nasceu e está crescendo, com seu corpo material impregnado de espírito, responsável por sua integração e funcionamento. O nascimento do Universo seria, portanto, o nascimento de Deus. A expansão do Universo, científicamente comprovada, seria o crescimento de Deus. O equilíbrio e perfeito funcionamento de cada uma das partes do Universo seriam necessários à saúde de Deus. Zelando por cada uma de suas partes, Deus estaria zelando por sua saúde. Nesse contexto, os homens teriam funções predeterminadas e assim como temos, em nosso organismo, minúsculos servos a cuidar do nosso funcionamento, nós seríamos, igualmente, servos de Deus. Numa visão pessimista, por outro lado, não seríamos servos, mas agentes danosos, que produzem doenças e que se instalaram no corpo divino como bactérias patogênicas invadem o corpo humano. A título de ilustração, deve-se dizer que nas antigas Pérsia e Índia, considerava-se o Universo como "um grande ser humano", assim como o homem era um "universo em miniatura".


A teoria do big bang, a explosão que teria dado origem ao Universo, me parece muito forçada, por astrônomos que querem tocar fogo no vácuo, sem mostrar o palito de fósforo nem o ar necessário à queima. Para que algo seja explodido é necessário que exista. Se já existe, não é essa sua origem.


O astrônomo belga Georges Lemaitre publicou, em 1927, sua teoria do átomo primitivo, através da Sociedade Científica de Bruxelas. Para ele, as nebulosas, em sua fuga, eram a prova de que o Universo estava em expansão e isso só poderia significar que todo ele se originava de um átomo primitivo. Mas como e de onde surgiu esse átomo primitivo? Para Gamow, era constituído por uma massa de neutrons, prótons e elétrons, por ele denominada Ylen e que teria explodido há dez bilhões de anos daí resultando a expansão do Universo. A idéia é brilhante, mas falha em sua base. Realmente, se existisse um corpo superdenso, tão pequeno que fosse figurado como "um átomo", mas com toda a matéria hoje existente no Universo ali comprimida, uma explosão desse corpo levaria essa matéria a se expandir a partir do centro da explosão, em todas as direções, justamente como se comprova estar acontecendo com as galáxias e outros conglomerados de estrelas (com ou sem planetas em volta). Imagino, no entanto, com que desordem se daria essa expansão, pois qualquer que seja esta, é sempre destrutiva, desordenadora, caótica - tudo muito ao contrário do processo construtivo, ordenador e organizador que se desenvolve no Universo. Por outro lado, segundo as próprias bases da Ciência, um corpo superdenso teria uma superforça gravitacional a impedir sua expansão, salvo se uma superexplosão gerasse forças de repulsão maiores que a de atração. É preciso questionar como essa superexplosão deflagrou e também como se formou esse corpo superdenso. Afinal, seria necessária uma ação muito além do que se pode imaginar, para comprimir toda a matéria existente no Universo. Os defensores do big bang dizem que esse "átomo" tão compacto seria o resultado da contração de um Universo que existia antes. Isso gera outra questão: como surgiu esse Universo? Respondem: de outro átomo superdenso, que, por sua vez, se originou da contração de outro Universo...


Como se vê, essa idéia do big bang não nos dá origem alguma. Leva a um processo repetitivo apenas concebido para explicar a expansão do Universo. Seria o mesmo que tentar explicar que os cabelos da cabeça e os dedos dos pés se afastam do estômago, num homem que cresce, porque houve uma explosão original. E a partir daí, afirmar que a origem do homem está num "átomo superdenso" que explodiu.


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Como, então, tudo começou?

É O QUE VEREMOS A SEGUIR:

TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - IV (O Nascimento de Deus - III)


domingo, 13 de fevereiro de 2011

TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - II

O Nascimento de Deus - I

Este é o título do Capítulo I do livro Humanidade: Uma Colônia no Corpo de Deus - publicado pela Companhia Melhoramentos de S. Paulo (Edições Melhoramentos), na série "Enigmas do Universo" (código 7-02-05-074), em junho de 1981. A partir do parágrafo seguinte, estará o seu texto. Como o livro foi escrito em três meses - prazo marcado pelo editor - alguma coisa ficou um tanto carente de maior explicação. Aproveito, agora, para explicitar o que ficou implícito, com NOTAS em itálico.
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No início, existia Deus. O Gênesis bíblico começa com a criação da Terra. O nosso Gênesis, no entanto, vai mais para trás, para o momento em que só existia Deus. Quando comecei a me interessar por deuses gregos e egípcios, ainda na minha adolescência, fui conduzido por um livro (Deuses, Túmulos e Sábios, de C. W. Ceram) para a arqueologia e daí para a astronomia foi um pulo, mas, de passagem, penetrei na Bíblia e desde então vim questionando a natureza e origem de Deus.

Anos atrás, publiquei um dos meus contos de ficção científica - O Planeta de Crosse - no qual um jovem toma consciência de que é um deus, porque tem em suas mãos um pedaço de terra fértil, com milhões de microorganismos, seres vivos com os quais podia fazer o que bem entendesse. Pensei, então: "O homem deve estar para Deus, assim como um micróbio está para o homem". Foi a primeira vez em que considerei a possibilidade de Deus ser um organismo vivo, mas um condicionamento que nos é imposto, a todos, desde a infância, continuou influindo para que eu permanecesse com a idéia de um Ser que criou o Universo fora dele. Só recentemente livrei-me desse condicionamento e me perguntei: "E se o Universo estiver dentro de Deus? Seria Deus o próprio Universo?"

Assim, quando digo "no início", quero me referir ao comecinho do Universo Material, essa coisa que hoje conhecemos como um conjunto de galáxias, que, por sua vez, é constituído por estrelas, planetas, cometas e tantos outros corpos, todos eles complexos estruturais, que têm em sua base elétrons, prótons, partículas diversas, sendo estes, por sua vez, manifestações de outros elementos ainda menores, e assim por diante.

Se descermos ao nível das chamadas partículas atômicas, aceita-se na comunidade científica, que elas estão agrupadas em dois conjuntos: o dos léptons e o dos hádrions. Houve época em que a Ciência afirmava ser o átomo a menor das partículas existentes (daí a palavra adotada para designá-la). Depois, descobriu-se que o átomo era divisível e constituído por prótons, neutrons, elétrons, além de outros elementos que foram e continuam sendo descobertos, pertencentes a um ou outro dos conjuntos acima citados. Em 1963, no entanto, por uma teoria que deu aos físicos Murray Gell-Mann e George Zweig o Prêmio Nobel, anunciava-se que os hádrions (prótons, neutrons e mésons) são divisíveis em partículas ainda mais elementares, às quais se deu o nome de quark. A partir de então, passou-se a admitir que todo o Universo Material - toda a matéria conhecida - é constituído por léptons (o elétron é o mais importante deles) e quarks.

Até aí já chegou a Ciência, mas a Filosofia pode ir adiante e seu método manda-nos perguntar: "E se léptons e quarks também forem divisíveis e constituídos por partículas ainda menores?" Não precisamos de laboratórios para obter uma resposta. É evidente que essas partículas serão divisíveis até deixarem de ser materiais. Se não forem materiais, serão o que? Afoitamente, poderíamos dizer que seriam espirituais e estaríamos todos recebendo aplausos tranqüilos. Prefiro, no entanto, cultivar a dúvida, pois ela nos dá melhores frutos do que as certezas temporárias. E proponho que chamemos essas partículas que já não são materiais, mas se reúnem para formar matéria, de quase materiais. Tomando as primeiras sílabas dessas palavras, chama-las-íamos de quama. Então, diríamos que toda a matéria existente no Universo é feita de quamas.

Conclusão evidente: se todo o Universo é constituído de quamas, no início só existiam essas partículas.
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NOTA: Até aqui, o livro, quando fala do "início", está considerando apenas o surgimento da matéria, cujo conjunto formaria o "Corpo de Deus", referido como Universo Material. Deus, no entanto, não seria apenas um corpo. Anterior a este, haveria... É o que o texto mostra em seguida.

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Outra conclusão evidente: houve uma decisão para que os quamas se unissem e formassem uma partícula material. Se houve decisão, houve pensamento, donde se pode admitir que os quamas sejam partículas pensantes, ainda que num nível de pensamento da maior simplicidade, necessário apenas ao cumprimento desse ato de união. O que vem em apoio de algumas sociedades místicas que chamam de "espírito" a força de coesão que une as partículas da matéria, qualquer matéria, animada ou inanimada.

Com humildade, mas com coragem, vejo-me forçado a propor que se considere o quama como a célula do espírito. Para isso devemos admitir a existência de um outro Universo, não material, composto apenas por partículas de pensamento e constituído, no seu conjunto, por complexos de pensamento. Cada um desses complexos seria um espírito e cada "quama" sua célula. Adiante, veremos que esse universo espiritual será o Inconsciente que inunda todos os corpos e partículas materiais. Uma célula que se reproduz segundo um programa pré-estabelecido, do mesmo modo como uma célula viva da matéria se reproduz segundo uma programação genética. Dentro desta proposta, digo que no início, existia uma célula-ovo, um quama que se reproduziu para formar a matéria que deu origem ao Universo. Sucessiva e simultâneamente, os quamas assim formados se agruparam para formar léptons e quarks, que se constituíram em átomos componentes das moléculas, que se organizaram em nuvens formadoras de planetas, estrelas e galáxias, em processo permanente, que ainda hoje se desenvolve, seja no nascimento de um homem, seja na fabricação de um lápis.

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NOTA: O que foi assim proposto, no livro, com o nome de "complexo de pensamento" para uma partícula de quase matéria que se consideraria uma célula de energia (força de coesão) a ligar ondas de energia, livres, no espaço, estava sendo apresentado com o termo "célula de espírito" - ainda sem uma explicação de como era feita sua reprodução. Essa proposta meramente teórica se organizaria nos anos que se sucederam, resultando no artigo Teoria Unificada do Universo, publicado na edição de 2007 da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e que se encontra na Internet. Registre-se, no entanto, que, já em 1981, essa proposta era assim feita, de forma embrionária, propondo filosofia e pesquisa científica. Em outras palavras: pensamento (consciência) se estruturando para criar ondas de energia, que se organizariam em "células" em coesão ("espírito") para formar partículas livres, de quase matéria.

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A SEGUIR: TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO III (O Nascimento de Deus II - continuação)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - I

Introdução

Como ocorre a cada dia, há muitos anos, acordei, hoje, neste 11.2.2011, saudando o Sol, na minha janela, de frente para o Leste. Eram 5 horas, o ar refletia a sua luz em faixas horizontais douradas por trás de nuvens que exibiam suas faces sombreadas para mim. Fiz o meu habitual exercício de respiração, aspirando o ar energizado, cheio de vida e consciência - o nous já conhecido dos antigos egípcios - o mesmo ar que penetra pela primeira vez em nossos pulmões, quando é cortado o cordão umbilical, no nascimento de nosso corpo. Assim, depois do fogo e do ar, fui até a cozinha e bebi água. Finalmente, peguei uma banana e a descasquei, levando-a à boca e ingerindo-a, como produto da terra.

Esse procedimento é mais que um ritual místico e está muito além de uma prática religiosa, seja pagã ou outra qualquer, constituindo-se em sintonia de meu cérebro, neural, consciente, com a consciência da Natureza, universal, através de seus quatro elementos fundamentais. É uma prática muito antiga, desde a época em que os povos pagãos, isto é, das aldeias, no campo, observavam os fenômenos naturais e os estudavam, buscando as causas da vida e da morte, assim como a razão da existência e a melhor maneira de se harmonizar com as forças que criam e destroem, num eterno faz e desfaz, usando o caos como ferramenta cósmica, em obediência às duas leis fundamentais da Consciência - a da atração e a da evolução - assim fazendo Filosofia.

Posso anunciar, hoje, quase finalmente - jamais há um fim - a conclusão de uma estrutura de pensamento que constitui a Teoria Universal da Evolução. Devo dizer que esse trabalho de estudo e pesquisa começou marcadamente em 14 de agosto de 1957 - eu completava então 20 anos de idade - quando abri a primeira monografia recebida da AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis) - à qual pedira filiação, convidado por um anúncio numa revista e induzido pela leitura que acabara de fazer, do livro Deuses, Túmulos e Sábios: o Romance da Arqueologia, de C. W. Ceram (Edições Melhoramentos).

Quase dois anos depois, eu iniciava meu curso de Engenharia Civil, na Escola Politécnica da Universidade (Federal) da Bahia, dessa forma introduzindo o pensamento matemático e o conhecimento das leis físicas, que fazem Ciência e Tecnologia, naquele contexto místico, que é um campo filosófico, fundador da alquimia e consequentemente da ciência como processo racional e experimental. Também naquele momento, já tendo publicado contos na revista Vida Juvenil e textos diversos em vários jornais, iniciei minha atividade regular como jornalista profissional no Jornal da Bahia, como repórter. Comecei a década de 1970 com uma página dominical, ali, intitulada Ficção e Realidade, escrevendo contos e pequenos ensaios, frutos das minhas pesquisas e reflexões; ao tempo em que iniciava minha carreira no magistério, na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, onde ensinava a fazer projeto de estradas e aeroportos e me ajustava à prática acadêmica, aplicando nela, a informação obtida na profissão de engenheiro de aeroportos, assim fundando a disciplina "Aeroportos". Ao estudo teórico e à pesquisa de campo, portanto, acrescentei organização e método científico.

Em agosto de 1980, numa conversa, em Salvador, com João Roberto Petta, o editor de obras para adultos da Companhia Melhoramentos de São Paulo, fui por ele convidado a escrever um livro sobre a minha proposta de que Deus é o Universo e que no seu corpo estamos nós, os homens. Deu-me três meses. Em novembro, mandei-lhe original de uma obra intitulada Humanidade - Uma Colônia no Corpo de Deus, dividida em duas partes, na primeira das quais estava essa proposta, minha, com uma carta, onde escrevi:

"Cada vez que vejo uma notícia (...) com relação ao Universo, fico ansioso em ver HUMANIDADE publicado. É que os astrônomos continuam, em todo o mundo, ligando a expansão do Universo a uma explosão inicial, sem pensar na possibilidade de um 'nascimento' e 'crescimento' do Universo, como digo em meu livro. Já estão com suas teorias tão bem arrumadas, que não enxergam o que é muito mais fácil de ver e entender. Confesso que tenho bastante curiosidade em saber o que dirão diante do que HUMANIDADE propõe."

O editor Petta não perdeu tempo. Entusiasmado com a leitura do original, em suas férias na praia, em janeiro de 1981, colocou o trecho acima, da minha carta, na belíssima capa feita por Roberto Piva para o livro, que foi lançado em maio daquele ano, na série "Enigmas do Universo" (ao lado de autores como o físico Jean Charon), quase exatos 30 anos atrás. Pensei que o livro seria examinado pelos astrônomos, astrofísicos, físicos e outros cientistas brasileiros, mas o seu sucesso foi apenas de público, com repercussão na imprensa da Bahia... e só. A crítica, fosse científica ou não, não foi informada ou omitiu-se. Minha natural modéstia impediu-me de sair por aí a reclamar atenção. Eu tinha certeza de estar contribuindo com uma teoria segura, uma proposta digna de exame, ainda que feita por vias não acadêmicas, justamente porque a academia, a minha Universidade, não estava estruturada para aceitar a inovação, voltada quase que só para o ensino. O professor passava doze horas por semana em sala de aula e só. Eu então lutava para ingressar num regime de tempo integral e dedicação exclusiva para fazer pesquisa, mas só o conseguiria em 1985, quando, fundando mais duas disciplinas ("Evolução dos Transportes" e "Fundamentos de Astronomia e Astronáutica", ambas eletivas), ficou evidente a necessidade de aumentar minha carga horária. Como fomentar a Filosofia e a Ciência numa Universidade cujo principal ou único objetivo é distribuir diplomas?

Há, portanto, 30 anos, coloquei para o público - isto é publicar - o embrião de uma teoria que só agora está compacta. Posso dizer que seu último tijolo foi colocado ontem, numa reflexão matinal. Como teoria, está pronta, mas como toda bôa teoria, deve sofrer acréscimos, detalhamento, iluminação e aquilo que é fundamental na Ciência: a comprovação, em laboratório, seja este físico ou psíquico, de suas propostas. Aliás, uma destas é a criação da PSÍQUICA, a ciência dos fenômenos que ocorrem em velocidades acima da velocidade da luz e que completa o quadro onde já está a FÍSICA, a ciência dos fenômenos que ocorrem em velocidades abaixo e igual àquela.

Em três décadas, muita coisa aconteceu. Em 1985, fui convidado pelo Prof. Jorge Calmon, Diretor de Redação do jornal A Tarde, em Salvador, para escrever uma provocação dominical de caráter cultural-filosófico-científico, de página inteira, que se alongaria por doze anos, sem faltar um domingo (seis centenas de textos que puxaram temas diversos, alguns dos quais jamais abordados pela imprensa) até que resolvi aposentar-me do jornalismo, do magistério e da profissão de engenheiro, em 1997, ainda aos 60 anos de idade, para dedicar-me exclusivamente às minhas pesquisas e meus livros, como pessoa física. Trabalhando, nesse ano, na Feira do Livro de Frankfurt, fui ali inspirado a escrever um romance com esse cenário, como suporte para revelar mais alguma coisa da minha teoria. Dei título A Noite dos Livros do Mundo, a essa obra de ficção, ainda não publicada porque se mostrou insuficiente, surgindo a trilogia "Nortada", da qual está sendo publicado agora A Cruz dos Mares do Mundo e terá ao fim, A Trilha dos Santos do Mundo. Nesse processo, tendo concluído todo o programa informativo-educativo e chegado ao último grau exotérico da AMORC, não pretendendo comprometer-me com as obrigações esotéricas que me seriam exigidas, desfiliei-me dessa organização, mantendo assim minha liberdade de fazer pesquisa e divulgar seus resultados publicamente.

A partir desse momento, realizei um programa de aprofundamento da meditação e fiz, no outono europeu de 2004, o caminho português, da Cidade do Porto para Santiago de Compostela, inteiramente a pé e só, pelas trilhas antigas, atravessando campos e montanhas, andando quase trezentos quilômetros em 14 dias e dormindo em albergues, quase sozinho, tão pouca gente encontrava neles (numa noite, uma única pessoa). Eram condições extraordinariamente favoráveis.
Antes, mesmo, de sair de casa, parecia que uma torneira havia sido aberta e o fluxo de revelações aumentou dia-a-dia, fazendo-me anotar rapidamente o que aparecia na mente, às vezes perdendo alguma coisa por não encontrar papel e caneta em tempo, logo esquecendo o que surgia como uma mensagem. Na trilha, faltando papel, fiz anotação num saco de pão. Após o Caminho, voltando para casa, o processo acelerou-se e o volume aumentou. Acordava na madrugada com frases prontas, que foram para o papel já colocado ao lado da cama. Até hoje, é assim. Não há hora nem lugar marcado para surgir um dado, uma idéia, um pensamento qualquer, que se ajusta à teoria. Ontem, surgiu uma idéia conclusiva, fechando um pequeno e importante "buraco". Escrevi:

"Os tetraedros de posições conscientes que se dispõem em linha, formando ondas, movem-se, dobrando-se e enrolando-se a formar esferas e consequentemente, partículas conscientes de relativa complexidade, em velocidades ainda maiores que a da luz. O aumento de tetraedros justapostos, no entanto, aumentando a massa (quantidade de posições conscientes) dessas partículas, diminue a velocidade delas até que, atingindo 300 mil quilômetros por segundo, surge o fóton. Uma explosão de luz inunda o espaço. Assim, a mais "pesada" partícula então existente acabava com as trevas absolutas e a consciência ganhava a sua mais complexa estrutura, a primeira de um novo universo, o da realidade da Física, onde, mais tarde, surgiriam as partículas de "quase matéria" ou "quama", conforme referidas no 1º capítulo do meu primeiro livro."

Os tetraedros acima referidos serão mostrados e explicados aqui no momento certo.

A SEGUIR: TEORIA UNIVERSAL DA EVOLUÇÃO - II
O Nascimento de Deus (1º capítulo do livro HUMANIDADE: Uma Colõnia no Corpo de Deus)